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Estudo analisa 1.678 casos de crianças com supostas memórias de vidas passadas

Pesquisadores da Universidade da Virgínia dizem ter achado um padrão nos relatos. Eles afirmam que os dados não comprovam a reencarnação, mas que o tema merece investigação.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Estudo analisa 1.678 casos de crianças com supostas memórias de vidas passadas
Foto: Phil Roeder / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo rápido

  • Estudo analisou 1.678 casos do maior acervo de supostas memórias de vidas passadas, da Universidade da Virgínia.
  • Os pesquisadores dizem que os resultados não comprovam a reencarnação, mas que o fenômeno merece investigação.
  • A pesquisa foi liderada por Saeedeh Sadeghi e publicada na revista Psychology of Consciousness: Theory, Research, and Practice.
  • O acervo é compilado desde a década de 1960 e está associado ao psiquiatra Ian Stevenson.

Um novo estudo baseado no maior acervo do mundo de supostas memórias de vidas passadas identificou um padrão nos relatos de crianças. A análise abrangeu 1.678 casos. Os pesquisadores afirmam que os resultados não comprovam a reencarnação. Segundo eles, o fenômeno merece ser investigado, porque não pôde ser totalmente explicado por fatores culturais ou psicológicos. As informações constam de reportagem publicada pela Folha, com texto atribuído a Felipe Espinosa Wang, da DW.

A análise saiu na revista científica Psychology of Consciousness: Theory, Research, and Practice. O trabalho foi feito por uma equipe da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, liderada pela pesquisadora em neurociência cognitiva Saeedeh Sadeghi. De acordo com a reportagem, o levantamento não tentou determinar se os relatos são memórias autênticas de outras vidas. O foco foi investigar padrões entre os depoimentos.

Um acervo com mais de seis décadas

O material estudado pertence à Divisão de Estudos Perceptivos, ligada à Universidade da Virgínia. O setor reúne desde a década de 1960 relatos de crianças que, segundo os depoimentos, contam espontaneamente detalhes que parecem corresponder à vida de pessoas já falecidas. Isso fez dele o maior acervo do mundo nessa área. A iniciativa está associada ao psiquiatra Ian Stevenson (1918-2007), que viajou por vários países, já na década de 1960, para investigar testemunhos desse tipo.

A reportagem lembra que a reencarnação tem pouco espaço na ciência atual, pois ainda não foram encontradas evidências de sua existência. A ideia, porém, não é estranha a muitas formas de interpretar o mundo. Em certas tradições do hinduísmo e do budismo, que a entendem de maneiras diferentes, o ciclo de mortes e renascimentos é um elemento central da concepção da existência.

Dois casos descritos

Para ilustrar o tipo de relato do arquivo, o texto recorre a dois casos citados pela revista Popular Mechanics. O primeiro é o de James, menino do estado da Louisiana, que tinha pesadelos com um avião em chamas. Aos três anos, ele disse ter sido piloto na Segunda Guerra Mundial e mencionou um porta-aviões chamado Natoma Bay e um colega chamado Jack Larsen. Os pesquisadores relacionaram essas falas à biografia de James Huston Jr., piloto cujo avião foi derrubado no Oceano Pacífico em 1945.

O segundo caso é o de Ryan, menino de quatro anos do estado de Oklahoma. Ao ver uma fotografia de Hollywood dos anos 1930, ele disse se reconhecer em uma das pessoas retratadas, que nem aparecia nos créditos. O relato foi associado a Marty Martyn, agente de Hollywood já falecido. Dos detalhes dados pelo menino sobre a suposta vida anterior, os pesquisadores confirmaram 55 com a biografia de Martyn.

O que ainda não está claro

Os 1.678 casos examinados tinham uma característica em comum, mas o trecho da reportagem disponível se interrompe antes de explicá-la. Por isso, o padrão exato encontrado pela equipe e os critérios usados na análise não puderam ser detalhados aqui. O texto também não informa se o estudo teve revisão ou críticas de outros especialistas.

O que a reportagem registra é que os autores não consideram os resultados uma prova de reencarnação e que fatores culturais e psicológicos não explicaram totalmente o padrão observado. Dúvidas sobre o desenvolvimento ou a saúde mental de crianças devem ser levadas a um profissional de saúde, que pode fazer a orientação individual.

Perguntas frequentes

O estudo comprova a reencarnação?

Não. Os próprios pesquisadores afirmam que os resultados não comprovam a reencarnação, embora considerem que o fenômeno merece investigação.

Quantos casos foram analisados?

A análise examinou 1.678 casos do acervo da Divisão de Estudos Perceptivos, da Universidade da Virgínia.

Fontes

Folha

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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