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Aliados de Lula criticam pressão do mercado às vésperas da reunião do Copom

Após a queda dos ativos financeiros depois da reeleição, integrantes do governo e do PT reagem às cobranças por ajuste fiscal. Entenda os termos e o efeito no bolso.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Aliados de Lula criticam pressão do mercado às vésperas da reunião do Copom
Foto: Yoilet Gabriela Ramos Hernandez / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Resumo rápido

  • Governo e PT intensificaram críticas ao mercado financeiro após a queda dos ativos na semana passada, ligada à reeleição de Lula.
  • Rui Costa e Guilherme Boulos acusaram o mercado de especulação e chantagem no debate sobre ajuste fiscal.
  • Lula disse em vídeo que não cortará programas sociais, e o ministro Dario Durigan negou que haja plano de tabelamento de juros.
  • As críticas ocorrem às vésperas da reunião do Copom, que define a Selic.
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Integrantes do governo e do PT intensificaram, nos últimos dias, uma ofensiva contra o que consideram pressão indevida do mercado financeiro. O movimento ocorre depois da queda dos ativos financeiros na semana passada, em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e às vésperas da reunião do Copom, segundo reportagem da Folha publicada em 2 de novembro de 2026.

O que dizem os aliados do governo

A ofensiva começou com o ex-ministro da Casa Civil e senador eleito pela Bahia Rui Costa. Em entrevista ao portal Metrópoles na sexta-feira (30), ele afirmou que o país precisa discutir o papel do setor financeiro, responsável pela formação de preços e de expectativas, e que esses agentes também devem pensar no Brasil. Na avaliação dele, há muita especulação e busca por ganhos extraordinários. Rui não detalhou como essa discussão seria feita. Ele usou como exemplo um empresário com contrato de pavimentação que tivesse poder de influenciar as expectativas sobre o preço do asfalto, para que o governo pagasse mais no futuro.

No sábado (31), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), disse à Folha que enxerga chantagem do mercado no debate sobre o ajuste fiscal do novo governo. Segundo ele, os cortes devem atingir privilégios, e não os mais pobres. Boulos citou como caminhos para economizar a revisão de desonerações fiscais, de supersalários e de emendas parlamentares impositivas.

De acordo com relatos de integrantes do governo à Folha, a estratégia inclui reforçar as críticas nas redes sociais e rebater a ideia de um corte nos programas sociais. Em vídeo divulgado no domingo (1º) no X, Lula afirmou que não cortará nenhum programa social e que a oposição espalha notícias falsas sobre o assunto.

A ex-presidente do PT Gleisi Hoffmann, também ex-ministra de Relações Institucionais, aproveitou a discussão sobre um artigo do economista André Lara Resende, publicado em 25 de setembro, para criticar analistas do mercado. Ela os acusou de confundir o interesse dos rentistas com racionalidade econômica. Após a repercussão negativa do rumor de que Lara Resende se reuniria com Lula, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que o governo avalie um tabelamento de juros. O presidente do PT, Edinho Silva, disse que especulações na área econômica não ajudam o país e favorecem quem aposta contra o governo.

O que muda na prática

O Copom (Comitê de Política Monetária) é o órgão do Banco Central que define a taxa básica de juros, a Selic. Essa taxa serve de referência para o custo do crédito, como financiamentos e empréstimos, e para o rendimento de aplicações de renda fixa. Por isso, a reunião é acompanhada de perto por quem tem dívidas ou investimentos. As fontes não informam qual decisão é esperada nem trazem números sobre a queda dos ativos na semana passada.

Os termos do debate também afetam o dia a dia. Ajuste fiscal é o conjunto de medidas para equilibrar receitas e despesas do governo, por meio de cortes de gastos ou aumento de arrecadação. Desonerações são reduções de impostos concedidas a setores ou produtos. Tabelamento de juros seria a fixação de um teto para as taxas cobradas no crédito, o que o ministro da Fazenda disse não estar no radar. Emendas impositivas são recursos do Orçamento que o governo é obrigado a pagar a indicação de parlamentares.

Ainda não está claro quais medidas fiscais o governo pretende adotar. As fontes também não informam se haverá mudança em impostos ou em programas sociais além da promessa feita por Lula de preservá-los.

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Perguntas frequentes

O governo pretende tabelar os juros?

Segundo a Folha, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que um tabelamento de juros esteja no radar do governo.

Lula vai cortar programas sociais?

Em vídeo divulgado no domingo (1º), Lula afirmou que não vai cortar nenhum programa social e disse que a oposição espalha notícias falsas sobre o tema.

Fontes

Folha

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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