Lula deve ser aconselhado a não falar mais da saída de Flávio Bolsonaro do país
Segundo o g1, aliados vão sugerir que o presidente trate o caso como assunto do senador com o Judiciário. A Folha analisa o impacto da decisão na direita e no governo.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- Segundo o g1, Lula deve ser aconselhado a não falar mais de Flávio Bolsonaro e a tratar o caso como assunto do senador com o Judiciário.
- Na terça-feira (27), Lula criticou Flávio por ter deixado o país e lembrou os 580 dias que passou preso.
- A Folha, em análise de Igor Gielow, diz que a saída de Flávio é problema para a direita e para Lula.
- Flávio recebeu 59.826.041 votos e foi derrotado por Lula no domingo (25), segundo a Folha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ser aconselhado por interlocutores a deixar de comentar a situação de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato derrotado à Presidência, e a concentrar suas falas no quarto mandato. A informação é do g1, publicada nesta quarta-feira (28). A orientação é que Lula deixe claro que o problema do senador é com o Judiciário.
Segundo o g1, o raciocínio é que o Executivo não deve se meter na decisão de Flávio de deixar o país, porque o episódio não seria uma questão política. O texto não identifica quais interlocutores darão o conselho.
O que Lula disse
Na terça-feira (27), durante a comemoração do seu aniversário, Lula criticou Flávio por ter deixado o país de um modo que classificou como fuga. O presidente lembrou que, quando estava perto de ser condenado no âmbito da Lava Jato, foi convidado a sair do Brasil. Disse que preferiu ficar e enfrentar a prisão, na qual permaneceu por 580 dias.
Depois, ainda de acordo com o g1, Lula afirmou que o momento é de pacificar o país e de evitar novas turbulências.
A análise da Folha
Em texto de análise assinado pelo jornalista Igor Gielow e publicado em 27 de outubro, a Folha avalia que a saída de Flávio representa um problema tanto para a direita quanto para Lula. O colunista lembra que o senador pelo PL do Rio recebeu 59.826.041 votos no domingo (25), quando foi derrotado por Lula, o que o credenciava como figura central da direita. Para o autor, ele agiu como alguém que se sente culpado pelas acusações que enfrenta e recorreu à retórica de perseguição política. Essa é a avaliação do colunista, e o texto não detalha as acusações.
O artigo compara o caso com o de outros integrantes da família. Cita o pai, Jair Bolsonaro, que viajou aos Estados Unidos no penúltimo dia de seu mandato e, mais tarde, em medida cautelar, tentou romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Cita também o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que foi para os Estados Unidos e, segundo a Folha, atua junto ao governo de Donald Trump.
Efeitos entre os aliados
A Folha afirma que a situação cria um dilema para os aliados do senador. De um lado, o clã Bolsonaro deve cobrar a fidelidade de sempre. De outro, parte dos parceiros via Flávio como um nome desgastado, o que teria ficado evidente na resistência inicial à candidatura dele.
O texto menciona o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Relatos indicam, segundo a Folha, que ele atuou para dissuadir Flávio de apresentar uma ação para anular a eleição. Em vídeo divulgado depois do relato da saída do senador, Tarcísio disse reconhecer o resultado, apontou problemas no pleito e pediu que a vida política siga, sem citar Flávio. A análise considera que o episódio poderia abrir espaço para o governador buscar um caminho próprio rumo a 2030, mas o trecho disponível é interrompido nesse ponto.
As fontes não detalham para onde Flávio foi, quando partiu nem qual é sua situação perante a Justiça. Também não informam se há decisões judiciais em curso que o envolvam.
Perguntas frequentes
Qual é a orientação que Lula deve receber, segundo o g1?
De acordo com o g1, interlocutores vão sugerir que ele pare de falar de Flávio Bolsonaro, foque no quarto mandato e deixe claro que o problema do senador é com o Judiciário.
Quantos votos Flávio Bolsonaro teve na eleição?
Segundo a Folha, ele recebeu 59.826.041 votos no domingo (25), quando foi derrotado por Lula.
Fontes
g1FolhaComentários
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