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Coluna da Folha explica por que papas se opõem à extrema direita

Reinaldo José Lopes diz que a postura de Leão 14 tem raízes históricas: a Igreja mudou de rumo a partir dos anos 1960, após décadas de proximidade com regimes autoritários.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Coluna da Folha explica por que papas se opõem à extrema direita
Foto: Alvesgaspar / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Resumo rápido

  • Coluna da Folha diz que o papa Leão 14 é um dos principais opositores da extrema direita global, como Francisco.
  • O autor, Reinaldo José Lopes, sustenta que a postura tem raízes históricas e não é inesperada.
  • Ele aponta o Concílio Vaticano 2º (1962-1965) como ruptura no papel geopolítico da Igreja.
  • O trecho disponível termina de forma abrupta e é um texto de opinião, não um estudo.
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Em coluna publicada em 4 de novembro de 2026 na Folha, o jornalista Reinaldo José Lopes afirma que o papa Leão 14 se tornou um dos principais opositores da extrema direita global. Segundo o autor, Francisco, antecessor de Leão, seguiu linha parecida: viu essa onda política surgir e, apesar dos esforços, não conseguiu impedir seu crescimento.

O colunista defende que esse posicionamento não é surpresa quando se olha a história da Igreja Católica de meados do século 20 até hoje. Ele avalia que é muito provável que papas recentes de perfil mais conservador, como Bento 16 e João Paulo 2º, reagissem de modo semelhante se estivessem no cargo. Trata-se de uma avaliação do autor, que avisa que o texto faz simplificações inevitáveis, embora considere o quadro geral claro e sólido.

A ruptura dos anos 1960

Segundo Lopes, apesar de alguns setores católicos falarem em continuidade total com o passado, a década de 1960 marcou uma mudança real no papel geopolítico da Igreja, ao menos entre sua alta hierarquia. Ele atribui efeitos revolucionários, nesse sentido limitado, ao Concílio Vaticano 2º, realizado entre 1962 e 1965. Concílios são grandes assembleias de bispos e outros prelados reunidos para decidir rumos da instituição.

O autor contrasta esse período com o século 19 e a primeira metade do século 20. Nessa fase anterior, diz ele, o papado e a hierarquia tiveram grande dificuldade de aceitar o avanço dos movimentos republicanos e democráticos e, mais tarde, do socialismo.

Do conflito com o Estado moderno ao fascismo

A coluna descreve esses movimentos como frequentemente anticlericais. Eles pretendiam retirar da Igreja sua influência política, econômica e cultural e, na Itália, o território do qual o papa era monarca. Para o colunista, isso empurrou a Igreja a uma posição reacionária, no sentido de liderar a reação a essas mudanças. Na prática, afirma ele, ser católico em termos políticos muitas vezes equivalia a ser monarquista, contrário à separação entre Igreja e Estado e desconfiado da liberdade de expressão, de religião e de consciência.

Lopes acrescenta que as diversas formas de fascismo do início do século 20 resultaram com frequência em uma aliança de conveniência com o catolicismo. Ele cita a Itália de Mussolini, a Croácia e a Eslováquia. Na leitura do autor, a promessa de volta a uma suposta ordem e harmonia do passado parecia, para a hierarquia católica, mais coerente do que a democracia liberal.

O colunista aponta que a derrota do nazismo e do fascismo ao final da Segunda Guerra Mundial, somada à percepção crescente das atrocidades que esses regimes produziram, levou uma parcela importante da Igreja a rejeitar qualquer aliança com esse campo político. Ele ressalva que a transformação não foi automática e diz que ela provavelmente foi reforçada pelo avanço da ameaça nuclear e pelo fim de outro processo histórico, cuja continuação não aparece no trecho disponível.

O que o texto não detalha

O material acessível à reportagem é um trecho da coluna e termina no meio da explicação. Por isso, não é possível saber como o autor conclui o raciocínio nem se ele cita ações ou declarações específicas de Leão 14. Também vale lembrar que se trata de um texto de opinião e análise histórica, assinado por um colunista, e não de um levantamento ou de um estudo científico. A coluna integra um espaço da Folha dedicado a evolução, ciência, religião e à zona de contato entre elas.

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Perguntas frequentes

Por que, segundo a coluna, os papas recentes se opõem à extrema direita?

O autor argumenta que, após a derrota do nazismo e do fascismo e a percepção de suas atrocidades, parte importante da Igreja passou a rejeitar alianças com esse campo, e que o Concílio Vaticano 2º (1962-1965) marcou uma ruptura.

Esse é um estudo científico?

Não. É uma coluna de opinião e análise histórica assinada por Reinaldo José Lopes, publicada em 4 de novembro de 2026.

Fontes

Folha

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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