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MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem

Promotoria apresentou alegações finais em processo que apura desvio de produtos químicos usados na fabricação de cocaína e crack. A defesa nega as acusações e ainda vai se manifestar.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem
Foto: No machine-readable author provided. Dirk Weber~commonswiki assumed (based on co / Wikimedia Commons (Public domain)

Resumo rápido

  • O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
  • A acusação atribui a ele o desvio de produtos químicos para fabricar cocaína e crack entre 2016 e 2020.
  • A Promotoria também pediu a condenação de Roseli Dorth e de Fábio Spinola Mota, apontado como membro do PCC.
  • A defesa de Cariani afirma que vai rebater as teses, e o juiz decidirá depois, sem prazo definido.

O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça a condenação do influenciador, empresário e atleta Renato Cariani, de 50 anos, pelos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A informação foi divulgada na quarta-feira (28) por veículos como Folha, UOL, Metrópoles e Portal Léo Dias. De acordo com a investigação, ele teria participado do desvio de produtos químicos usados na fabricação de cocaína e crack entre 2016 e 2020.

Segundo o UOL, o pedido incluiu também as acusações de tráfico de insumos químicos destinados à produção de drogas e de associação para o tráfico, e foi feito na etapa das alegações finais do processo. O mesmo texto menciona que o pedido teria sido apresentado na quarta-feira (21), data que não coincide com a da divulgação do caso pelos demais veículos, e as fontes não esclarecem a diferença.

O que diz a acusação

Além de Cariani, a Promotoria pediu a condenação de Roseli Dorth, sócia dele na Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda., empresa de venda de produtos químicos com sede em Diadema. O pedido atinge ainda Fábio Spinola Mota, apontado como intermediário e como integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital). Mota foi preso no início de 2023 na Operação Downfall, da Polícia Federal, que apurou um esquema de tráfico internacional e interestadual de drogas com ramificações em vários pontos do país.

A Polícia Federal concluiu que parte do material comprado legalmente pela Anidrol era desviada para a produção de entorpecentes. Para justificar a saída das mercadorias, o grupo emitia notas fiscais falsas e fazia depósitos em nome de laranjas, usando indevidamente o nome da biofarmacêutica AstraZeneca. A apuração aponta o desvio de cerca de 12 toneladas de substâncias como acetona, éter etílico, ácido clorídrico, cloridrato de lidocaína, manitol e fenacetina. Esses produtos são usados para transformar pasta base de cocaína em pó ou em pedras.

Os investigadores afirmam que o caso começou depois que a Receita Federal detectou um depósito em dinheiro de R$ 212 mil, aparentemente feito pela AstraZeneca. A empresa negou a movimentação e disse não ter ligação com a firma de Cariani.

Mensagens, estimativa e defesas

Durante a apuração, Cariani apresentou uma troca de mensagens com um suposto funcionário do laboratório, chamado Augusto Guerra. A análise telemática, porém, indicou que Mota, descrito como amigo do influenciador, registrou um domínio com final com.br em nome da AstraZeneca e criou um e-mail em nome desse funcionário, que não existiria. A estimativa da PF é que o esquema possa ter rendido ao grupo mais de R$ 6 milhões.

Segundo o Portal Léo Dias, Cariani responde ao processo em liberdade e, em caso de condenação, a pena poderia variar de 16 a 51 anos de prisão em regime fechado. Esse dado não aparece nos textos da Folha e do UOL.

A defesa de Cariani, feita pelos advogados Aldo Romani Netto e José Eduardo Martins Cardozo, informou em nota que o processo está na fase de alegações finais da defesa. Os advogados disseram que responderão a cada tese apresentada e que pretendem demonstrar que elas são improcedentes. Depois dessa etapa, o juiz responsável deverá decidir o caso, sem prazo definido. A advogada de Mota, Paula Minichillo, afirmou que ele é inocente e que as provas da instrução criminal refutam a denúncia. A Folha informou que o advogado de Roseli Dorth foi procurado por mensagem e não respondeu até a publicação.

Perguntas frequentes

Qual é o próximo passo no processo?

A defesa de Cariani ainda apresentará suas alegações finais. Depois disso, o juiz responsável decidirá o caso, e não há prazo para essa decisão.

Qual é a estimativa de ganhos do esquema, segundo a PF?

A Polícia Federal estima que o esquema de desvios possa ter rendido ao grupo mais de R$ 6 milhões.

Fontes

UOLPortal Léo DiasMetrópoles

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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