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EUA vão conceder visto a Flávio Bolsonaro e família, diz funcionário do governo Trump

Segundo a BBC, o Departamento de Estado permitirá a entrada do senador e de familiares nos EUA, após ordem do STF para entregar passaportes. O paradeiro dele é desconhecido.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
EUA vão conceder visto a Flávio Bolsonaro e família, diz funcionário do governo Trump
Foto ilustrativa · Foto: Greg Rosenke / Unsplash · Fotos do Unsplash

Resumo rápido

  • Um alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA disse à BBC que o órgão dará visto a Flávio Bolsonaro e à família.
  • O prazo para o senador entregar os passaportes, determinado por Alexandre de Moraes, terminou nesta terça (27/10) sem cumprimento, e os documentos foram cancelados.
  • Flávio não reconheceu a derrota para Lula no segundo turno e disse que pediria anulação da eleição e cassação da chapa vencedora.
  • Auxiliar de Lula afirmou, sob reserva, que o caso não impede por si só a normalização das relações com Washington.

Um alto funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos informou ao jornalista Tom Bateman, da BBC, que o órgão concederá visto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a seus familiares e permitirá a entrada deles no país. A informação foi divulgada na noite desta terça-feira (27/10) pela BBC News Brasil. O paradeiro do senador é desconhecido, de acordo com a reportagem.

O prazo para entregar os passaportes

A declaração americana ocorre dois dias depois de Flávio perder a eleição presidencial e após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que ele entregasse seus passaportes às autoridades. Segundo apuração da BBC News Brasil, o prazo terminou por volta do meio-dia de terça-feira sem que o senador apresentasse os documentos. Os passaportes foram, então, cancelados.

Na segunda-feira (26/10), em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio havia dito que não deixaria o Brasil e que entregaria os passaportes para se defender da decisão de Moraes. A BBC não informa, no trecho disponível, o que aconteceu entre essa declaração e o fim do prazo.

Contestação do resultado da eleição

Flávio não reconheceu o resultado do segundo turno, realizado no domingo (25/10), e afirmou em seguida que pediria a anulação do pleito. No vídeo de segunda-feira, disse que pediria a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por supostos abusos durante a campanha. Entre os motivos que citou está a prorrogação do horário de votação, determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin após pedido da campanha de Lula.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram contabilizados 34.393 votos depois das 17h em todo o território nacional. Esse número equivale a 0,026% dos 128.236.074 votos registrados no segundo turno. Lula recebeu 64.256.232 votos, e Flávio, 59.826.041.

Reação do governo brasileiro e relação com Washington

Um auxiliar com acesso a Lula, que falou sob reserva à BBC News Brasil, disse que o governo brasileiro não vê a presença do senador nos Estados Unidos como, por si só, um obstáculo a uma tentativa de normalizar as relações com Washington. Os vínculos entre os dois países foram abalados pela imposição de tarifas americanas sobre produtos brasileiros, e a relação entre os governos de Donald Trump e Lula já era marcada por divergências políticas e comerciais.

Segundo esse integrante do governo, caso a chegada do senador aos EUA se confirme, o Brasil precisará acompanhar os desdobramentos, o que inclui as justificativas dadas por Flávio e a eventual necessidade de pedir sua extradição. O auxiliar avalia que o Departamento de Estado poderia acolher o senador, mas afirma que uma eventual recusa a um pedido de extradição não impediria uma relação pragmática entre os dois países.

O mesmo interlocutor considera que a decisão de Flávio representa um problema maior para seus eleitores, para o PL e para a direita radical brasileira. Ele criticou o que descreveu como abandono dos apoiadores pela família Bolsonaro e disse ter se surpreendido com a rapidez da possível movimentação.

O que ainda não foi esclarecido

As informações disponíveis não esclarecem onde Flávio Bolsonaro está nem se ele já chegou aos Estados Unidos. O texto da BBC trata a chegada tanto como um fato quanto como uma hipótese a ser confirmada. Também não há, nas informações reunidas, posicionamento do senador sobre a declaração do Departamento de Estado nem indicação de que o governo brasileiro tenha formalizado qualquer pedido de extradição.

Perguntas frequentes

Onde está Flávio Bolsonaro?

Segundo a BBC News Brasil, o paradeiro do senador é desconhecido. A reportagem também condiciona a chegada dele aos EUA a uma confirmação.

O que o governo brasileiro disse sobre o caso?

Um auxiliar com acesso a Lula, sem se identificar, afirmou que a presença do senador nos EUA não impede por si só a normalização das relações e que o Brasil acompanhará os desdobramentos, incluindo a eventual necessidade de pedir extradição.

Fontes

BBC News Brasil

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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