Democratas conquistam maioria no Senado e na Câmara dos EUA, apontam projeções
Segundo projeções do New York Times citadas pelo Poder360, o Partido Democrata superou os republicanos nas duas Casas do Congresso nas eleições de meio de mandato.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- Democratas conquistaram a maioria no Senado e na Câmara dos EUA nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro, segundo projeções do New York Times.
- No Senado, o partido tem ao menos 54 das 100 cadeiras; os republicanos tinham 53 antes da votação.
- Na Câmara, a projeção aponta 224 cadeiras democratas contra 135 republicanas, acima das 218 necessárias.
- Trump disse ao New York Times que aceita os resultados e que deve chegar a acordo com os democratas.
O Partido Democrata conquistou a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, realizadas na terça-feira (3). O resultado foi consolidado na madrugada desta quarta-feira (4) e representa uma derrota para o presidente Donald Trump, do Partido Republicano. Os números se baseiam em projeções do jornal The New York Times, reproduzidas pelo Poder360, e em levantamento do g1, com a apuração ainda em andamento.
Senado muda de mãos
Os republicanos chegaram à eleição com o controle do Senado, onde tinham 53 das 100 cadeiras. Os democratas somavam 45, e outros dois senadores independentes votavam alinhados à oposição. Segundo o Poder360, o Partido Democrata já assegurou ao menos 54 cadeiras, número suficiente para formar maioria. A conta inclui tanto os vencedores deste ano quanto os senadores cujos mandatos seguem em curso.
O g1 informa que os democratas elegeram 20 senadores nesta rodada, sete deles em cadeiras que antes pertenciam aos republicanos. Segundo o portal, as viradas ocorreram em Texas, Kansas, Ohio, Iowa, Maine, Carolina do Norte e Carolina do Sul. O Poder360 cita vitórias democratas em Iowa, Kansas, Ohio, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Texas, locais que o texto descreve como redutos republicanos de longa data.
Entre os resultados individuais, o Poder360 relata que o pastor Adam Hamilton derrotou Roger Marshall no Kansas e se tornou o primeiro democrata eleito senador pelo estado em 94 anos. Trump havia vencido ali por mais de 16 pontos percentuais em 2024. No Texas, James Talarico superou o republicano Ken Paxton, e nenhum democrata conquistava uma vaga de senador pelo estado desde 1988. Em Ohio, o ex-senador Sherrod Brown venceu Jon Husted e voltou à Casa. Em Iowa, Josh Turek derrotou Ashley Hinson, candidata apoiada por Trump.
Câmara também fica com a oposição
Na Câmara, composta por 435 deputados, a maioria exige 218 cadeiras. De acordo com o New York Times, citado pelo Poder360, os democratas já tinham 224 vagas conquistadas, contra 135 dos republicanos, o que ultrapassa o patamar necessário. Antes da eleição, os republicanos tinham exatamente 218 representantes, os democratas somavam 214, havia um independente e duas vagas abertas. Na noite de terça, a Folha havia noticiado que os democratas saíam na frente nas primeiras seções apuradas, com 43 cadeiras contra 21 dos republicanos. Em seus textos mais antigos, o g1 tratava a disputa pela Câmara como liderada pelos democratas; na versão mais recente, informa que o partido já tem a maioria das duas Casas.
O que muda na prática
As midterms ocorrem na metade do mandato presidencial de quatro anos. A Presidência não está em jogo, mas o resultado define com quem o governo terá de negociar no Congresso. Neste ano, os eleitores escolheram todos os 435 deputados, que cumprem mandatos de dois anos, e 35 das 100 vagas do Senado, cujos mandatos duram seis anos.
Segundo o Poder360, o controle das duas Casas dá à oposição mais capacidade de dificultar a aprovação de propostas do governo, influenciar negociações orçamentárias e investigar a gestão Trump. O Senado também precisa aprovar nomeações presidenciais, como ministros, embaixadores e juízes federais, incluindo integrantes da Suprema Corte, e a nova maioria poderá rejeitar indicados.
Em entrevista ao New York Times, Trump disse estar disposto a aceitar o resultado e pronto para trabalhar com os democratas. Ele afirmou que um acordo entre as partes é provável. As fontes não informam quando os novos parlamentares tomam posse nem como será a composição final das Casas, já que a contagem de votos segue em andamento.
Perguntas frequentes
O que as midterms definem nos EUA?
A Presidência não está em disputa, mas a eleição renova todas as 435 vagas da Câmara e 35 das 100 cadeiras do Senado, definindo com quais forças o governo terá de negociar no Congresso.
O que a maioria democrata pode fazer no Congresso?
Segundo o Poder360, a oposição ganha mais poder para dificultar propostas do governo, rejeitar indicações presidenciais, influenciar negociações orçamentárias e investigar a gestão Trump.
Fontes
g1Poder360MetrópolesFolhaComentários
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