Abstenção de 19,21% no 2º turno é a menor para esse tipo de votação desde 2006
Dados do TSE mostram que cerca de 3 milhões de eleitores a mais votaram em 25 de outubro do que no primeiro turno. As fontes não tratam de efeitos na economia.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- A abstenção no 2º turno de 2026 foi de 19,21%, a menor para essa etapa desde 2006, segundo o TSE.
- Cerca de 3 milhões de eleitores a mais votaram em relação ao primeiro turno, e mais de 128,1 milhões compareceram.
- Lula foi reeleito com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% de Flávio Bolsonaro.
- Votos brancos e nulos somaram 3,23%, o menor índice desde a redemocratização, de acordo com o InfoMoney.
A abstenção no segundo turno da eleição presidencial de 2026 foi de 19,21%, o menor índice para uma votação de segunda etapa desde 2006, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O g1 arredonda o número para 19,2%. Em 2006, o percentual foi de 18,99%, ou seja, 0,22 ponto percentual abaixo do registrado agora.
De acordo com o InfoMoney, com 99,9% das urnas apuradas, cerca de 30,4 milhões de brasileiros deixaram de votar no domingo (25). No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, foram cerca de 33,4 milhões de ausentes, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto. A queda entre as duas etapas foi de 1,87 ponto percentual. O comparecimento superou 128,1 milhões de eleitores.
Resultado e votos brancos e nulos
A votação garantiu a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 51,78% dos votos válidos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou com 48,22%. Votos válidos são aqueles dados a candidatos, sem contar brancos e nulos. Esses dois tipos somaram 3,23% dos votos depositados nas urnas, ante 4,77% no primeiro turno, o menor percentual para uma eleição presidencial desde a redemocratização, conforme o InfoMoney.
O g1 informa que a redução da abstenção ocorreu após uma campanha do PT para atrair eleitores que não haviam votado na primeira etapa, uma das prioridades da candidatura vencedora. O InfoMoney também descreve a disputa como marcada pela mobilização das campanhas nesse sentido.
Diferenças entre os estados
O movimento não foi uniforme. Segundo o InfoMoney, a abstenção caiu em 18 das 27 unidades da Federação e subiu em nove. A Bahia teve a maior redução, de 19,97% para 16,74%, mesmo com problemas no transporte coletivo de Salvador, que levaram a Justiça Eleitoral a adotar medidas para garantir o deslocamento dos eleitores. Pernambuco veio em seguida, de 18,17% para 15,19%, e São Paulo ficou em terceiro, de 22,54% para 19,79%. Amapá, Roraima e Acre tiveram as maiores altas, de 8,06, 6,03 e 5,68 pontos percentuais, respectivamente.
Há pequena divergência entre as fontes sobre 2022. O g1 aponta abstenção de 20,58% no segundo turno daquele ano, enquanto o InfoMoney cita 20,57%. Em ambos os casos, o índice de 2026 é menor. O g1 lembra ainda os números de 2018 (21,30%), 2014 (21,10%), 2010 (21,50%) e 2002 (20,47%). Em 1998, não houve segundo turno.
O que isso significa para o bolso e o investidor
As fontes tratam apenas de participação eleitoral e não trazem dados sobre reação do mercado financeiro, juros, câmbio, crédito ou impostos. A abstenção em si não altera essas variáveis. Condições como o custo do crédito e a carga tributária dependem de decisões de governo, Congresso e Banco Central, que não são abordadas nos textos.
Para o leitor, vale entender os termos do noticiário. Ponto percentual é a diferença entre dois percentuais: ir de 21,08% para 19,21% é uma queda de 1,87 ponto percentual, e não de 1,87%. Já abstenção é a parcela de eleitores aptos que não comparece às urnas.
O que ainda não foi esclarecido, nas fontes, é como o resultado e a composição do eleitorado se traduzirão em medidas econômicas concretas. Quem acompanha o assunto pelo lado financeiro deve observar os anúncios oficiais do governo reeleito, sem tirar conclusões a partir dos números de comparecimento.
Perguntas frequentes
A queda da abstenção tem efeito direto em juros, crédito ou impostos?
As fontes não abordam esse ponto. Elas tratam apenas de dados de participação eleitoral, sem informações sobre medidas econômicas ou reação do mercado.
Em quantos estados a abstenção caiu no segundo turno?
Segundo o InfoMoney, caiu em 18 das 27 unidades da Federação e aumentou em nove.
Fontes
g1InfoMoneyComentários
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