PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado e se divide sobre a Câmara
Líder da oposição disputará o comando da Casa em 1º de fevereiro de 2027. Enquanto isso, o partido discute se terá candidato próprio na Câmara.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- O PL lançou o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado, em reunião da bancada em Brasília, nesta quarta-feira (4).
- A votação está marcada para 1º de fevereiro de 2027; Davi Alcolumbre busca a reeleição e Tereza Cristina (PP-MS) também anunciou candidatura.
- Marinho disse ter sido escolhido por 33 senadores presentes e afirmou que ele e Tereza Cristina devem convergir para um nome único da oposição.
- O PL se divide sobre ter candidato na Câmara; Hugo Motta tem apoio de 15 partidos e uma ala teme isolamento nas comissões.
O Partido Liberal (PL) lançou, nesta quarta-feira (4), o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado para o biênio 2027–2028. O anúncio foi feito após reunião da bancada do partido em Brasília. Marinho é o atual líder da oposição na Casa e coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A eleição para o comando do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Disputa no Senado
Segundo o Poder360, Marinho afirmou ter sido escolhido por 33 senadores presentes na reunião. O principal adversário deve ser o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que articula a própria reeleição e, de acordo com o site, deve contar com o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também anunciou que concorrerá e tenta atrair parlamentares de direita insatisfeitos com a candidatura de Marinho. Questionado sobre o assunto, o senador disse que outros congressistas têm legitimidade para disputar o cargo e que conversou com ela na manhã de quarta. Segundo ele, no momento oportuno os dois devem convergir para um único nome da oposição, pois defendem as mesmas pautas e veem necessidade de mudança no comando do Congresso.
Participaram do encontro, entre outros, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, os senadores Magno Malta (PL-ES) e Marcos Pontes (PL-SP), os senadores eleitos Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Deltan Dallagnol (Novo-PR), e os deputados Alfredo Gaspar (PL-AL), Carol de Toni (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF).
O discurso de lançamento
No evento, Marinho falou com a voz embargada sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e sobre Flávio. Disse não haver mágoa ou ressentimento com o resultado das eleições, que não foi o planejado pelo grupo, e afirmou que a oposição não pode desistir do Brasil. Segundo o Poder360, ele relatou que Flávio recebeu mais de 3.000 ameaças durante a campanha e que foi alvo de uma ação que considerou desproporcional da Polícia Federal após a confirmação do resultado. Essas são declarações do senador, atribuídas a ele pelo veículo.
De acordo com Folha e Exame, o lançamento teve defesa de Flávio e de anistia a condenados por golpe. A Exame também registra que Marinho defende o voto aberto dos senadores na escolha do presidente da Casa.
PL se divide sobre a Câmara
Segundo o g1, o partido também discute se terá candidato à presidência da Câmara. O tema foi tratado na terça-feira (3) com Valdemar Costa Neto e outras lideranças. Uma ala defende compor com o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O argumento é que, sem esse acordo, o PL ficaria isolado e sem direito de pedir as presidências das principais comissões.
Motta já reuniu o apoio de 15 partidos, que devem formar o maior bloco da Câmara. Projeções de técnicos da Casa, citadas pelo g1, indicam que, fora do bloco, o PL teria a 16ª escolha de comissão para presidir, o que o levaria a colegiados menos prestigiados. As fontes não informam qual será a decisão do partido nem se há outro nome cotado para a disputa na Câmara.
Perguntas frequentes
Quando será a eleição para a presidência do Senado?
A votação está marcada para 1º de fevereiro de 2027, e o escolhido comandará a Casa no biênio 2027–2028.
Quem disputa o cargo, além de Rogério Marinho?
O atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articula a reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também anunciou que será candidata.
Fontes
g1Poder360FolhaExameComentários
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