Midterms nos EUA podem afetar permanência de Flávio Bolsonaro? Veja o que dizem especialistas
Americanos votam nesta terça (3). Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a deportação do senador não depende do Congresso, mas investigações poderiam gerar pressão política.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- Os EUA votam nesta terça (3) nas eleições de meio de mandato, e os democratas podem retomar a maioria no Congresso.
- Brasileiros pediram nas redes sociais a deportação de Flávio Bolsonaro, que chegou aos EUA na semana passada.
- Especialistas dizem ao g1 que a deportação cabe ao Executivo, e não ao Congresso.
- As Casas legislativas poderiam abrir investigações sobre a saída do senador do Brasil e a concessão de vistos.
Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. O resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso americano e, segundo o g1, ter reflexos indiretos na permanência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no país, onde ele está desde a semana passada.
As eleições de meio de mandato ocorrem no meio do período presidencial e servem para renovar parte do Legislativo. Por isso, costumam ser vistas como um termômetro da avaliação do governo em exercício. Neste ano, de acordo com as projeções citadas pelo g1, o Partido Democrata, que faz oposição ao presidente Donald Trump, pode reconquistar a maioria no Congresso, hoje controlado pelos republicanos. A possibilidade abrange tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado.
A reação nas redes sociais
Com esse cenário, brasileiros passaram a pedir nas redes sociais que políticos democratas atuem pela deportação de Flávio Bolsonaro. Segundo o g1, o senador chegou aos Estados Unidos na semana passada, depois de fugir do Brasil. A hashtag #DeportTheBolsonaros esteve entre as mais compartilhadas do X no país na sexta-feira (30). Flávio é aliado de Trump, informação que a reportagem destaca ao tratar do tema.
O que o Congresso pode e não pode fazer
Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a deportação ou a expulsão do senador não está nas mãos do Congresso. De acordo com eles, as decisões sobre a permanência de estrangeiros em território americano cabem a órgãos do Poder Executivo. Entre eles estão o Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, e o Departamento de Segurança Interna (DHS). Ambos estão subordinados ao governo Trump.
Apesar disso, os especialistas indicam que as duas Casas legislativas teriam instrumentos para agir em outra frente. Elas poderiam abrir investigações para apurar um eventual envolvimento de autoridades americanas na saída do senador do Brasil. Também poderiam examinar se houve algum tipo de favorecimento na concessão de vistos a ele e à família dele.
Na avaliação dos mesmos especialistas, investigações desse tipo e cobranças públicas poderiam ampliar a pressão política sobre o governo Trump. Esse desgaste, por sua vez, poderia influenciar uma eventual decisão das autoridades americanas sobre a permanência de Flávio no país. Ou seja, o efeito seria indireto, e não uma determinação do Legislativo.
O que ainda não foi esclarecido
O material publicado pelo g1 não informa se algum parlamentar democrata apresentou pedido formal de investigação ou de deportação. Também não traz manifestações do senador, do Departamento de Estado, do DHS ou da Casa Branca sobre o assunto. As circunstâncias da chegada de Flávio aos Estados Unidos e a situação dos vistos mencionados também não são detalhadas.
O resultado das urnas, por sua vez, só será conhecido após a votação desta terça. Até lá, as projeções citadas indicam apenas uma possibilidade de mudança no comando do Congresso, sem garantia de que ela se confirme. Quanto à permanência do senador, a reportagem aponta que ela depende, em última instância, de órgãos do governo Trump.
Perguntas frequentes
O Congresso americano pode deportar Flávio Bolsonaro?
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, não. A decisão sobre a permanência de estrangeiros envolve órgãos do Executivo, como o Departamento de Estado e o DHS.
O que os democratas poderiam fazer se vencerem?
De acordo com os especialistas, poderiam abrir investigações sobre um possível envolvimento de autoridades americanas na saída do senador do Brasil e sobre a concessão de vistos a ele e à família.
Fontes
g1Comentários
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