Quinta-feira, 29 de outubro de 2026Atualizado às 15h26
O que está bombando no Brasil, em poucas linhas
Dólar R$ 5,42 ▲1,33%Euro R$ 6,05 ▲1,43%Ibovespa 169.300 ▼1,00%Bitcoin R$ 437.581 ▲0,69%Ethereum R$ 12.665 ▲0,51%
InícioSaúde

Retinopatia diabética pode atingir um em cada três pessoas com diabetes, diz CBO

Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a doença é uma das principais causas de perda visual evitável em adultos. Campanha de conscientização começa no domingo (1º).

Texto: Redação
Compartilhar
SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Retinopatia diabética pode atingir um em cada três pessoas com diabetes, diz CBO
Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo rápido

  • Segundo o CBO, uma em cada três pessoas com diabetes no Brasil desenvolverá retinopatia diabética.
  • Os dados indicam que a doença atinge de 24% a 39% dos diabéticos e que o risco cresce com o tempo de diabetes.
  • O Ministério da Saúde indica o exame de fundo de olho como um dos principais recursos para identificar a doença.
  • A campanha "24 Dias pelo Diabetes" começa no domingo (1º) e segue até o fim de novembro.

Uma em cada três pessoas com diabetes no Brasil desenvolverá retinopatia diabética em algum momento da vida, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). A condição é apontada pela entidade como uma das principais causas de perda visual evitável entre adultos em idade produtiva.

Para informar a população em geral, e em especial quem convive com o diabetes, o CBO reuniu orientações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. O conteúdo será divulgado ao longo da campanha "24 Dias pelo Diabetes", que começa no domingo (1º) e vai até o fim de novembro.

Como a doença se desenvolve

De acordo com a campanha, a retinopatia diabética surge quando taxas elevadas de açúcar no sangue, mantidas por anos, danificam pequenos vasos sanguíneos da retina. Essa estrutura fica no fundo do olho e tem a função de captar a luz e enviar as imagens ao cérebro.

A presidente do CBO, Maria Auxiliadora Frazão, afirmou que as alterações podem evoluir de maneira silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais, o que pode atrasar o diagnóstico. Ela disse ainda que a ausência de sintomas não significa que não haja mudanças já instaladas e que, depois de 10 ou 20 anos de diabetes, a visão já pode estar comprometida.

Os dados apresentados indicam que a retinopatia diabética atinge de 24% a 39% das pessoas com diabetes no país. O risco cresce com o tempo de convivência com a doença: após 20 anos, 90% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 60% dos com tipo 2 terão algum grau de retinopatia.

Exame e acompanhamento

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Retinopatia Diabética, publicado pelo Ministério da Saúde, indica a fundoscopia, conhecida como exame de fundo de olho, como um dos principais recursos para identificar o problema. Segundo o CBO, o procedimento permite ao oftalmologista observar a retina e seus vasos e detectar alterações mesmo quando o paciente ainda enxerga normalmente. A avaliação pode incluir a dilatação das pupilas.

Pelo protocolo, quem tem diabetes tipo 2 deve fazer o exame no momento do diagnóstico. Em adultos com diabetes tipo 1, o rastreamento deve começar cinco anos após o diagnóstico. Em crianças e adolescentes, o primeiro exame deve ser considerado até cinco anos após o início da doença ou no começo da puberdade.

O CBO informa que, para quem não tem retinopatia ou apresenta a forma leve, o acompanhamento costuma ser anual, enquanto nos casos moderados ou graves as revisões precisam ser mais frequentes. Segundo a entidade, diagnóstico e tratamento precoces podem reduzir o risco de cegueira para menos de 5%. A orientação é que pessoas com diabetes incluam consultas regulares ao oftalmologista na rotina, mesmo sem sintomas.

Maria Auxiliadora Frazão classificou a retinopatia como um problema grave de saúde pública, com impacto no INSS, em políticas públicas e na economia, e defendeu que haja responsabilidade social na divulgação de informações. A frequência e o tipo de acompanhamento adequados a cada caso devem ser definidos por um médico ou outro profissional de saúde.

Perguntas frequentes

Quando o exame de fundo de olho deve ser feito, segundo o protocolo do Ministério da Saúde?

Para diabetes tipo 2, no momento do diagnóstico. Em adultos com tipo 1, o rastreamento começa cinco anos após o diagnóstico. Em crianças e adolescentes, o primeiro exame deve ser considerado até cinco anos após o início da doença ou no começo da puberdade.

A retinopatia diabética sempre causa sintomas no início?

Não. Segundo a presidente do CBO, as alterações podem evoluir de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais.

Fontes

Agência Brasil

Comentários

Carregando…

Aviso: conteúdo informativo, baseado em fontes públicas. Não substitui consulta, diagnóstico ou orientação de um profissional de saúde.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

Leia também