Resiliência no envelhecimento: o que disse a psicóloga Cristiane Novaes
Em palestra no GeriatRio 2026, a pesquisadora da UNIRIO apontou a resiliência como recurso para enfrentar os desafios da velhice. Não se trata de um estudo novo.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- A psicóloga Cristiane Novaes, da UNIRIO, falou sobre resiliência no envelhecimento no GeriatRio 2026, em outubro.
- Ela citou como desafios da velhice o declínio físico, o isolamento, o sentimento de inutilidade, o luto e a percepção da finitude.
- Entre as ferramentas de resiliência apontadas estão a tecnologia, a atitude positiva e a espiritualidade.
- O texto é uma coluna que relata uma palestra, e não um estudo novo; o blog Longevidade: modo de usar completa dez anos.
A resiliência, entendida de forma geral como a capacidade de se adaptar a situações difíceis, foi o tema central de uma coluna publicada pelo g1 nesta terça-feira (3). O texto reúne ideias apresentadas pela psicóloga Cristiane Novaes durante o GeriatRio 2026, evento realizado em outubro. É importante deixar claro: a matéria relata uma palestra e a visão da pesquisadora, e não os resultados de uma pesquisa inédita.
Quem é a pesquisadora e o que ela apresentou
Cristiane Novaes é doutora em Saúde Pública e Meio Ambiente pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz e professora associada da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Na palestra, ela mostrou como as mudanças climáticas afetam de forma intensa as pessoas mais velhas. Também defendeu que a resiliência é importante para lidar com as dificuldades próprias do envelhecimento.
Segundo a colunista, a psicóloga afirmou que resiliência não se resume a um otimismo ingênuo. Na descrição de Novaes, trata-se de uma resposta psicobiológica que pode ser medida e que reduz o efeito do estresse crônico sobre o organismo. As fontes não detalham como essa medição é feita nem citam estudos específicos.
Desafios e estratégias de adaptação
Novaes listou os principais desafios associados à velhice: perda de capacidade física, isolamento, sensação de inutilidade, luto pela morte de pessoas queridas e a percepção de que o fim da vida está mais próximo. Como contraponto, falou em estratégias de adaptação, entre elas a busca deliberada por aceitação, a vontade de aprender e a construção de novos sentidos para a vida.
Para a pesquisadora, envelhecer exige uma negociação diária e contínua, em que as perdas, em qualquer área da vida, precisam ser conciliadas com um esforço consciente de adaptação.
Três ferramentas citadas
A palestrante apontou três recursos de resiliência que considera valiosos. O primeiro é a tecnologia, descrita como uma ponte contra o isolamento, na medida em que o domínio de ferramentas digitais mantém as pessoas conectadas. O segundo é a atitude positiva, que consiste em reinterpretar de forma contínua as limitações e valorizar as capacidades que permanecem. O terceiro é a espiritualidade, apresentada como apoio interno que dá propósito e tranquilidade diante da finitude.
Os dez anos de uma coluna sobre longevidade
A data também marca o aniversário de dez anos do blog Longevidade: modo de usar, cuja primeira coluna foi publicada em 3 de novembro de 2016. Na estreia, a autora, então com 58 anos, questionava por que envelhecer ainda era tabu. Hoje, com quatro livros sobre longevidade, ela se descreve como idosa e militante da causa.
A colunista defende que a velhice seja reinventada pela geração que está chegando a ela e diz acreditar que sua geração tem a missão de combater a visão negativa do envelhecimento. As fontes não informam dados populacionais nem resultados de pesquisas que sustentem essas avaliações, que são opiniões da autora.
Perguntas frequentes
Trata-se de uma nova pesquisa científica?
Não. A coluna relata uma palestra de Cristiane Novaes no GeriatRio 2026 e traz a avaliação dela. As fontes não apresentam dados de um estudo novo.
Quais ferramentas de resiliência foram citadas?
Tecnologia, que ajuda a combater o isolamento; atitude positiva, que valoriza as capacidades que permanecem; e espiritualidade, que oferece propósito diante da finitude.
Fontes
g1Comentários
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