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Petrobras bate recorde de diesel no 3º tri; entenda o efeito no bolso

Estatal produziu média de 769 mil barris por dia e exportou mais, mas segue com preços defasados em relação ao mercado internacional, segundo a Folha.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Petrobras bate recorde de diesel no 3º tri; entenda o efeito no bolso
Foto: Oswalney Costa Galvã… / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Resumo rápido

  • A Petrobras bateu recorde de produção de diesel no 3º trimestre, com média de 769 mil barris por dia, alta de 6,7% em um ano.
  • As exportações de petróleo e derivados também foram recorde, com 1,25 milhão de barris por dia, segundo o relatório divulgado em 28 de outubro.
  • Segundo a Folha, o diesel da estatal segue abaixo do custo de importação, e o Itaú BBA vê risco de novos aumentos se a defasagem persistir.
  • Exame destaca alta nas importações de diesel, enquanto a Folha aponta queda de 8,8% com base no relatório da empresa.

A Petrobras informou, em relatório divulgado nesta quarta-feira (28), que bateu recorde de produção de diesel no terceiro trimestre de 2026. A empresa também registrou o maior volume de exportação de petróleo e derivados de sua série. De acordo com a Folha, o movimento faz parte de um esforço para evitar importações a preços elevados pela guerra no Irã.

Segundo a estatal, a produção média de diesel foi de 769 mil barris por dia, alta de 6,7% sobre o mesmo período de 2025. Ainda conforme a companhia, esse aumento ajudou a reduzir as importações do produto em 8,8%, para 110 mil barris por dia. As vendas de diesel cresceram 4,9%, para 849 mil barris por dia. O trimestre costuma ter demanda maior, por causa do plantio da safra de inverno e do avanço da atividade industrial.

Para produzir mais, as refinarias operaram no limite. O fator de utilização, que mede quanto da capacidade instalada está em uso, ficou em 99%, cinco pontos percentuais acima do registrado um ano antes. A produção de querosene de aviação também subiu 3,4%, para 122 mil barris por dia.

Defasagem de preços e o que pode mudar no bolso

O termo central para entender o tema é a defasagem, a diferença entre o preço cobrado pelas refinarias da Petrobras e o valor do produto importado. Segundo a Folha, na abertura do mercado de quarta-feira o diesel da estatal custava R$ 3,76 por litro a menos do que o custo de importação projetado pela consultoria Stone X para a Abicom, associação que reúne importadores de combustíveis.

O governo, por sua vez, paga atualmente uma subvenção de R$ 3,52 por litro ao diesel importado, ou seja, um auxílio financeiro para reduzir o custo da compra externa. Pela conta apresentada pela Folha, a diferença seria de R$ 0,24 por litro, valor que a Petrobras deixaria de receber ao competir com o produto importado. A empresa afirma que utiliza outros parâmetros para definir seus preços.

Analistas do Itaú BBA alertaram na semana passada que manter a defasagem atual pode levar a companhia a descumprir, em 2026, sua política de preços. Eles avaliaram que, nesse cenário, seriam necessários reajustes adicionais. As fontes não informam se haverá aumento, de quanto seria nem quando ocorreria. O diesel é um insumo do transporte de cargas e da agricultura, por isso variações no seu preço costumam ser acompanhadas por quem acompanha a inflação e os custos de frete, mas as reportagens não estimam efeito sobre o consumidor.

Exportações e divergência entre as fontes

A Petrobras tem compensado perdas com combustíveis com a receita de exportações, segundo a Folha. No trimestre, as vendas externas de petróleo e derivados chegaram a 1,25 milhão de barris por dia, alta de 21,1% sobre o terceiro trimestre de 2025. O resultado foi puxado pelo óleo combustível, usado na indústria e no transporte marítimo. Só a exportação de petróleo somou 987 mil barris por dia, com 40% do volume enviado à China.

Há uma divergência de abordagem entre as fontes. A Exame destacou, no título, que a importação de diesel teria disparado, enquanto a Folha, com base no relatório da empresa, informa queda de 8,8% nas importações do produto. O trecho disponível da Exame não explica a diferença. O resumo da publicação menciona ainda que o pré-sal passou de 2,96 milhões de barris diários e confirma a exportação de 1,25 milhão de barris por dia.

Este texto tem caráter informativo e não traz recomendação de compra ou venda de ativos.

Perguntas frequentes

O que é a defasagem de preços do diesel?

É a diferença entre o preço do diesel nas refinarias da Petrobras e o custo de importação do produto. Segundo a Folha, o diesel da estatal custava R$ 3,76 por litro a menos que o valor projetado pela Stone X para a Abicom.

O preço do diesel vai subir?

As fontes não informam. Analistas do Itaú BBA disseram que, se a defasagem atual continuar, a Petrobras precisaria fazer aumentos adicionais, mas não há anúncio de reajuste.

Fontes

UOLExame

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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