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Copom decide hoje se reduz a Selic de 13,75% para 13,5% ao ano

Analistas do mercado esperam o sexto corte seguido dos juros básicos. A decisão do Banco Central será divulgada no início da noite desta quarta-feira (4).

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Copom decide hoje se reduz a Selic de 13,75% para 13,5% ao ano
Foto ilustrativa · Foto: POURIA 🦋 / Unsplash · Fotos do Unsplash

Resumo rápido

  • O Copom decide nesta quarta-feira (4) o rumo da Selic, hoje em 13,75% ao ano, com anúncio no início da noite.
  • O boletim Focus indica corte para 13,5%, o sexto seguido, e manutenção da taxa em dezembro.
  • O IPCA-15 de outubro ficou em 0,32% e acumula 4,62% em 12 meses, acima do teto da meta de 4,5%.
  • Selic menor tende a baratear o crédito, mas os bancos consideram outros fatores nos juros ao consumidor.
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define nesta quarta-feira (4) o novo patamar da Taxa Selic, os juros básicos da economia. A reunião é a penúltima do ano, e o resultado será anunciado no início da noite. A taxa está atualmente em 13,75% ao ano.

De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal do próprio BC com instituições financeiras, a expectativa é de redução para 13,5% ao ano. Se isso se confirmar, será o sexto corte consecutivo, mesmo com a alta recente do dólar. Para a reunião de dezembro, a aposta mudou: antes, os analistas previam mais uma redução, mas agora esperam que a Selic seja mantida em 13,5%.

Cenário de inflação e o que pesa na decisão

A Selic chegou a 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos, e ficou nesse patamar de junho de 2025 a março deste ano. Desde então, o BC vem reduzindo a taxa.

Na ata da reunião de setembro, o Copom reafirmou cautela na condução da política monetária, diante da pressão da demanda sobre a inflação. O documento, porém, foi divulgado antes dos efeitos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o mercado financeiro. Além do câmbio instável, a inflação sofre pressão do petróleo e do aumento dos gastos públicos. O El Niño também deve pressionar o preço dos alimentos nos próximos meses.

A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, caiu pela metade em outubro e ficou em 0,32%. No acumulado de 12 meses, porém, subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta. O IBGE divulgará o IPCA cheio de setembro no próximo dia 12. Segundo o último Focus, a projeção de inflação para este ano passou de 5,19% para 5,22%, em razão do conflito no Oriente Médio e da alta do dólar. A meta oficial é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto, o que leva o limite a 4,5%.

O que muda na prática

A Selic serve de referência para as demais taxas da economia. Quando ela cai, a tendência é de crédito mais barato, com estímulo à produção e ao consumo. Quando sobe, o crédito fica mais caro e a poupança tende a ser incentivada, o que ajuda a conter a demanda e os preços.

Isso não significa que os juros cobrados do consumidor caiam na mesma proporção ou de imediato. Os bancos levam em conta, além da Selic, o risco de inadimplência, o lucro e as despesas administrativas. As fontes não informam quanto tempo um eventual corte levaria para chegar a financiamentos, cartões ou empréstimos.

Composição do Copom e pontos em aberto

O comitê se reúne desfalcado. Os mandatos dos ex-diretores Renato Gomes (Organização do Sistema Financeiro) e Diego Guillen (Política Econômica) expiraram no fim de 2025. Até agora, o presidente Lula não enviou ao Congresso Nacional as indicações dos substitutos.

O Banco Central atua diariamente no mercado aberto, comprando e vendendo títulos públicos federais, para manter a taxa próxima do valor definido pelo Copom. O comitê se reúne a cada 45 dias. A decisão desta quarta ainda não foi divulgada, e o resultado só será conhecido no fim do dia.

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Perguntas frequentes

Quanto a Selic deve cair, segundo o mercado?

Segundo o boletim Focus, a expectativa é de redução de 13,75% para 13,5% ao ano, e depois manutenção em 13,5% na reunião de dezembro.

Uma Selic mais baixa reduz na hora os juros que pago?

Não necessariamente. A tendência é de crédito mais barato, mas os bancos também consideram risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas ao definir as taxas.

Fontes

Agência Brasil

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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