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Estrela morta tem dois anéis de restos planetários, e achado intriga astrônomos

Observações do VLT, no Chile, mostram na anã branca J1328−1450 uma estrutura nunca vista. O estudo pode ajudar a entender o destino de planetas após a morte de estrelas como o Sol.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Estrela morta tem dois anéis de restos planetários, e achado intriga astrônomos
Foto: ESO/T. Preibisch / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Resumo rápido

  • Astrônomos encontraram dois anéis separados de restos planetários ao redor da anã branca J1328−1450.
  • Segundo os autores, essa configuração nunca havia sido observada em torno de uma anã branca.
  • O estudo, na Nature Astronomy, usou observações do VLT, do ESO, no Chile.
  • O autor principal fala em dois possíveis planetesimais sobreviventes, hipótese ainda não confirmada.

Astrônomos identificaram uma estrutura inédita ao redor de uma estrela morta: dois anéis separados, formados por restos de antigos corpos planetários. O sistema orbita a anã branca J1328−1450 e, segundo as fontes, pode ajudar a esclarecer o que acontece com planetas e outros objetos depois que uma estrela parecida com o Sol chega ao fim da vida.

A descoberta foi publicada na revista científica Nature Astronomy. Os dados vieram de observações feitas com o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), instalado no deserto do Atacama, no Chile.

O que é uma anã branca

Uma anã branca é o núcleo extremamente denso que sobra quando uma estrela como o Sol esgota seu combustível, incha e perde as camadas externas. Em termos simples, é o que resta do coração da estrela depois que ela deixa de produzir energia da forma como fazia antes.

Durante esse processo, planetas que estavam próximos podem ser destruídos. Outros corpos conseguem sobreviver, mas podem ser fragmentados mais tarde, e os pedaços formam discos de poeira e gás ao redor da estrela.

Dois anéis em vez de um disco

No caso da J1328−1450, porém, o cenário observado foi diferente do esperado. Em vez de um disco único e contínuo, os restos aparecem distribuídos em dois anéis de gás, separados por um espaço bem definido. De acordo com os autores do estudo, essa configuração nunca tinha sido vista em torno de uma anã branca.

O principal autor da pesquisa, Nicola Gentile Fusillo, astrônomo da Universidade de Trieste, na Itália, descreveu o resultado como a primeira observação de um sistema complexo com disco duplo de detritos. Ele afirmou que o sistema possivelmente abriga dois planetesimais que sobreviveram, ou seja, dois pequenos corpos rochosos remanescentes, termo usado para blocos de construção de planetas.

O uso da palavra potencialmente por parte do pesquisador indica que a presença desses corpos é uma possibilidade levantada pelos dados, e não algo confirmado de forma definitiva.

O que ainda não está claro

As fontes apresentam o achado como uma descoberta nova, e por isso ele deve ser lido como um resultado inicial, que tende a ser analisado e testado por outros grupos de pesquisa. Os textos consultados não detalham, por exemplo, qual é a origem exata da separação entre os anéis, qual a composição dos materiais ou a que distância a estrela está da Terra.

Também não há, nas informações disponíveis, uma conclusão sobre o que o caso significa para o futuro do Sistema Solar. O que as fontes afirmam é que o sistema pode ajudar a compreender o destino de planetas e outros corpos após o fim da vida de uma estrela semelhante ao Sol, o que é diferente de prever o que acontecerá com a Terra e seus vizinhos.

Perguntas frequentes

O que é uma anã branca?

É o núcleo extremamente denso que resta depois que uma estrela como o Sol esgota o combustível, se expande e perde as camadas externas.

A descoberta mostra o que vai acontecer com o Sistema Solar?

Não diretamente. As fontes dizem que o sistema pode ajudar a entender o que ocorre com planetas e outros corpos após o fim da vida de uma estrela parecida com o Sol, sem apresentar uma previsão para o Sistema Solar.

Fontes

g1

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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