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Selic fica em 13,75% e entidades do setor produtivo criticam a decisão

Copom interrompeu sequência de cinco cortes e citou aceleração da inflação. Fiesp, CNI, centrais sindicais e um deputado criticaram a manutenção.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Selic fica em 13,75% e entidades do setor produtivo criticam a decisão
Foto ilustrativa · Foto: Sasun Bughdaryan / Unsplash · Fotos do Unsplash

Resumo rápido

  • O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, por unanimidade, na quarta-feira (4).
  • A decisão interrompeu cinco cortes seguidos de 0,25 ponto percentual, iniciados em março de 2026.
  • Fiesp, CNI, Apas, centrais sindicais e o deputado Lindbergh Farias criticaram a manutenção da taxa.
  • A próxima reunião do Copom está prevista para dezembro.
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano na quarta-feira (4). A decisão foi unânime. Segundo o Poder360, a autoridade monetária justificou a escolha pela aceleração da inflação. Com isso, foi interrompida uma sequência de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, iniciada em março de 2026.

A Selic é a taxa de referência da economia brasileira. Ela influencia o custo do crédito e a remuneração de aplicações financeiras, e por isso a decisão do Copom costuma ser acompanhada de perto por empresas, bancos e consumidores.

A reação da indústria e do comércio

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) classificou o aperto monetário como excessivo. Em nota assinada pelo presidente, Paulo Skaf, a entidade afirmou que a Selic está em um patamar cerca de três vezes superior à inflação corrente. Disse ainda que o crédito bancário tomado pelo setor produtivo e por empreendedores gira em torno de 30% ao ano, o que, na avaliação da federação, inviabiliza investimentos.

A Fiesp também apontou um endividamento recorde de famílias e empresas, que, segundo a nota, se agrava a cada mês. Sobre as contas públicas, afirmou que o pagamento de juros da dívida custa mais de R$ 1 trilhão por ano ao governo. A entidade defendeu mudanças nas políticas monetária e fiscal para reduzir a Selic.

De acordo com a Agência Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou a decisão equivocada e conservadora demais. O presidente da entidade, Ricardo Alban, defendeu a retomada dos cortes na próxima reunião do Copom, prevista para dezembro. Ele argumentou que é possível seguir reduzindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta.

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, disse que os juros altos prejudicam comércio, serviços e indústria e limitam consumo e investimentos. Ele citou a expectativa de crescimento da economia inferior a 2% neste ano.

Centrais sindicais e política

A Contraf-CUT e a CUT também criticaram a decisão. A presidenta da Contraf-CUT e vice-presidente da CUT, Juvandia Moreira, afirmou que, quanto mais alta a Selic, maior é a dívida do Estado e menor o dinheiro disponível para áreas como saúde, educação e segurança. A Força Sindical, por meio do presidente Miguel Torres, disse que os juros altos restringem crédito, produção e geração de empregos.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) atribuiu a manutenção da taxa a uma pressão do mercado financeiro após a eleição presidencial, em postagem nas redes sociais. Ele cobrou explicações do Banco Central sobre o fim do ciclo de cortes. Essa é a avaliação do parlamentar; o Banco Central, conforme relatado, justificou a decisão pela aceleração da inflação.

O que muda na prática

As fontes não detalham efeitos diretos sobre o bolso do consumidor, como mudanças em taxas de financiamento, cartão de crédito ou rendimentos de investimentos. O que as entidades afirmam é que a manutenção da Selic mantém o crédito caro para empresas e famílias. Com a taxa estável, o cenário de juros fica como estava antes da reunião, sem novos cortes por ora.

O próximo passo é a reunião do Copom prevista para dezembro. As fontes não informam a data exata nem o que o comitê pretende fazer. Também não está esclarecido por quanto tempo o ciclo de cortes ficará suspenso.

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Perguntas frequentes

Por que o Banco Central manteve a Selic em 13,75%?

Segundo o Poder360, o Banco Central justificou a manutenção pela aceleração da inflação.

Quando é a próxima reunião do Copom?

De acordo com a Agência Brasil, a próxima reunião está prevista para dezembro. A data exata não foi informada nas fontes.

Fontes

Poder360Agência Brasil

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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