Terça-feira, 3 de novembro de 2026Atualizado às 06h41
O que está bombando no Brasil, em poucas linhas
Dólar R$ 5,44 0,00%Euro R$ 6,08 ▼0,03%Ibovespa 167.922 ▼0,75%Bitcoin R$ 420.031 ▼1,06%Ethereum R$ 12.359 ▼0,77%
InícioCiência

Emissões globais precisam cair 18% até 2030 para limitar aquecimento, diz Pnuma

Relatório do programa ambiental da ONU diz que ainda é possível voltar ao limite de 1,5°C, mas exige cortes muito acima dos compromissos atuais dos países.

Texto: Redação
Compartilhar
SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Emissões globais precisam cair 18% até 2030 para limitar aquecimento, diz Pnuma
Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo rápido

  • O Pnuma divulgou o relatório "O Ponto de Retorno", sobre a lacuna de emissões de gases de efeito estufa.
  • Para limitar o aquecimento, as emissões precisam cair 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040, ante 2025.
  • Com a trajetória atual, o aquecimento pode chegar a 2,8°C neste século; com as NDCs cumpridas e biomas restaurados, a 2,1°C.
  • Políticas no setor elétrico reduziram emissões em média 9%, e instrumentos econômicos, entre 5% e 13%.
Publicidade

As emissões globais de gases de efeito estufa precisam ser reduzidas em 18% até 2030, em 45% até 2035 e em 69% até 2040, na comparação com os níveis de 2025, para que seja possível limitar o aquecimento do planeta. A conclusão está no Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2026, intitulado "O Ponto de Retorno", divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

De acordo com o documento, cumprir essa trajetória permitiria limitar o aquecimento entre 1,7°C e 1,8°C até 2100 e, depois, retornar ao patamar de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Na prática, o esforço global teria de alcançar uma redução média de 5,7% ao ano entre 2025 e 2035.

O que diz o relatório

O estudo reafirma que são necessários esforços muito superiores aos compromissos assumidos nas novas gerações das Contribuições Nacionalmente Determinadas, as NDCs, que são as metas climáticas apresentadas pelos países. Ao mesmo tempo, traz evidências de que voltar a um aquecimento de 1,5°C ou menos continua sendo possível.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, avaliou que ultrapassar a meta não equivale a desistir dela. Segundo ele, ainda é possível manter esse excesso o menor e o mais curto possível e levar as temperaturas de volta a menos de 1,5°C até o fim do século.

O relatório recupera um estudo anterior, sobre como lidar com a ultrapassagem do limite de 1,5°C, que analisou os efeitos do pico de aquecimento e da queda de temperatura que viria depois. Quanto maior a temperatura e quanto mais tempo ela durar, maiores tendem a ser os impactos.

Cenários de temperatura e políticas que funcionaram

Se a trajetória atual for mantida, o aquecimento global poderá chegar a 2,8°C neste século. Mesmo que as NDCs sejam cumpridas integralmente e a restauração de biomas neutralize as emissões globais até 2050, o aumento seria de 2,1°C.

Como exemplo de consequência, o texto cita o derretimento de um quarto das geleiras do planeta, com elevação do nível do mar de até 12,5 centímetros. Isso afetaria de forma permanente a disponibilidade de água potável em várias localidades.

Para indicar caminhos, o relatório analisou mais de 220 avaliações de políticas adotadas no mundo. Os resultados são positivos, embora essas iniciativas estejam concentradas em poucos países, setores e períodos. As políticas no setor elétrico reduziram as emissões em média 9%. Já instrumentos econômicos, como impostos sobre carbono e comércio de emissões, geraram cortes entre 5% e 13%.

A diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, afirmou que os casos de sucesso são numerosos e variados e mostram que é possível reduzir emissões com rapidez. Segundo ela, cabe agora às nações implementar com urgência políticas que levem a cortes rápidos, profundos e sustentáveis.

O que muda na prática

O relatório se dirige principalmente aos governos e não detalha medidas diretas para o cidadão. As fontes também não informam metas específicas para o Brasil nem prazos para novas decisões dos países. Os dados indicam que a definição das políticas, e não apenas das metas, será determinante para o rumo do aquecimento.

Publicidade

Perguntas frequentes

Quanto as emissões precisam cair para limitar o aquecimento?

Segundo o relatório do Pnuma, a redução deve ser de 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040, em relação a 2025, o que equivale a uma queda média de 5,7% ao ano entre 2025 e 2035.

Qual o aquecimento previsto se nada mudar?

Com a trajetória atual mantida, o aquecimento global poderá chegar a 2,8°C neste século, de acordo com o relatório.

Fontes

Poder360Agência Brasil

Comentários

Carregando…

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

Leia também