Estátua da Liberdade foi concebida para o Egito, e não para Nova York
Segundo o UOL Viagem, o escultor Frédéric Bartholdi imaginou inicialmente uma camponesa egípcia de véu na entrada do Canal de Suez. A cor original do monumento também era outra.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- Segundo o UOL Viagem, a Estátua da Liberdade foi pensada originalmente para a entrada do Canal de Suez, no Egito.
- O escultor Frédéric Bartholdi imaginou uma camponesa egípcia de véu, do Alto Nilo.
- O cobre original era amarronzado e brilhante, e a oxidação deu ao monumento o tom verde atual.
- O canal foi inaugurado em 1869, após obras iniciadas em 1859.
O monumento mais conhecido dos Estados Unidos tem uma história anterior bem diferente da que a maioria das pessoas imagina. De acordo com reportagem do UOL Viagem, a Estátua da Liberdade não foi projetada originalmente para a Baía de Nova York, mas para o Egito. A ideia do escultor francês Frédéric Bartholdi era representar uma mulher do Alto Nilo, região considerada o berço da civilização egípcia, saudando os navios na entrada do Canal de Suez.
Da cor de cobre ao verde
A aparência atual do monumento também não é a original. Segundo a matéria, a estátua tinha inicialmente um tom amarronzado e brilhante. A exposição ao vento, à água e à poluição provocou a oxidação do cobre e formou a camada esverdeada conhecida como azinhavre. Poucas décadas depois da inauguração, em 1886, a cor original já tinha ficado para trás.
O processo era inevitável, pois Bartholdi escolheu o cobre para a obra. O material é mais leve, maleável e barato do que o bronze ou a pedra, vantagens importantes em uma escultura de grandes dimensões. O tom de verde claro ficou tão associado ao monumento que foi reproduzido até em réplicas de fibra de vidro espalhadas por estradas brasileiras por uma loja de departamentos, lembra o texto.
O cobre estava nos planos do escultor desde o início, mas o projeto passou por muitas mudanças ao longo de décadas. Segundo a reportagem, quem visse a estátua no fim do século 19 a reconheceria, apesar da cor. Já quem chegasse ao estúdio de Bartholdi nos anos 1860 não entenderia o que via.
Egito, França e o Canal de Suez
A reportagem lembra que o século 19 egípcio começou e terminou sob influência francesa. Napoleão invadiu o país em 1798 e levou, além de soldados, cientistas cujos estudos mudaram o entendimento sobre o Egito Antigo. Entre os profissionais estavam agrimensores, encarregados de avaliar a viabilidade de um canal navegável no Istmo de Suez, que ligaria o Mediterrâneo ao Mar Vermelho e ao Oceano Índico. Napoleão precisou voltar à Europa em guerra, mas a presença francesa de três anos deixou como legado o nascimento da egiptologia e um alerta para britânicos e egípcios.
Décadas depois, o empresário francês Ferdinand de Lesseps convenceu o paxá egípcio Muhammad Said e obteve a concessão para construir o canal e operá-lo por 99 anos. As obras começaram em 1859. Investidores franceses ficaram com 52% da empresa financeira responsável, mas o governo egípcio teve de socorrer a firma e comprou outros 44% das ações. A construção levou quase o dobro do tempo previsto, custou bem mais do que o esperado e, no início, usou muito trabalho forçado. A inauguração aconteceu em 1869.
Nesse período de obras, Bartholdi projetou uma escultura à altura das dimensões do canal. Segundo o UOL, ele se inspirou nas estátuas monumentais de Abu Simbel, no sul do Egito. O trecho da matéria disponível termina nesse ponto.
O que ainda falta explicar
A reportagem pergunta como a obra deixou de ser um projeto para o Canal de Suez e acabou na Baía de Nova York, mas a parte do texto analisada não traz a resposta. O material apresenta ainda uma referência ao Farol de Porto Said, no Egito, no cabeçalho.
Perguntas frequentes
Por que a Estátua da Liberdade é verde?
Segundo o UOL Viagem, a exposição do cobre ao vento, à água e à poluição causou oxidação e formou a camada verde chamada azinhavre. A cor original era amarronzada e brilhante.
Para onde a estátua foi projetada originalmente?
De acordo com a reportagem, para o Egito, na entrada do Canal de Suez, representando uma mulher do Alto Nilo.
Fontes
UOLComentários
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