Netanyahu acusa partidos árabes de fraude em eleição ainda indefinida em Israel
Primeiro-ministro e o Likud falam em compra de votos e intimidação, mas não apresentaram provas publicamente. A apuração segue e nenhum bloco atingiu a maioria.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- Netanyahu acusou partidos árabes de fraudar a eleição de terça-feira (27) em Israel, sem divulgar provas.
- O Likud pede que a Justiça investigue supostas compra de votos, intimidação e manipulação de cédulas, segundo o g1.
- Com quase 90% apurados, o N12 apontava 53 assentos para o bloco de Netanyahu, 48 para a oposição e 19 para partidos árabes.
- São necessários 61 assentos para formar maioria, e a oposição de Eisenkot não descartou aliança com partidos árabes.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou partidos árabes de fraudar a eleição realizada na terça-feira (27), cujo resultado definitivo ainda não foi divulgado. As acusações vieram enquanto a apuração avançava e nenhum dos blocos havia garantido maioria no parlamento.
Segundo o InfoMoney, Netanyahu fez a acusação em publicação na rede social X. Ele afirmou que as siglas árabes teriam cometido crimes graves, como suborno, ameaças, violência, falsificações e uso de softwares proibidos para mobilizar eleitores. O premiê disse que seu partido está enviando provas à polícia, à Shin Bet, agência de segurança israelense, e às autoridades eleitorais. Essas evidências, no entanto, não foram divulgadas na publicação.
O que dizem as acusações
Na mesma mensagem, Netanyahu classificou o suposto episódio como um ataque grave à democracia israelense e ao direito de voto dos cidadãos. Ele defendeu que as autoridades ajam de forma imediata e com rigor.
O g1, que cita reportagem do jornal The Jerusalem Post, atribui a denúncia ao Likud, partido do primeiro-ministro. Conforme essa versão, os partidos árabes teriam praticado compra de votos, intimidação de eleitores e manipulação de cédulas. O Likud pede que a Justiça investigue a atuação dessas legendas durante a campanha. O g1 também informa que nenhuma prova foi apresentada.
As duas fontes descrevem as supostas irregularidades com palavras diferentes. O InfoMoney menciona o uso de softwares proibidos e violência, ao passo que o g1 fala em manipulação de cédulas. Não está claro se são acusações distintas ou formas de resumir a mesma denúncia. Também não há, nas fontes, manifestação dos partidos árabes sobre o caso.
Placar da apuração e cenários
O g1 destaca que a acusação surge depois de os partidos árabes obterem votações consideradas sem precedentes no país. De acordo com o InfoMoney, na manhã de quarta-feira cerca de 70,7% dos votos estavam apurados.
O canal local N12 informou, com quase 90% dos resultados contabilizados, que o bloco de Netanyahu, formado por partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos, tinha 53 assentos. A oposição, liderada pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot, somava 48, e os partidos árabes, 19. Para ter maioria no parlamento, é necessário conquistar 61 cadeiras, número que nenhum bloco alcançava até então.
Nesse quadro, o InfoMoney relata que Eisenkot teria deixado aberta a possibilidade de uma coalizão com partidos árabes, sob certas condições. Esse arranjo poderia levar à saída de Netanyahu do cargo. Outra alternativa muito discutida, segundo a publicação, é a formação de um governo de unidade nacional reunindo Netanyahu e Eisenkot.
O que ainda falta esclarecer
O resultado final da eleição ainda não foi definido, e as provas citadas por Netanyahu e pelo Likud não vieram a público. Também não há informação, nas fontes, sobre se a polícia, a Shin Bet ou as autoridades eleitorais abriram investigação a partir do material encaminhado. A composição do próximo governo dependerá da conclusão da contagem e das negociações entre os partidos.
Perguntas frequentes
Netanyahu apresentou provas da suposta fraude?
Não publicamente. Ele disse que seu partido enviou evidências à polícia, à Shin Bet e às autoridades eleitorais, mas o material não foi divulgado na publicação no X.
Quantos assentos são necessários para formar maioria?
São necessários 61 assentos. Com quase 90% dos votos apurados, segundo o N12, nenhum bloco havia chegado a esse número.
Fontes
InfoMoneyg1Comentários
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