Fundador da ByteDance volta ao topo da lista de bilionários da China com IA
Zhang Yiming soma US$ 100 bilhões, segundo o Hurun. Ranking mostra tecnologia em alta e setores como consumo e imóveis sob pressão na economia chinesa.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- Zhang Yiming, fundador da ByteDance, voltou ao topo da lista de mais ricos da China, com US$ 100 bilhões, segundo o Hurun.
- O patrimônio dele subiu 43%, o que o presidente do Hurun Report atribuiu quase todo à inteligência artificial.
- A China tem 1.176 bilionários em dólares e 1.529 pessoas com mais de 5 bilhões de yuans, ambos números em alta.
- Setores como IA e semicondutores avançaram, enquanto consumo e imobiliário perderam riqueza, segundo Hoogewerf.
O fundador da ByteDance, Zhang Yiming, recuperou o primeiro lugar entre as pessoas mais ricas da China. Segundo o ranking do Instituto de Pesquisa Hurun, divulgado na terça-feira (27), o empresário tem patrimônio de US$ 100 bilhões, alta de 43% sobre o levantamento anterior. É o maior valor já registrado para o primeiro colocado da lista chinesa. A ByteDance também controla as plataformas de vídeos curtos Douyin e TikTok.
Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report, afirmou em comunicado que o avanço de Zhang se deve quase todo à inteligência artificial (IA). Ele destacou que o Doubao, assistente de IA da ByteDance, é o mais usado no país.
Quem sobe e quem desce no ranking
O magnata do setor de água engarrafada Zhong Shanshan caiu para o segundo lugar, com US$ 61 bilhões. Em terceiro ficou Robin Zeng, presidente da CATL, maior fabricante mundial de baterias para veículos elétricos. Liang Wenfeng, fundador da startup de IA DeepSeek, estreou na lista e aparece em sétimo. Chen Tianshi, presidente da fabricante de chips de IA Cambricon, ficou em décimo.
O maior recuo citado foi o de Lei Jun, presidente da Xiaomi, fabricante de eletrônicos de consumo. Sua fortuna caiu pela metade e chegou a US$ 25,1 bilhões. Hoogewerf o descreveu como o grande perdedor do ano.
Os números do levantamento
O Hurun publica a lista anualmente desde 1999. Neste ano, contabilizou um recorde de 1.529 pessoas com mais de 5 bilhões de yuans (cerca de US$ 750 milhões), alta de 6,6% sobre o ano anterior. O yuan é a moeda da China, e as conversões para dólar dependem do câmbio usado pelo instituto.
Pelo critério do patrimônio líquido em dólares, ou seja, os bens de uma pessoa menos as dívidas, o país tem 1.176 bilionários. São 155 a mais que no levantamento anterior. Segundo a reportagem da Associated Press, reproduzida pelo InfoMoney e pela CNN Brasil, o total é 176 acima do dos Estados Unidos. Ele ainda fica ligeiramente abaixo do pico de 1.185 pessoas, registrado em 2021.
O que isso diz sobre a economia e o bolso
Para Hoogewerf, os ganhos foram polarizados. Empreendedores de IA, semicondutores e robótica avançaram, enquanto os de consumo, imobiliário e manufatura tradicional viram a riqueza encolher. Semicondutores são os chips usados em celulares, computadores e sistemas de IA.
Para o leitor brasileiro, o ranking não afeta diretamente o orçamento, o crédito ou os impostos. Ele funciona como um retrato de como o valor das empresas muda entre setores na segunda maior economia do mundo. Esse movimento costuma refletir expectativas de mercado, que podem mudar de um ano para o outro. Por isso, a lista não serve como indicador de desempenho futuro nem como orientação para investimentos.
As fontes não detalham como o Hurun calculou o patrimônio de cada empresário, e não informam o que levou à queda de cada setor citado além da avaliação de Hoogewerf.
Perguntas frequentes
Quanto tem o homem mais rico da China, segundo o Hurun?
Zhang Yiming, fundador da ByteDance, lidera o ranking com US$ 100 bilhões, alta de 43% e recorde para o primeiro colocado da lista chinesa.
Que setores perderam riqueza entre os bilionários chineses?
Segundo Rupert Hoogewerf, do Hurun Report, empreendedores de consumo, imobiliário e manufatura tradicional viram a riqueza encolher, enquanto os de IA, semicondutores e robótica avançaram.
Fontes
InfoMoneyUOLCNN BrasilComentários
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