Mastros do navio-bomba da 2ª Guerra são retirados na foz do Tâmisa, mas risco persiste
Operação removeu os três mastros do SS Richard Montgomery, que afundou em 1944 perto de Sheerness. Cerca de 1.400 bombas continuam no casco.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- Os três mastros do SS Richard Montgomery, navio americano afundado em 1944 na foz do Tâmisa, foram removidos.
- Cerca de 1.400 bombas continuam no interior do casco, segundo o UOL.
- A operação custou cerca de 9,5 milhões de libras (quase R$ 70 milhões) ao governo inglês.
- Os mastros restaurados serão expostos como monumentos na orla de Sheerness.
Começou há alguns dias, na Inglaterra, uma operação considerada delicada e adiada por mais de 80 anos: a retirada dos três mastros do SS Richard Montgomery, navio americano da Segunda Guerra Mundial. A embarcação encalhou e afundou parcialmente na foz do Rio Tâmisa em agosto de 1944. De acordo com a reportagem do UOL, o objetivo era reduzir o risco de uma explosão.
Por que o navio é chamado de "navio-bomba"
Segundo a matéria, ainda restam no interior do cargueiro cerca de 1.400 bombas que seriam usadas no conflito. Por isso, os ingleses deram ao casco o apelido de "navio-bomba". Os mastros, deteriorados pelo tempo, pressionavam a estrutura envelhecida do navio. O temor era que desabassem sobre os destroços e detonassem os explosivos guardados nos porões.
O responsável pela operação, Sam Adams, diretor de projetos da empresa americana Resolve Marine, contratada para o serviço, comparou os mastros a pavios de bombas. Ele afirmou que esse risco deixou de existir, mas ressalvou que o problema não está resolvido, pois as bombas continuam no local, agora menos suscetíveis a explodir.
Como foi feita a remoção
A obra custou cerca de 9,5 milhões de libras esterlinas, quase R$ 70 milhões, pagos pelo governo inglês. Durante vários dias, um grande guindaste manteve os mastros imobilizados. Mergulhadores, com equipamentos submarinos operados a partir de uma plataforma submersa, os separaram do casco com extremo cuidado. A preocupação era que o atrito pudesse disparar os explosivos sem intenção. Uma explosão, nesse caso, ocorreria diante da cidade de Sheerness, onde o navio encalhou há 82 anos.
Terminado o trabalho, os mastros foram levados para restauração. A informação é que serão instalados em um espaço público na orla de Sheerness, como monumentos, já que passaram a integrar a história local.
Um Liberty Ship e a preocupação com ataques
O SS Richard Montgomery era um Liberty Ship, tipo de cargueiro criado nos Estados Unidos para uso na guerra, de construção fácil, rápida e barata. Esses navios tinham as chapas de aço do casco unidas por solda, e não pelos rebites tradicionais. Segundo a reportagem, isso pode ter contribuído para que o navio se partisse ao meio ao encalhar, deixando algumas bombas expostas.
A retirada dos mastros vinha sendo discutida havia tempos, mas ganhou força após os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. De acordo com a matéria, as autoridades inglesas temiam que os destroços servissem de alvo para ataques com drones russos ou iranianos. Os mastros também indicavam claramente a localização do navio, e um simples disparo contra eles poderia detonar as bombas.
O que segue em aberto
Os explosivos continuam no casco. A reportagem afirma que o governo inglês teme mexer neles e que o problema talvez nunca seja totalmente resolvido, embora, após tanto tempo debaixo d'água, as bombas possivelmente já estejam inativas. A retirada dos mastros, sem a dos explosivos, foi o máximo permitido.
Perguntas frequentes
Os explosivos do SS Richard Montgomery foram retirados?
Não. Apenas os mastros foram removidos. As bombas seguem no casco, e o governo inglês teme mexer nelas, segundo a reportagem do UOL.
Para onde vão os mastros removidos?
Foram levados para restauração e serão colocados em um espaço público na orla de Sheerness, como monumentos.
Fontes
UOLComentários
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