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Promessas de Lula e Flávio no 2º turno pressionam as contas públicas de 2027

Segundo a Folha, anúncios de medidas dos dois candidatos na reta final deixam uma conta a ser administrada pelo presidente eleito no domingo (25).

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Promessas de Lula e Flávio no 2º turno pressionam as contas públicas de 2027
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo rápido

A disputa do segundo turno termina com uma corrida de anúncios e promessas econômicas dos dois candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com a Folha, o cenário deixará para 2027 uma conta elevada a ser administrada por quem for eleito neste domingo (25). A reportagem, assinada por Adriana Fernandes, aponta que o conjunto de promessas amplia o risco para o equilíbrio fiscal do país.

O pacote de Lula e o impacto no Orçamento

Segundo a Folha, Lula acionou até o último momento um pacote de medidas eleitorais de R$ 290 bilhões. O jornal informa que o efeito dessas ações sobre o Orçamento de 2027 pode variar bastante conforme a fonte da estimativa. O Ministério do Planejamento calcula R$ 53,6 bilhões, enquanto as projeções do mercado chegam a R$ 82 bilhões.

O Orçamento é a peça que define as receitas e as despesas do governo federal a cada ano. Por isso, o custo das medidas anunciadas durante a campanha tende a ser debatido já no início do próximo mandato.

As promessas de Flávio Bolsonaro

De acordo com a Folha, Flávio negou medidas de ajuste, como a contenção de gastos, e passou a anunciar propostas na reta final. O jornal relata que, por decisão do comando da campanha, os assessores econômicos foram proibidos de falar sobre medidas, para evitar ruídos. Sem detalhes, analistas do mercado financeiro passaram a observar o que o candidato diz que não fará, para estimar o tamanho do ajuste fiscal possível.

Entre as medidas citadas pela reportagem estão um programa de congelamento de dívidas bancárias por até seis meses para pessoas físicas e por até um ano para micro e pequenas empresas, além da recriação do Perse, programa de isenção de impostos para o setor de eventos. Também constam a criação de um Pix para devolver aos consumidores parte dos gastos, pedágio zero para motociclistas, a atualização da tabela do SUS e a renegociação das dívidas das Santas Casas. As três últimas foram anunciadas no debate da TV Globo, na sexta-feira (23).

A Folha registra ainda que a assessora econômica de Flávio, Daniella Marques, falou em dois anos de transição para os beneficiários do Bolsa Família, o que gerou repercussão negativa. Para conter o efeito, o candidato prometeu manter o reajuste concedido por Lula e, se necessário, melhorá-lo. Antes disso, ele já havia se comprometido a preservar todos os programas sociais, garantir reajuste real do salário mínimo, manter os pisos constitucionais de saúde e educação e reduzir alíquotas de impostos sobre o consumo. Também prometeu manter e melhorar o Pé-de-Meia, programa voltado a estudantes.

Reforma tributária e dúvidas sobre o custo

Outra frente citada é a tributária. Flávio acenou com redução de impostos e revisão da reforma tributária, além de prometer acabar com o split payment, mecanismo de recolhimento automático de tributos previsto nessa reforma. Segundo a Folha, interromper a implantação do mecanismo pode reduzir a arrecadação, já que a tendência era de que ele diminuísse a sonegação, o que teria efeito negativo sobre o ajuste das contas públicas.

O jornal ressalta que o custo das propostas de Flávio é mais difícil de calcular, porque não há detalhamento até o momento. Os analistas, de acordo com a reportagem, avaliam as nuances das promessas para medir quanto espaço o candidato teria para um ajuste mais duro sem descumprir compromissos de campanha. Ainda não está esclarecido como cada candidato pretende financiar as medidas anunciadas.

Perguntas frequentes

Quanto custam as medidas anunciadas por Lula?

Segundo a Folha, o impacto no Orçamento de 2027 vai de R$ 53,6 bilhões, pela estimativa do Ministério do Planejamento, a R$ 82 bilhões, pelas projeções do mercado.

Por que é difícil calcular o custo das promessas de Flávio Bolsonaro?

De acordo com a Folha, as propostas não foram detalhadas e os assessores econômicos da campanha foram proibidos de falar sobre medidas.

Fontes

Folha

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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