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Fim da 6x1 pode endurecer negociações coletivas e afetar plano de saúde

Reportagem da Folha aponta que empresas podem resistir a reajustes acima da inflação e a manter benefícios após a mudança de escala e de jornada.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Fim da 6x1 pode endurecer negociações coletivas e afetar plano de saúde
Foto: Câmara Municipal de Curitiba / Wikimedia Commons (Public domain)

Resumo rápido

  • A escala 5x2 passa a valer a partir de 16 de dezembro, com jornada semanal de 42 horas no lugar de 44, segundo a Folha.
  • A reportagem aponta que empresas podem resistir a reajustes acima da inflação e à manutenção de benefícios em 2027.
  • A Marsh projeta reajustes de 9% a 11% nos planos de saúde corporativos no próximo ano.
  • Especialistas ouvidos dizem que o resultado dependerá da negociação de cada setor e sindicato.
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O fim da escala 6x1 pode tornar mais difíceis as negociações coletivas entre empresas e trabalhadores no próximo ano, segundo reportagem da Folha publicada em 4 de novembro de 2026. De acordo com o texto, os empregadores devem resistir mais a reajustes salariais acima da inflação e à manutenção de benefícios, entre eles o plano de saúde empresarial, que vem pesando no caixa das companhias.

Pela reportagem, a escala 5x2, com dois dias de descanso semanal remunerado, passa a valer a partir de 16 de dezembro. Ao mesmo tempo, a jornada semanal cai de 44 para 42 horas. Nesse cenário, a Folha afirma que empresários tendem a buscar alternativas para compensar eventuais aumentos de custos, enquanto os sindicatos terão de negociar para preservar direitos já conquistados.

Pressão sobre o plano de saúde

O plano de saúde aparece como um dos benefícios que podem ser afetados. A mudança na carga horária ocorre em um momento de pressão sobre as despesas com assistência médica, que devem ficar mais altas em 2027. Conforme projeção da Marsh Health and Benefits Brasil, citada pela Folha, os convênios médicos corporativos devem ter reajustes entre 9% e 11% no próximo ano.

O advogado Antonio Galvão Peres, doutor em direito do trabalho pela USP, afirma que a soma de despesas maiores com a necessidade de adequar as jornadas pode levar as empresas a tentar reduzir custos internos, o que inclui a revisão de benefícios. Ele diz ainda que, em períodos de maior atividade econômica, os sindicatos podem buscar novas conquistas, e que, em momentos de pressão sobre os custos, os empregadores podem tentar rever vantagens que já ofereciam.

Peres lembra que acordos e convenções coletivas têm prazo de vigência. Segundo ele, a reforma trabalhista de 2017 acabou com a chamada ultratividade, regra validada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na prática, quando termina a vigência de um acordo ou convenção e não há nova negociação válida, os trabalhadores perdem os benefícios previstos no texto anterior.

O que muda na prática

Para o trabalhador, a reportagem indica que a manutenção de benefícios como o plano de saúde dependerá do resultado das negociações de cada categoria. O sociólogo Clemente Ganz Lúcio, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais e ex-diretor técnico do Dieese, avalia que a perda ou não de vantagens vai variar conforme o setor e a habilidade de negociação de cada sindicato.

Lúcio também afirma acreditar que alguns empresários tentarão incluir, na conta do fim da escala 6x1, um custo do plano de saúde que já vinha pesando, e que culparão o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apoiou a medida. Para ele, isso não estaria necessariamente ligado a um problema econômico. Ele defende que os sindicatos tenham firmeza para negociar os problemas apresentados e diz que o custo do convênio já era tema nas mesas de negociação.

A reportagem, em sua versão disponível, não detalha quais categorias terão acordos vencendo em 2027, nem informa valores de reajuste salarial ou critérios para eventuais mudanças nos planos. Também não há manifestação de entidades patronais sobre as avaliações dos especialistas, ponto que segue em aberto.

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Perguntas frequentes

Quando começa a escala 5x2?

Segundo a Folha, a escala 5x2, com dois dias de descanso semanal remunerado, passa a valer a partir de 16 de dezembro, junto com a redução da jornada de 44 para 42 horas semanais.

Os benefícios dos acordos coletivos podem ser perdidos?

De acordo com o advogado Antonio Galvão Peres, ao fim da vigência de um acordo ou convenção, sem nova negociação válida, os trabalhadores perdem os benefícios, pois a reforma de 2017 acabou com a ultratividade.

Fontes

Folha

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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