Mike Johnson deixa disputa pela liderança da Câmara dos EUA após derrota republicana
Presidente da Câmara decidiu não disputar o comando da minoria depois que os democratas assumiram a maioria nas duas Casas do Congresso nas eleições de meio de mandato.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- Mike Johnson, presidente da Câmara dos EUA, não disputará a liderança da minoria após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato.
- Os democratas conquistaram a maioria na Câmara e no Senado e assumem o controle do Congresso a partir de 3 de janeiro, segundo a Folha.
- Steve Scalise e Jim Jordan devem disputar a liderança republicana; a escolha interna está prevista para terça-feira (10).
- Trump elogiou Johnson e disse que não vai interferir na escolha.
O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Mike Johnson, decidiu não disputar a liderança da minoria na Casa depois da derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3). A decisão foi confirmada na quarta-feira (4) por um porta-voz à agência AFP, que também foi citada, junto com a Reuters, pelo Poder360.
Segundo a Folha, que reproduz texto da AFP, o porta-voz respondeu com um e-mail de uma única palavra, afirmando que a informação estava correta. De acordo com o jornal, Johnson comunicou a decisão à equipe na manhã de quarta, um dia depois de os democratas conquistarem o controle da Câmara e do Senado.
Renúncia ou saída da disputa: o que dizem as fontes
Há diferença na forma como os veículos descrevem o caso. O g1 e a Exame usam os termos renúncia e saída do comando da Casa. A Folha, por sua vez, esclarece que a decisão não implica a saída imediata de Johnson da Presidência da Câmara nem do Congresso. Segundo o jornal, ele foi reeleito para a cadeira que ocupa pela Louisiana. O Poder360 trata o caso como a desistência de disputar o comando da minoria.
As fontes também divergem sobre a posição de Johnson na linha de sucessão presidencial. A Folha o descreve como o segundo, enquanto o g1 o aponta como a terceira autoridade, atrás de Donald Trump e do vice-presidente J. D. Vance.
Aos 54 anos, Johnson preside a Câmara desde outubro de 2023. Segundo a Folha, ele surgiu como candidato de consenso após semanas de disputas internas entre republicanos, que se seguiram à destituição do antecessor, Kevin McCarthy.
Reações e sucessão na bancada republicana
Durante um evento de acompanhamento da apuração em Shreveport, na Louisiana, Johnson disse estar decepcionado com o resultado e afirmou que os republicanos tentarão recuperar a maioria na Câmara em 2028, segundo o Poder360. Ele atribuiu parte da derrota ao histórico desfavorável aos partidos de presidentes em exercício nessas eleições, que, nas palavras dele, exige enfrentar mais de um século de história.
Trump elogiou Johnson e as pessoas que trabalham com ele ao falar com jornalistas na Casa Branca. Questionado sobre a disputa pela liderança republicana, disse que não pretende interferir. A Folha informa que a escolha interna dos deputados republicanos deve ocorrer na próxima terça-feira (10).
A saída de Johnson da disputa abre caminho para uma briga entre Steve Scalise, atual líder da maioria republicana e também deputado pela Louisiana, e Jim Jordan, presidente da Comissão de Justiça, ultraconservador de Ohio e considerado próximo de Trump, segundo a Folha e a Exame.
O novo cenário no Congresso
De acordo com a Folha, a partir de 3 de janeiro a oposição democrata passará a controlar as duas Casas. No Senado, o partido conquistou pelo menos sete assentos e terá ao menos 54 dos 100 senadores, com duas vagas ainda em disputa, no Mississippi e no Alasca. O g1 menciona, em chamada sobre as eleições, cadeiras no Maine e no Alasca que podem passar a democratas. Na Câmara, uma projeção do The New York Times indica que o partido pode superar 250 dos 435 assentos.
Antes da posse do novo Congresso, Trump pode tentar obter alguma vitória legislativa com a pequena vantagem que ainda tem, mas dependeria da concordância da bancada republicana, segundo a Folha. O jornal acrescenta que, a partir de janeiro, comissões de investigação sob comando democrata devem examinar as finanças pessoais de Trump e pedir explicações ao secretário de Defesa sobre a guerra no Irã e sobre ataques a supostas embarcações do narcotráfico no Caribe e no Pacífico.
As fontes não detalham quando Johnson deixará efetivamente a Presidência da Câmara nem quem comandará a bancada republicana a partir de janeiro. Esses pontos dependem da votação interna prevista para a próxima semana.
Perguntas frequentes
Mike Johnson deixa o Congresso?
Segundo a Folha, não. Ele foi reeleito para sua cadeira pela Louisiana, e a decisão não implica saída imediata da Presidência da Câmara nem do Congresso.
Quem pode assumir a liderança republicana?
Folha e Exame apontam uma possível disputa entre Steve Scalise, atual líder da maioria, e Jim Jordan, presidente da Comissão de Justiça. A escolha deve ocorrer na terça-feira (10), segundo a Folha.
Fontes
Poder360Folhag1ExameComentários
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