Presidente do TSE diz que prorrogação da votação não alterou o processo eleitoral
Kassio Nunes Marques afirmou que a Corte cumpriu a decisão do STF que estendeu o 2º turno até as 19h. Ele citou 2.265 processos ligados às eleições de 2026.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, disse que a Corte cumpriu a decisão do STF que prorrogou a votação do 2º turno e que não houve alteração no processo.
- Zanin decidiu às 17h01 adiar o fechamento das urnas de 17h para 19h no domingo (25).
- Lula foi reeleito com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% de Flávio Bolsonaro.
- Nunes Marques citou 2.265 processos no TSE sobre as eleições de 2026, incluindo 827 representações e 446 direitos de resposta.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou na noite de domingo (25) que o tribunal tomou todas as providências necessárias para cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou o fim da votação do segundo turno em todo o país. Segundo ele, a prorrogação foi executada exatamente como determinada e não provocou mudança no processo. Ele disse ter plena segurança sobre a condução da eleição.
A decisão foi do ministro Cristiano Zanin e saiu às 17h01. Com ela, o fechamento das urnas foi adiado das 17h para as 19h. De acordo com Nunes Marques, depois do novo horário o TSE retomou a totalização, que é a soma dos votos de todas as urnas, e a divulgação dos dados.
Resultado e questionamentos
A declaração foi dada na sede do TSE, em Brasília, após a Corte confirmar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele obteve 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Votos válidos são aqueles dados a candidatos, sem contar brancos e nulos.
Conteúdos relacionados exibidos pelo InfoMoney informam que o senador derrotado questiona a decisão de Zanin e denuncia a retirada de fiscais do PL da sala-cofre, espaço ligado à totalização. O mesmo material registra que essas acusações ainda não foram comprovadas. As fontes não trazem a resposta do senador ou de seu partido a esse ponto além do que consta nessa referência.
Nunes Marques não respondeu a perguntas de jornalistas, o que difere do primeiro turno, em 4 de outubro, quando houve perguntas. Na mesa estavam o presidente do STF, Edson Fachin, os ministros André Mendonça e Dias Toffoli e os demais ministros do TSE. Nenhum deles falou.
Judicialização em números
O presidente do TSE disse que a eleição teve alto grau de judicialização, isto é, muitas disputas políticas levadas à Justiça. Segundo ele, o tribunal recebeu 2.265 processos relativos ao pleito de 2026, entre eles 827 representações, que são pedidos para apurar supostas irregularidades, e 446 pedidos de direito de resposta.
Nunes Marques avaliou que esse volume afeta o tempo de resposta do Judiciário, pois cada caso exige análise, contraditório e fundamentação, e às vezes decisão colegiada. Ele afirmou que a rapidez é indispensável na área eleitoral, mas não pode prevalecer sobre a qualidade da decisão. Disse ainda que o desafio para os próximos ciclos é aperfeiçoar procedimentos e buscar respostas mais ágeis, preservando o devido processo legal.
O que as fontes não dizem
As fontes não tratam de reação do mercado, câmbio, juros, crédito, impostos ou investimentos, e por isso não é possível apontar efeitos diretos no bolso do leitor a partir delas. Também não explicam o motivo da prorrogação decidida por Zanin nem detalham as providências técnicas adotadas pelo TSE. As acusações sobre a sala-cofre seguem sem comprovação, segundo o InfoMoney.
Perguntas frequentes
A prorrogação da votação alterou o processo eleitoral?
Segundo Nunes Marques, não. Ele afirmou que o TSE cumpriu a decisão nos termos em que foi proferida e depois seguiu com a totalização e a divulgação.
As fontes apontam efeitos sobre mercado, crédito ou impostos?
Não. Os textos tratam da declaração do presidente do TSE, do resultado e dos processos judiciais, sem abordar impactos econômicos.
Fontes
InfoMoneyUOLComentários
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