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Israel vai às urnas com disputa apertada entre Netanyahu e Eisenkot

Pesquisas de boca de urna apontam empate técnico entre os dois principais blocos. Nenhum deve atingir os 61 assentos necessários para governar sozinho.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Israel vai às urnas com disputa apertada entre Netanyahu e Eisenkot
Foto: Efi Sharir / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Resumo rápido

  • Israelenses votaram em 27/10 em eleição considerada uma das mais importantes da história do país.
  • Pesquisas de boca de urna indicam empate técnico entre os blocos de Netanyahu e de Gadi Eisenkot.
  • Nenhum bloco deve alcançar as 61 cadeiras necessárias para formar governo majoritário.
  • A campanha foi marcada pela segurança e pelas críticas da oposição sobre os ataques de 7 de outubro.

Os israelenses votaram nesta terça-feira (27/10) em eleições que muitos analistas consideram entre as mais decisivas da história do país. Segundo a BBC News Brasil, o resultado pode definir se o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, conseguirá mais um mandato à frente do governo.

Pesquisas de boca de urna divulgadas na noite de terça mostram um cenário de grande equilíbrio. As emissoras Kan 11 e Channel 13 projetam 51 cadeiras para o bloco de Netanyahu e 51 para o bloco liderado pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot. Já o levantamento do Channel 12 indica 52 cadeiras para o grupo de Netanyahu e 50 para o de Eisenkot.

Maioria depende de 61 cadeiras

Para formar um governo majoritário, o bloco vencedor precisa de pelo menos 61 cadeiras no Knesset, o parlamento israelense. Pelas projeções, nenhum dos dois lados deve alcançar esse número. Por isso, segundo a reportagem, é possível que haja semanas ou meses de negociações políticas até a definição do próximo governo.

Netanyahu acompanhou a apuração com integrantes do Likud, em Jerusalém. Eisenkot, que lidera o Partido Yashar, criado recentemente, estava em Tel Aviv com membros da legenda. Pesquisas divulgadas na semana anterior já sugeriam uma disputa apertada.

O sistema de representação proporcional adotado por Israel faz com que os governos precisem sempre ser formados por coligações. De acordo com a BBC, esse modelo já produziu alianças inesperadas no passado, embora esta eleição pareça particularmente acirrada.

Segurança e 7 de outubro marcam a campanha

A campanha foi moldada pelo tema da segurança. A oposição criticou duramente Netanyahu por falhas que, na avaliação dela, teriam levado aos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro, nos quais quase 1,2 mil pessoas morreram e 251 foram levadas como reféns para Gaza. Os opositores defendem a criação de uma comissão independente de inquérito sobre os ataques. Netanyahu resiste à ideia há muito tempo e afirma que o grupo seria tendencioso contra ele.

Apesar das críticas, o primeiro-ministro voltou a se apresentar como o nome da segurança do país. Ele destacou o que considera vitórias estratégicas nas guerras de Israel no Oriente Médio e a proximidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O bloco de oposição também aponta o que vê como ameaças à democracia durante o governo dele.

Os blocos em disputa

Eisenkot é a principal figura do bloco que se apresenta como da mudança, formado por partidos com diferenças ideológicas e com o objetivo comum de tirar Netanyahu do poder. Entre os outros líderes estão o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett e Avigdor Lieberman, ambos de direita e com posições firmes em segurança, e Yair Golan, ex-general de esquerda.

Netanyahu, que foi primeiro-ministro pela primeira vez em 1996, depende de uma nova aliança com os partidos de direita radical e ultraortodoxos que integram a atual coalizão. A BBC descreve esse grupo como o governo mais à direita da história de Israel.

Há ainda dois blocos partidários árabes na disputa. Cerca de um quinto da população israelense é árabe, e muitos se identificam como cidadãos palestinos de Israel. Em tese, esses partidos poderiam ser decisivos, mas todos os principais partidos judaicos, com exceção de um, descartaram trabalhar com eles. Os resultados oficiais ainda não foram divulgados.

Perguntas frequentes

Quantas cadeiras são necessárias para formar governo em Israel?

Segundo a BBC News Brasil, o bloco vencedor precisa de pelo menos 61 cadeiras no Knesset para formar um governo majoritário.

O que mostram as pesquisas de boca de urna?

Kan 11 e Channel 13 projetam 51 cadeiras para cada bloco. O Channel 12 indica 52 para o bloco de Netanyahu e 50 para o de Eisenkot.

Fontes

BBC News Brasil

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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