Oposição argentina cobra explicações de Milei sobre passagem de Flávio Bolsonaro
Parlamentares pedem que o governo esclareça como o senador entrou na Argentina após ser proibido de sair do Brasil. Uma deputada acionou a Justiça Federal.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- Oposicionistas argentinos pedem que o governo Milei explique a entrada de Flávio Bolsonaro no país.
- Segundo a Direção Nacional de Migrações, o senador e a família cruzaram a fronteira em Misiones e seguiram em voo privado para o Equador.
- Flávio havia sido proibido por Moraes de deixar o Brasil e intimado a entregar os passaportes.
- A deputada Marcela Pagano fez denúncia à Justiça Federal de Puerto Iguazú e pediu a preservação de provas.
Parlamentares da oposição ao presidente argentino, Javier Milei, passaram a cobrar do governo explicações sobre a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Argentina. O senador deixou o Brasil na terça-feira (27), um dia depois de ser intimado a entregar seus passaportes. A informação foi publicada pelo Poder360 e pelo Metrópoles.
De acordo com o Poder360, Flávio, derrotado na disputa pela Presidência, foi intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes comum e diplomático. A medida partiu de determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também havia proibido o senador de sair do território brasileiro.
O que diz o órgão migratório argentino
Em comunicado, a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio, a mulher, Fernanda, e as duas filhas entraram no país pela ponte Tancredo Neves, na província de Misiones. Conforme o órgão, o grupo cruzou a fronteira às 22h50 e embarcou às 23h30 em um voo privado da empresa Baires Fly S.A., com destino a Guayaquil, no Equador. Ainda segundo o Poder360, o destino final do senador são os Estados Unidos.
Cobranças no Congresso e na Justiça argentinos
O deputado socialista Esteban Paulón criticou o governo Milei nas redes sociais ao compartilhar o comunicado. Para ele, o presidente facilitou a saída de Flávio do alcance da Justiça brasileira. Paulón afirmou ainda que não havia mandado de prisão contra o senador e que o passaporte havia sido retido para garantir sua presença no Brasil durante os procedimentos legais. Disse também que a situação põe em risco a relação bilateral.
A senadora peronista Juliana Di Tullio declarou, também na terça, que o governo argentino deve esclarecer, por meio do ministro do Interior, Diego Santilli, se o território e a fronteira do país foram usados na saída de Flávio do Brasil. A deputada Myriam Bregman, da Frente de Esquerda, apresentou demanda semelhante e pediu que as principais autoridades informem se o senador passou pela Argentina.
Segundo o Metrópoles, a deputada Marcela Pagano apresentou denúncia à Justiça Federal de Puerto Iguazú sobre a suposta entrada do senador depois de ele já estar sob ordem de não deixar o Brasil. Ela pediu a preservação de imagens das câmeras da ponte e do aeroporto, dos planos de voo, da lista de passageiros e do contrato do voo fretado. Pagano também solicitou investigação por tráfico de pessoas em trânsito e por descumprimento dos deveres de funcionário público.
Relação entre Milei e o governo brasileiro
Milei é aliado de Flávio Bolsonaro, participou da campanha e esteve no evento que oficializou a candidatura do senador. Durante a disputa, fez ataques pessoais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio, e ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo o Poder360, os insultos provocaram uma crise diplomática entre os dois países.
O presidente argentino também não reconheceu a vitória de Lula na eleição de domingo (25). O porta-voz do governo, Adrián Ravier, disse na terça que Milei não se manifestaria sobre o resultado do pleito brasileiro.
Há diferença de enfoque entre as fontes. O Poder360 relata a travessia como fato confirmado pelo órgão migratório argentino, enquanto o Metrópoles trata a entrada como suspeita e menciona uma suposta passagem. Os textos não informam se o governo argentino respondeu aos pedidos de esclarecimento nem se a denúncia de Pagano já foi analisada pela Justiça. Também não detalham a reação de autoridades brasileiras à saída do senador.
Perguntas frequentes
Por onde Flávio Bolsonaro entrou na Argentina?
Segundo a Direção Nacional de Migrações argentina, citada pelo Poder360, ele e a família passaram pela ponte Tancredo Neves, na província de Misiones, e embarcaram em voo privado para Guayaquil, no Equador.
O que pede a deputada Marcela Pagano?
Conforme o Metrópoles, ela denunciou o caso à Justiça Federal de Puerto Iguazú e pediu a preservação de imagens, planos de voo, lista de passageiros e contrato do voo fretado, além de investigação por tráfico de pessoas em trânsito e descumprimento de deveres de funcionário público.
Fontes
Poder360MetrópolesComentários
Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

