Segunda-feira, 2 de novembro de 2026Atualizado às 18h36
O que está bombando no Brasil, em poucas linhas
Dólar R$ 5,44 ▼0,06%Euro R$ 6,08 ▲0,28%Ibovespa 167.922 ▼0,75%Bitcoin R$ 417.220 ▼1,45%Ethereum R$ 12.237 ▼0,60%
InícioTecnologia

Hackers atacam supermercados na Europa e elevam freezers a 50°C

Redes de lojas de ao menos quatro países relataram falhas na refrigeração nesta segunda (2). Episódio ocorre três semanas após ataque que atingiu mais de 500 lojas na França.

Texto: Redação
Compartilhar
SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Hackers atacam supermercados na Europa e elevam freezers a 50°C
Foto ilustrativa · Foto: Spencer Plouzek / Unsplash · Fotos do Unsplash

Resumo rápido

  • Supermercados de ao menos quatro países europeus relataram nesta segunda (2) ataques a sistemas de refrigeração, com freezers chegando a 50°C.
  • Na Bélgica, dezenas de lojas da Delhaize, cinco da Spar e quase 15 do Carrefour foram afetadas, segundo o Poder360.
  • Em 12 de outubro, ataque semelhante atingiu mais de 500 supermercados na França, com perda de toneladas de alimentos.
  • A investigação francesa aponta um software da Danfoss como possível porta de entrada, e nenhum grupo assumiu a autoria até o relato do Le Monde.
Publicidade

Redes de supermercados de diferentes países europeus foram alvo de ataques cibernéticos nesta segunda-feira (2), segundo informações da agência Reuters reproduzidas pelo Poder360. Os invasores tomaram o controle de sistemas de refrigeração conectados à internet e alteraram a temperatura de geladeiras e freezers, que chegaram a 50°C. Os episódios levantaram a suspeita de uma nova onda de ataques contra equipamentos ligados à rede.

Na Bélgica, dezenas de lojas da rede Ahold Delhaize foram afetadas. A empresa identificou aumento de temperatura nos equipamentos de refrigeração e disse que investiga as causas. O CEO da Sabcobel, Stephan Moelans, empresa responsável pelos sistemas da rede, afirmou à agência Belga que houve um ciberataque. De acordo com ele, os evaporadores foram acionados no modo de degelo, o que provocou a elevação da temperatura.

Também houve incidentes em cinco unidades da rede Spar, operadas pelo Grupo Colruyt, cujo porta-voz confirmou o ataque aos sistemas de refrigeração dessas lojas. Quase 15 supermercados do Carrefour foram atingidos, segundo o Poder360. Na Suécia, as redes ICA e Coop relataram problemas semelhantes, e uma rede da Estônia também foi afetada. A Sabcobel não comentou o caso.

Há pequena diferença na lista de países entre as fontes. O Tecnoblog cita Bélgica, Estônia, Luxemburgo e Suécia, e o g1 menciona lojas da Ahold Delhaize na Bélgica e em Luxemburgo. O texto do Poder360 não cita Luxemburgo, mas também fala em quatro países.

O precedente na França

Os casos ocorrem cerca de três semanas depois de um ataque que atingiu mais de 500 supermercados franceses. Segundo o jornal Le Monde, na madrugada de 12 de outubro hackers invadiram sistemas de refrigeração de lojas de várias redes, elevaram a temperatura de câmaras frias e congeladores e causaram a perda de toneladas de alimentos. Entre as redes afetadas estavam Intermarché, Netto, Coopérative U, Carrefour, E.Leclerc e Monoprix. O prejuízo total não havia sido calculado, mas poderia chegar a dezenas de milhões de euros.

Naquela ocasião, os invasores reprogramaram o degelo para chegar a 50°C e ampliaram a duração do processo de 1 para 8 horas, o que dificultou a detecção do problema pelos sistemas de alarme. Em uma unidade da Intermarché em La Haye, na Normandia, componentes dos equipamentos derreteram depois que a temperatura atingiu 80°C. O g1 também menciona perdas de alimentos e incêndios em várias lojas francesas.

A investigação francesa apontou como possível porta de entrada um software da empresa dinamarquesa Danfoss, usado no controle da refrigeração. A companhia afirma que a maioria dos equipamentos atingidos era obsoleta e não recebia mais atualizações de software nem de segurança. Ela havia publicado alertas sobre vulnerabilidades em seus programas em março e agosto de 2025.

O Ministério Público de Paris abriu inquérito, conduzido pelo órgão especializado em crimes cibernéticos, para identificar as vítimas e dimensionar os danos. Os serviços do primeiro-ministro francês acionaram a Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação. Até a reportagem do Le Monde, nenhum grupo havia assumido a autoria. No mês passado, a Ahold Delhaize também comunicou à polícia holandesa um incidente de segurança, após detectar atividades suspeitas em sua infraestrutura.

O que muda na prática

As fontes não informam se houve perda de alimentos nas lojas atingidas nesta segunda-feira, se algum produto foi retirado de venda ou se há orientação aos consumidores. Também não está esclarecido quem está por trás dos ataques nem se há ligação direta com o caso francês. O que as reportagens destacam é que equipamentos como geladeiras, sistemas de aquecimento, câmeras e alarmes, quando conectados à internet, permitem monitoramento e controle remoto, e por isso dependem de atualizações de segurança.

Publicidade

Perguntas frequentes

Quem está por trás dos ataques?

As fontes não informam. No caso francês de outubro, nenhum grupo havia reivindicado a autoria até a reportagem do Le Monde.

Como os hackers elevaram a temperatura dos freezers?

Na Bélgica, segundo o CEO da Sabcobel, os evaporadores foram acionados no modo de degelo. Na França, os invasores reprogramaram o degelo para chegar a 50°C e durar 8 horas.

Fontes

Poder360Tecnoblogg1

Comentários

Carregando…

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

Leia também