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Rover Perseverance detecta as menores partículas de poeira já medidas em Marte

Instrumento da Nasa registrou grãos de cerca de 100 nanômetros na Cratera Jezero. O dado é relevante para o planejamento de missões tripuladas ao planeta.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Rover Perseverance detecta as menores partículas de poeira já medidas em Marte
Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS / Wikimedia Commons (Public domain)

Resumo rápido

  • O rover Perseverance, da Nasa, registrou partículas de poeira marciana de cerca de 100 nanômetros, as mais finas já detectadas no planeta.
  • Também foram identificadas partículas finas com menos de 2,5 micrômetros; medições anteriores chegavam a cerca de 3 micrômetros.
  • Segundo o autor principal do estudo, Scott VanBommel, não há evidências de que a poeira tenha danificado materiais de trajes espaciais testados.
  • A Nasa pretende enviar astronautas a Marte já na década de 2030.

O rover Perseverance, da Nasa, detectou as partículas de poeira mais finas já registradas em Marte. A informação foi divulgada pela agência Reuters e republicada por veículos como InfoMoney e UOL nesta quarta-feira (28). Os dados reforçam que a poeira marciana é um fator a ser considerado em qualquer missão que leve seres humanos ao planeta.

O que o rover encontrou

O veículo opera dentro e ao redor da Cratera Jezero, no hemisfério norte de Marte, desde que pousou, em 2021. Nesse período, registrou partículas ultrafinas com largura de cerca de 100 nanômetros, o equivalente a aproximadamente 500 vezes menos que a espessura de um fio de cabelo humano.

Medições anteriores haviam identificado grãos de poeira marciana com diâmetro de até cerca de 3 micrômetros. O instrumento PIXL, sigla em inglês para Instrumento Planetário para Litoquímica de Raios X, encontrou duas categorias de partículas ainda menores. Além das ultrafinas, havia um grupo de partículas finas, com menos de 2,5 micrômetros, cerca de 30 vezes mais finas que um fio de cabelo.

O rover mediu a poeira que ficou aderida ao próprio equipamento, inclusive a materiais de trajes espaciais levados a bordo. A intenção era observar como esses materiais se comportam no ambiente hostil do planeta.

Preocupações com a saúde e os equipamentos

Segundo a reportagem, partículas tão pequenas poderiam penetrar nos pulmões de um astronauta, chegar à corrente sanguínea e, potencialmente, causar danos a órgãos vitais. Outra preocupação é que o ambiente de Marte e as propriedades físicas da poeira degradem, com o tempo, os materiais de trajes e de habitats.

O cientista planetário Scott VanBommel, da Universidade de Washington em St. Louis, é membro da equipe científica do Perseverance e autor principal do estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Ele afirmou que um tamanho menor de partícula não torna a poeira necessariamente mais perigosa, mas que grãos menores podem chegar mais fundo no corpo humano e são mais difíceis de ser eliminados pelo organismo.

VanBommel disse ainda que a toxicidade depende da dose e do tempo de exposição. De acordo com ele, a poeira de Marte contém sílica, compostos de ferro e compostos de cloro, como o perclorato, conhecidos por serem prejudiciais na Terra em doses suficientemente altas.

Testes com materiais de trajes espaciais

O Perseverance carrega amostras de possíveis materiais para trajes, como a fibra sintética Vectran e o revestimento protetor Teflon. Cada amostra tem cerca de 20 milímetros de lado, o equivalente a três quartos de polegada.

O pesquisador afirmou que não há evidências de que a poeira tenha danificado esses materiais. O que se observou foi que eles interagem com a poeira de maneiras diferentes. O Vectran pareceu reter partículas maiores, principalmente na parte inferior de sua trama. A amostra de Teflon reteve menos poeira, mas os grãos retidos eram mais finos. Segundo VanBommel, a diferença reflete propriedades eletrostáticas, que podem fazer partículas de tamanhos distintos aderirem de forma preferencial a cada material.

A Nasa pretende enviar astronautas a Marte já na década de 2030. De acordo com a reportagem, os resultados devem ajudar a orientar o projeto de futuros sistemas de suporte humano para missões tripuladas. Os textos disponíveis não detalham outras conclusões do estudo.

Perguntas frequentes

Por que a poeira fina de Marte preocupa?

Segundo a reportagem, partículas tão pequenas poderiam penetrar nos pulmões de um astronauta, chegar à corrente sanguínea e, potencialmente, causar danos a órgãos vitais.

A poeira danificou os materiais de trajes espaciais testados?

Segundo VanBommel, não há evidências de dano. Os pesquisadores observaram apenas que os materiais Vectran e Teflon interagem de formas diferentes com a poeira.

Fontes

InfoMoneyUOL

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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