Empresa dos EUA escolhe o Uruguai para projeto de cidade tecnolibertária
A Praxis, fundada pelo americano Dryden Brown, anunciou em 2026 que o Uruguai será sede da chamada cidade eterna. A reportagem do UOL Viagem cita Colônia.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- A Praxis, empresa do americano Dryden Brown, anunciou em 2026 que escolheu o Uruguai para sua chamada cidade eterna.
- A companhia diz ter 2,5 mil sócios interessados em se mudar e já captou investimentos, incluindo US$ 20 milhões até 2023.
- Antes, o projeto passou por Itália, Marrocos, Montenegro e Groenlândia, sem avançar.
- Ex-funcionários acusam Brown de misoginia e racismo; o trecho da reportagem não traz resposta dele.
O empresário americano Dryden Brown, ex-surfista profissional da Califórnia, é o fundador da Praxis, empresa que pretende criar uma cidade-Estado tecnolibertária. De acordo com reportagem do UOL Viagem, em 2026 a companhia anunciou que encontrou no Uruguai o local para tirar o projeto do papel. O texto está associado à região de Colônia, no país sul-americano. O título da matéria original fala em privatizar uma praia uruguaia.
Da pandemia à empresa milionária
Segundo o relato, Brown foi demitido aos 23 anos e, em vez de buscar outro emprego, decidiu criar uma nova civilização. Durante a pandemia, ele passou a ler conteúdos políticos de direita na internet e a se reunir, em festas em Nova York, com pessoas que conheceu online. Dos encontros surgiu uma comunidade digital, que depois se tornou um negócio avaliado em centenas de milhões de dólares.
A Praxis começou a captar recursos em 2021 e, em 2023, já tinha US$ 20 milhões. Entre os investidores estavam uma firma de capital de risco ligada a Sam Altman, da OpenAI, e Sam Bankman-Fried, condenado por fraude, lavagem de dinheiro e conspiração depois de fazer fortuna com criptomoedas. Em 2024, uma empresa do setor cripto concedeu à Praxis uma linha de crédito de US$ 500 milhões.
O site oficial descreve o plano como uma nação autônoma que usa inteligência artificial para entender seus membros e coordenar objetivos comuns. Ela seria guiada por uma constituição, com supervisão humana, e financiada por um orçamento baseado em tokens de IA. A empresa diz ter 2,5 mil sócios dispostos a se mudar, ligados a companhias como Anthropic, OpenAI, Tesla e SpaceX, a marcas de moda e a universidades como Harvard, Stanford, MIT, Oxford e Princeton.
A busca por um território
Antes do Uruguai, a Praxis visitou Itália, Marrocos e Montenegro, sem avanço. Em 2024, Brown foi à Groenlândia para apresentar a ideia e também a levou à Califórnia, com foco em tecnologia espacial, defesa e regulação mínima. Em declaração ao site TechCrunch, ele afirmou que o orgulho dos groenlandeses dificultava a ideia de serem comprados.
Segundo a reportagem, o argumento para a escolha uruguaia é que o Mediterrâneo fica perto de conflitos e a Groenlândia rejeitou a proposta, enquanto o Uruguai seria seguro, tranquilo e amigável. O país é descrito como pequeno, pouco povoado e politicamente estável.
O UOL também registra que ex-funcionários acusaram Brown de misoginia e racismo. Eles afirmam que ele obrigava a equipe a ler o autor fascista Julius Evola e que mantinha em sua estante livros associados ao nazismo e ao neonazismo. O trecho da reportagem disponível não traz a resposta de Brown a essas acusações.
O que ainda não está claro
O trecho disponível da matéria não detalha qual praia seria afetada, como seria a eventual aquisição de terras nem qual é a posição do governo uruguaio ou das autoridades locais. Também não informa prazos, valores do investimento no país ou se há autorização para o empreendimento. Esses pontos dependem de confirmação em fontes oficiais.
Perguntas frequentes
Por que a Praxis escolheu o Uruguai?
Segundo a reportagem do UOL, o argumento é que o país é seguro, tranquilo, amigável, pequeno, pouco povoado e politicamente estável, ao contrário do Mediterrâneo, próximo a conflitos, e da Groenlândia, que rejeitou a ideia.
Já há detalhes sobre a praia que seria privatizada?
No trecho disponível da matéria, não. O texto não informa qual praia seria envolvida nem como seria a operação.
Fontes
UOLComentários
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