James Webb encontra a galáxia em anel mais distante já vista, a GS18660
Vista como era 2,1 bilhões de anos após o Big Bang, a galáxia pode ter ganhado o formato após uma colisão. A hipótese, porém, ainda não foi confirmada.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- O James Webb identificou a GS18660, a galáxia em forma de anel mais distante já observada, vista como era cerca de 2,1 bilhões de anos após o Big Bang.
- Estudo publicado em 8 de setembro na Astronomy & Astrophysics aponta a colisão com uma galáxia menor como explicação mais provável para o anel.
- A hipótese não está confirmada: uma estrutura semelhante a uma barra estelar também poderia formar um anel.
- Se a colisão for confirmada, estimativas sobre a raridade desses eventos no Universo primordial poderão ser revistas.
O telescópio espacial James Webb identificou a galáxia em forma de anel mais distante já observada, segundo reportagem do Olhar Digital. Batizada de GS18660, ela é vista como era cerca de 2,1 bilhões de anos após o Big Bang. Os pesquisadores avaliam que o formato pode ter surgido da colisão entre duas galáxias no Universo primordial, mas essa explicação ainda não está comprovada.
Um anel de estrelas recém-nascidas
O que mais chama a atenção na GS18660 é o anel de estrelas jovens. Um estudo publicado em 8 de setembro na revista científica Astronomy & Astrophysics reúne evidências de que uma galáxia menor pode ter atravessado o centro da GS18660. Esse impacto teria desencadeado a formação do anel. Os autores consideram a colisão a explicação mais provável, mas reconhecem que outras possibilidades precisam ser investigadas.
A galáxia foi escolhida para observação porque imagens anteriores do telescópio espacial Hubble mostravam uma estrutura alongada. A equipe não procurava uma galáxia anelar. A forma circular só ficou evidente com as observações mais detalhadas do Webb, feitas com o instrumento NIRSpec. Com esses dados, os cientistas puderam investigar o formato da galáxia em três dimensões, acompanhar os movimentos do gás quente, analisar a composição química e estudar a história de formação de estrelas.
Os dados também serviram para estimar quando a possível colisão aconteceu. Pelos cálculos da equipe, o evento teria ocorrido entre 17 milhões e 42 milhões de anos antes do período observado. Os pesquisadores calculam ainda que entre 10% e 20% da massa estelar da região do anel tenha se formado nas últimas dezenas de milhões de anos. Isso reforça a possibilidade de que o impacto tenha provocado um episódio intenso de formação de estrelas.
O que ainda é incerto
Os cientistas ressaltam que nenhum dos sinais observados prova, isoladamente, que houve uma colisão. A interpretação se apoia no conjunto de características da galáxia: o anel, a presença de uma companheira e a ponte de gás entre os objetos.
Há também uma explicação alternativa. Uma estrutura interna semelhante a uma barra estelar poderia direcionar gás e estrelas para determinadas regiões e formar um anel sem a participação de uma galáxia intrusa. A própria GS18660 tem uma estrutura parecida com uma barra, que se estende de norte a sul. Ainda não está claro se ela é uma estrutura estelar real ou se também resulta de uma interação entre galáxias.
O caso interessa porque pode ajudar a entender com que frequência esse tipo de galáxia aparecia no passado. Estimativas anteriores indicavam que galáxias anelares formadas por colisões seriam tão raras no Universo primordial quanto são hoje, em torno de uma a cada dez mil. Se a origem por colisão da GS18660 for confirmada, essa estimativa poderá precisar de revisão, o que indicaria que esses eventos eram mais comuns nas primeiras fases da história cósmica.
Por ora, trata-se de um resultado inicial, baseado em uma galáxia específica, e a conclusão depende de novas análises. Qualquer que seja a explicação definitiva, o objeto oferece uma oportunidade de investigar como as galáxias já tinham estruturas complexas quando o Universo tinha apenas alguns bilhões de anos.
Perguntas frequentes
A colisão que formou o anel da GS18660 foi comprovada?
Não. Os pesquisadores consideram a colisão a explicação mais provável, mas dizem que nenhum sinal isolado a comprova e que outras possibilidades, como uma barra estelar, precisam ser investigadas.
Os cientistas procuravam uma galáxia em anel?
Não. A GS18660 foi escolhida porque imagens do Hubble mostravam uma estrutura alongada. O anel só ficou evidente nas observações detalhadas do Webb com o instrumento NIRSpec.
Fontes
Olhar DigitalComentários
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

