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EUA usam base militar no Equador em ofensiva antidrogas no Pacífico, diz AFP

Documentos, imagens de satélite e registros de voos obtidos pela AFP apontam movimentação incomum na base de Taura. A expansão levanta questionamentos sobre sua legalidade.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
EUA usam base militar no Equador em ofensiva antidrogas no Pacífico, diz AFP
Foto: Sageo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Resumo rápido

  • A AFP identificou que a base aérea de Taura, no Equador, virou ponto de apoio dos EUA na ofensiva antidrogas no Pacífico.
  • Foram contabilizados cerca de 20 voos militares americanos entre junho e meados de outubro, além de obras perto da pista.
  • A expansão ocorre menos de um ano após um referendo no qual os equatorianos rejeitaram bases militares estrangeiras.
  • O então comandante da Força Aérea, Mauricio Salazar, questionou a base legal da presença estrangeira e depois foi afastado do cargo.

Uma base militar no Equador passou a servir de ponto de apoio para os Estados Unidos na ofensiva contra o narcotráfico no Oceano Pacífico. A informação foi publicada pelo g1 a partir de levantamento da agência de notícias AFP, que reuniu registros de voos, imagens de satélite, relatos de testemunhas e documentos militares. Segundo a agência, a operação mobiliza um volume de recursos fora do comum.

A base de Taura

A instalação é a base aérea de Taura, que fica a cerca de uma hora de Guayaquil. A cidade é descrita na reportagem como o principal porto de saída de drogas com destino aos Estados Unidos. A base tem mais de 70 anos de existência e está cercada por vegetação e arame farpado.

De acordo com a AFP, há obras de grande porte perto da pista. Uma imagem de satélite da empresa Planet Labs PBC mostra dezenas de estruturas com formato e tamanho compatíveis com tendas modulares de montagem rápida. A imagem também mostra uma construção maior, parecida com um hangar retrátil usado na manutenção de aeronaves.

Os registros analisados pela agência indicam pousos e decolagens frequentes de aviões militares americanos no local. Entre os modelos citados estão os aviões de transporte C-130 Hércules e C-17 Globemaster, as aeronaves híbridas V-22 Osprey e os helicópteros Black Hawk. A AFP contabilizou cerca de 20 voos militares dos EUA entre junho e meados de outubro.

A agência também teve acesso a documentos que citam a presença de tropas americanas na base e a realização de voos de apoio de caráter temporário.

Questionamentos sobre a legalidade

A ampliação das atividades ocorre menos de um ano depois de os equatorianos rejeitarem, em referendo, a instalação de bases militares estrangeiras no país. Segundo a reportagem, o avanço das operações gerou dúvidas sobre sua legalidade dentro das próprias Forças Armadas do Equador.

Uma carta do início de setembro, obtida pela AFP, foi escrita por Mauricio Salazar, então comandante da Força Aérea equatoriana. No documento, ele pediu esclarecimentos às Forças Armadas sobre qual seria o fundamento jurídico para receber militares estrangeiros sem desrespeitar a Constituição. Depois disso, conforme a agência, o general foi afastado do comando e transferido para outra função, de patente inferior.

O que ainda não está claro

O material divulgado pelo g1 não traz posicionamentos oficiais dos governos dos Estados Unidos e do Equador sobre as informações. Também não detalha quantos militares americanos estão em Taura, qual é o prazo da presença deles nem em que base legal o acordo se apoia. Essas questões seguem sem resposta nas fontes disponíveis.

Perguntas frequentes

Onde fica a base usada pelos EUA no Equador?

A base aérea de Taura fica a cerca de uma hora de Guayaquil, cidade descrita como o principal porto de saída de drogas rumo aos Estados Unidos.

Por que a presença americana é questionada?

Porque os equatorianos rejeitaram em referendo, menos de um ano antes, a instalação de bases militares estrangeiras. Além disso, o então chefe da Força Aérea pediu esclarecimentos sobre a base legal para receber militares de outros países.

Fontes

g1

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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