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Brasileiro Daniel Dahis vence prêmio das academias dos EUA por divulgar ciência

Engenheiro biomédico com mais de 750 mil seguidores é o primeiro do Brasil a ganhar o Eric and Wendy Schmidt Awards, concedido pelas Academias Nacionais dos EUA.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Brasileiro Daniel Dahis vence prêmio das academias dos EUA por divulgar ciência
Foto: G. Edward Johnson / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Resumo rápido

  • Daniel Dahis é o primeiro brasileiro a vencer o Eric and Wendy Schmidt Awards, das Academias Nacionais dos EUA.
  • O resultado foi anunciado na segunda-feira (26), e a edição de 2026 premia 24 profissionais em oito categorias.
  • Ele venceu entre pesquisadores em início de carreira e tem mais de 750 mil seguidores nas redes.
  • As pesquisas dele citadas na reportagem estão em fase pré-clínica, antes dos testes em humanos.

O engenheiro biomédico Daniel Dahis é o primeiro brasileiro a vencer o Eric and Wendy Schmidt Awards for Excellence in Science Communication, segundo o g1. O prêmio é concedido pelas Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos (NASEM, na sigla em inglês) e reconhece quem leva a ciência para além do ambiente acadêmico. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (26).

A edição de 2026 premia 24 profissionais em oito categorias, entre pesquisadores, jornalistas e criadores de conteúdo em diferentes fases da carreira. Em cada categoria, há um vencedor principal, que recebe US$ 40 mil, e outros dois nomes reconhecidos, que ficam com US$ 20 mil cada.

Dahis venceu na categoria Research Scientist: Early Career, dedicada a cientistas em início de trajetória. O destaque se deve ao trabalho de divulgação feito nas redes sociais, onde ele reúne mais de 750 mil seguidores. Nos vídeos, explica como funcionam vacinas, doenças, tratamentos e novas pesquisas. Ele mora atualmente nos Estados Unidos, mas produz o conteúdo principalmente em português.

Segundo o g1, o pesquisador contou ter se surpreendido com a premiação. Ele afirma que passou anos dedicado à pesquisa, atividade que mantém, e que só começou a falar de ciência nas redes em 2024. Para ele, o reconhecimento de instituições de prestígio a um brasileiro mostra o valor da produção científica e da comunicação sobre ciência no país.

Da engenharia biomédica ao combate ao câncer

Dahis se formou em engenharia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde conheceu a engenharia biomédica. Depois, fez mestrado e doutorado no Technion, instituto de tecnologia de Haifa, em Israel, com pesquisas em oncologia feitas em colaboração com a Escola de Medicina de Harvard.

Uma das frentes do doutorado foi o melanoma, um tipo de câncer de pele. Ele trabalhou em uma estratégia de vacina personalizada descrita como inédita, que combinava imunoterapia, nanopartículas e ultrassom focalizado. O estudo também usou adesivos com microagulhas para coletar biomarcadores, sinais biológicos que indicam como o organismo reage. A ideia é acompanhar a resposta ao tratamento quase em tempo real e de forma pouco invasiva.

Em outra pesquisa, o ultrassom foi testado para ajudar nanopartículas com medicamento a atravessar a barreira hematoencefálica, espécie de filtro que protege o cérebro, mas dificulta a chegada de muitos remédios. Esse é um dos grandes obstáculos no tratamento de tumores cerebrais, como o glioblastoma. Em experimentos com animais, a técnica elevou em até 3,6 vezes a concentração das nanopartículas no cérebro. Os dois trabalhos saíram em 2023 nas revistas "Advanced Functional Materials" e "Advanced NanoBiomed Research".

Na empresa BioDevek, em Boston, Dahis também liderou testes pré-clínicos de um gel adesivo em spray, criado para proteger feridas no sistema digestivo após procedimentos de endoscopia.

O que ainda é estudo inicial

É importante separar o prêmio das pesquisas. O reconhecimento da NASEM é pela divulgação científica, e não pela comprovação de um novo tratamento. Os estudos citados estão em fase pré-clínica, isto é, antes dos testes em humanos, e os resultados indicam potencial, não eficácia confirmada em pacientes. As fontes não informam prazos para eventuais ensaios clínicos.

Perguntas frequentes

Quanto recebe o vencedor de cada categoria?

Segundo o g1, o vencedor principal de cada categoria recebe US$ 40 mil, e os outros dois reconhecidos recebem US$ 20 mil cada.

As pesquisas de Dahis já são tratamentos disponíveis?

Não. De acordo com o g1, os estudos citados estão em fase pré-clínica, antes da etapa com humanos, e indicaram potencial nos testes realizados.

Fontes

g1

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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