Flávio Bolsonaro deixa o Brasil e vai aos EUA; o que acontece com o mandato
Senador derrotado por Lula chegou a Miami, e o g1 informa que a saída do país não gera perda automática da cadeira. A PF apura como a ordem de permanecer no Brasil foi descumprida.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- Flávio Bolsonaro chegou a Miami na quarta-feira (28), após passar pela Argentina, três dias depois de perder a eleição para Lula.
- Segundo o g1, a saída do país não gera perda automática do mandato de senador, e ele não comunicou o Senado nem pediu licença.
- A PF investiga como ele descumpriu a ordem de não deixar o Brasil, e há suspeita de ajuda de Eduardo Bolsonaro, segundo o g1.
- Segundo a Folha, ele divulgou carta dizendo que pretende liderar a oposição do exterior e contesta o resultado sem apresentar provas de fraude.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira (28), depois de deixar o Brasil e passar pela Argentina, segundo o g1. A viagem ocorreu três dias após o segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25), no qual ele foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com a Folha, o senador chegou à cidade americana com a esposa e as filhas. O Poder360 informou que as filhas, Luísa e Carolina, deixaram o país com o pai e que as meninas raramente aparecem nas redes sociais. A Folha afirma ainda que a saída ocorreu depois de a Polícia Federal (PF) pedir a apreensão do passaporte do parlamentar.
Situação do mandato
A saída levantou dúvidas sobre o futuro da cadeira no Senado. Conforme o g1, as regras da Constituição Federal e do Regimento Interno da Casa estabelecem que ficar no exterior, ou simplesmente sair do país, não provoca a perda automática do mandato.
O veículo acrescenta que, até o momento, Flávio não fez nenhuma comunicação oficial ao Senado sobre a viagem. Ele também não formalizou pedido de licença nem de afastamento. Não há, nas informações divulgadas, posição da Mesa Diretora do Senado sobre o caso.
Investigação e manifestações de aliados
O g1 relata que a PF investiga como o senador descumpriu a ordem de não deixar o Brasil. Segundo a reportagem, há suspeita de que o irmão dele, Eduardo Bolsonaro, tenha ajudado a despistar a saída. As fontes não detalham que ordem era essa nem quem a emitiu, e a suspeita não foi confirmada oficialmente.
Nesta quarta, Eduardo Bolsonaro e o ex-deputado federal Alexandre Ramagem publicaram fotos com Flávio em suas redes sociais, informou a Folha. Eduardo escreveu que o dia anterior havia sido longo, talvez o mais longo de sua vida, e que, mesmo fora do país, eles não desistiriam do Brasil. Ramagem afirmou que Flávio estaria livre de perseguição para ser uma voz pela liberdade, e disse que a luta continuaria.
Carta e contestação do resultado
Segundo a Folha, o senador divulgou uma carta em que diz pretender liderar a oposição brasileira a partir do exterior. O documento circulou em ao menos quatro versões, com mudanças no texto e no brasão da República usado no cabeçalho. Em uma delas, divulgada por aliados, ele se apresentava como o presidente legitimamente eleito. Nas publicações feitas depois pelo próprio senador, a expressão foi trocada, e ele passou a se descrever como líder do país.
A Folha registra ainda que Flávio passou a contestar o resultado da eleição sem apresentar provas de fraude. Não ficou esclarecido, nas informações disponíveis, quais serão os próximos passos da PF, se o senador pretende pedir licença ou por quanto tempo ficará nos Estados Unidos.
Perguntas frequentes
Flávio Bolsonaro perde o mandato por ter saído do Brasil?
Segundo o g1, a Constituição e o Regimento Interno do Senado não preveem perda automática da cadeira pela saída ou permanência no exterior.
Ele pediu licença do Senado?
Até o momento da reportagem do g1, não havia comunicação oficial ao Senado nem pedido de licença ou afastamento.
Fontes
g1FolhaPoder360Comentários
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