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Economista do Plano Real culpa juros altos do BC pelo desequilíbrio fiscal

André Lara Resende diz que os juros, e não os gastos primários, pressionam as contas públicas. O Banco Central defende a taxa atual por causa da inflação e do déficit primário.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Economista do Plano Real culpa juros altos do BC pelo desequilíbrio fiscal
Foto: Mateuz TUF / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Resumo rápido

  • O economista André Lara Resende, da equipe do Plano Real, acusa o BC de causar desequilíbrio fiscal por meio dos juros altos.
  • Ele afirma que as contas estão praticamente equilibradas sem o serviço da dívida e que os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão em 12 meses.
  • O BC justifica a Selic em 13,75% ao ano por pressões inflacionárias e déficits primários.
  • A dívida pública subiu de 71,7% do PIB em 2022 para cerca de 82,9% em agosto de 2026.
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Um artigo do economista André Lara Resende, integrante da equipe que formulou o Plano Real, ganhou destaque nos últimos dias por criticar a política de juros do Banco Central (BC). No texto, publicado no Substack e escrito às vésperas do primeiro turno eleitoral, ele sustenta que a taxa básica de juros é a principal causa do desequilíbrio fiscal que a própria autoridade monetária diz combater. O economista defende novas regras para as despesas públicas e para os juros no país.

Lara Resende é formado pela PUC do Rio de Janeiro, tem doutorado em economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, e já atuou em instituições financeiras no Brasil. Ele questiona a teoria econômica usada pelo mercado financeiro e pelo BC para justificar a taxa Selic em 13,75% ao ano. De acordo com um ranking da Moneyou citado pela Agência Brasil, o Brasil tem a maior taxa de juros real do mundo.

Os números e os argumentos do artigo

O economista reconhece que o país gasta mal e destina recursos de maneira irracional, citando como exemplos as emendas parlamentares, as vantagens salariais do Judiciário e as isenções tributárias. Ainda assim, afirma que o déficit fiscal brasileiro é pequeno, um dos menores do mundo, e que as contas ficam praticamente equilibradas quando se exclui o serviço da dívida. Para ele, a maior despesa do Estado é o pagamento de juros sobre a dívida.

Segundo o artigo, exceto no período da Covid, o resultado primário foi só ligeiramente negativo nos últimos anos. Já o déficit nominal, que inclui os juros, foi sempre alto e agora se aproxima de 10% do Produto Interno Bruto (PIB). A reportagem informa que, nos últimos 12 meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento, o equivalente a 8,9% do PIB.

A dívida pública, por sua vez, passou de 71,7% do PIB em 2022 para cerca de 82,9% em agosto de 2026. Lara Resende admite que esse crescimento é insustentável, mas diz que a causa não está nos gastos primários, que são as despesas com serviços públicos. Ele conclui que reduzir os juros é a solução para o desequilíbrio fiscal e afirma ser preciso superar preconceitos ligados a uma teoria monetária e fiscal que considera ultrapassada. O texto também critica a imprensa e analistas do mercado financeiro, a quem acusa de repetir que o problema está no gasto primário.

O que diz o Banco Central

O BC justifica os juros elevados, entre outros motivos, pelas pressões inflacionárias e pelos déficits primários. O déficit primário ocorre quando as despesas superam as receitas, sem contar os gastos com a dívida. Na avaliação da autoridade monetária, gastos primários acima da arrecadação pressionam a inflação. O trecho final da fonte, que traria a continuação da posição do BC sobre a necessidade da taxa atual, foi cortado, e por isso não é possível detalhá-lo aqui.

O que muda na prática

O artigo é uma opinião e não altera nenhuma regra, benefício ou prazo. Nenhuma mudança na Selic ou nas regras fiscais foi anunciada nas fontes. A Selic é a taxa básica de juros da economia e serve de referência para o custo de empréstimos, financiamentos e para o rendimento de aplicações; por isso, o debate sobre ela pode afetar o bolso do consumidor ao longo do tempo.

A reportagem também lembra que analistas do mercado financeiro cobram corte de despesas da União para conter a dívida, medida que tende a afetar políticas sociais. Ainda não foi esclarecido se haverá alguma mudança nas regras de gastos ou na política de juros, nem como o BC responde de forma completa às críticas do economista.

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Perguntas frequentes

O artigo muda alguma regra de juros ou de gastos públicos?

Não. Trata-se de um artigo de opinião, e as fontes não informam nenhuma alteração na Selic nem nas regras fiscais.

Por que o BC mantém os juros elevados, segundo a reportagem?

De acordo com a Agência Brasil, o BC cita as pressões inflacionárias e os déficits primários, que, segundo a instituição, pressionam a inflação.

Fontes

Agência Brasil

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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