Anvisa amplia de três para cinco anos o prazo de uso do implante contraceptivo
Mudança vale para o implante de etonogestrel, disponível no SUS desde 2025, e alcança também quem já usa o dispositivo, segundo o g1.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- A Anvisa ampliou de três para cinco anos o prazo de uso do implante contraceptivo de etonogestrel.
- A mudança foi aprovada na segunda-feira (26) e vale também para quem já tem o implante, sem necessidade de troca.
- No principal estudo analisado pela agência, não houve gestação no quarto e no quinto anos de uso.
- A Anvisa passou a permitir a colocação do implante logo após o parto ou após um aborto.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou de três para cinco anos o prazo de uso do implante contraceptivo de etonogestrel. A mudança foi aprovada na segunda-feira (26), de acordo com o g1. O dispositivo está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2025.
Com a nova regra, uma única aplicação passa a garantir proteção por mais tempo, sem necessidade de troca ao fim do terceiro ano. A reportagem descreve o implante como um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis atualmente.
O que muda para quem já usa
Segundo a reportagem, quem já tem o implante colocado também passa a usufruir do novo prazo. Não é necessário trocar o dispositivo para que a alteração valha. Dúvidas sobre a situação de cada pessoa, como o momento de retirada ou de substituição, devem ser tiradas com um profissional de saúde.
A Anvisa é o órgão federal responsável por regular e autorizar produtos de saúde no país, entre eles medicamentos e dispositivos. Já o SUS é o sistema público de saúde brasileiro. A oferta do implante pela rede pública significa que o método integra as opções disponibilizadas pelo sistema desde 2025.
Dados clínicos e outras mudanças
A decisão da agência se apoiou em dados clínicos que indicaram eficácia e segurança mantidas no quarto e no quinto anos de uso. No principal estudo analisado pela Anvisa, não houve nenhuma gestação nesse período estendido. A reportagem não detalha o número de participantes nem outras características da pesquisa.
Com a aprovação, o Brasil se alinha a Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, cujas agências reguladoras já haviam autorizado o uso do implante por cinco anos.
A Anvisa também passou a permitir que o implante seja colocado imediatamente após o parto ou após um aborto, inclusive no primeiro e no segundo trimestres de gestação. Segundo o g1, essa é outra alteração aprovada junto com a ampliação do prazo.
As fontes não esclarecem como e quando as novas regras serão incorporadas às orientações da rede pública, nem se haverá mudança na distribuição do dispositivo pelo SUS. A escolha de um método contraceptivo e as condições de uso devem ser discutidas individualmente com um profissional de saúde.
Perguntas frequentes
Quem já usa o implante precisa trocá-lo para valer o novo prazo?
Não. Segundo o g1, quem já tem o dispositivo passa a usufruir do prazo de cinco anos sem precisar trocá-lo. Dúvidas individuais devem ser levadas a um profissional de saúde.
O implante é oferecido pelo SUS?
Sim. De acordo com a reportagem, o implante contraceptivo de etonogestrel está disponível no SUS desde 2025.
Fontes
g1Comentários
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