OpenAI anuncia três descobertas científicas que atribui a modelos de IA
Empresa diz que seus sistemas avançaram em matemática, física e ciência da computação. Pesquisadores independentes vão avaliar os resultados.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Resumo rápido
- A OpenAI anunciou na segunda-feira (26) três descobertas científicas que atribui à sua IA, em matemática, física e ciência da computação.
- Uma delas seria a refutação de uma hipótese aceita havia quase trinta anos, segundo o TecMundo.
- Pesquisadores independentes e voluntários vão avaliar os experimentos e validar ou não os resultados.
- A empresa diz não buscar créditos acadêmicos e que doará US$ 5 milhões a um fundo de pesquisas em IA.
A OpenAI anunciou na segunda-feira (26) três descobertas científicas que atribui aos seus modelos de inteligência artificial. Os resultados envolvem matemática, física e ciência da computação. Os relatos foram publicados no blog da empresa, que detalhou cada caso e o caminho pelo qual a IA teria chegado a conclusões que pesquisadores humanos ainda não tinham alcançado, segundo o TecMundo.
O que a empresa afirma ter descoberto
De acordo com o Olhar Digital, as alegações incluem provas que resolveriam conjecturas matemáticas de longa data, a refutação de uma hipótese relevante sobre os limites da computação e um avanço teórico em outra área. O texto do portal está parcialmente restrito a assinantes, e por isso não detalha o terceiro item.
O TecMundo informa que, na ciência da computação, o resultado seria a refutação de uma hipótese aceita havia quase trinta anos. Em ambas as publicações, o termo usado é cauteloso: são problemas que "podem ter sido" solucionados, e não resultados já confirmados pela comunidade científica.
Uma conjectura ou hipótese, em ciência, é uma afirmação que se supõe verdadeira, mas que ainda não foi demonstrada. Refutá-la significa mostrar que ela não vale em todos os casos, o que costuma exigir verificação cuidadosa por outros especialistas.
Validação e polêmicas anteriores
Segundo a OpenAI, pesquisadores independentes e voluntários vão colaborar com a empresa para avaliar cada um dos experimentos e decidir se as descobertas feitas com ajuda da IA se sustentam ou não. O TecMundo cita o caso da ETH, no qual dois dos cientistas que propuseram originalmente a hipótese fazem parte da equipe de avaliação.
A reportagem do TecMundo lembra que houve controvérsia em torno de outras resoluções matemáticas atribuídas à IA, que não foram bem aceitas por alguns especialistas. Diante desse histórico, a empresa afirma que não busca créditos acadêmicos pelos possíveis avanços.
A OpenAI também informou que vai doar US$ 5 milhões para um fundo de pesquisas na área de inteligência artificial. As fontes não detalham quem administra o fundo nem como os recursos serão usados.
O que ainda não está claro
As fontes não informam quando as avaliações independentes devem terminar nem quais critérios serão usados para validar cada resultado. Também não há, nos trechos disponíveis, o nome das conjecturas matemáticas citadas ou o detalhamento técnico do avanço em física.
O anúncio foi comentado por Roberto Pena Spinelli, colunista do Olhar Digital News, em análise sobre a importância das descobertas feitas com uso de IA. Spinelli é físico formado pela Universidade de São Paulo e tem especialização em Machine Learning pela Universidade de Stanford. Até que as revisões sejam concluídas, os resultados seguem como alegações da própria empresa.
Perguntas frequentes
As descobertas da OpenAI já foram confirmadas?
Não. Segundo o TecMundo, pesquisadores independentes e voluntários vão colaborar com a empresa para avaliar os experimentos e validar ou não os resultados.
Quais áreas da ciência são citadas no anúncio?
Matemática, física e ciência da computação, conforme o Olhar Digital e o TecMundo.
Fontes
Olhar DigitalTecMundoComentários
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