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Mulheres negras morrem 3,8 vezes mais de câncer de mama que brancas, aponta Inca

Publicação do Instituto Nacional de Câncer mostra que, embora a incidência seja maior entre brancas, a mortalidade é bem mais alta entre mulheres negras.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Mulheres negras morrem 3,8 vezes mais de câncer de mama que brancas, aponta Inca
Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo rápido

  • Mulheres negras têm taxa de mortalidade por câncer de mama 3,8 vezes maior que a de brancas, segundo o Inca.
  • Mulheres brancas têm incidência maior, mas as negras fazem menos exames de rastreamento na faixa de 50 a 69 anos, diz o instituto.
  • A publicação cita acesso desigual, fatores socioeconômicos, estresse, ancestralidade e genética como pontos a considerar.
  • O Metropoles informou que, no DF, 70% das pacientes começam o tratamento após o prazo legal de 60 dias.

A taxa de mortalidade por câncer de mama entre mulheres negras é 3,8 vezes maior do que a observada entre mulheres brancas. O dado consta na publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, primeiro volume da série Disparidades Raciais e Câncer de Mama: um Olhar para a Saúde das Mulheres Negras, divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Segundo a coordenadora da divisão de detecção precoce do Inca, Renata Maciel, as mulheres brancas apresentam incidência maior da doença, ou seja, recebem mais diagnósticos. O estudo, porém, mostrou que as mulheres negras são as que mais morrem em decorrência dela.

O que pode explicar a diferença

Renata Maciel afirmou que o resultado pode ter relação com o acesso ao diagnóstico precoce e aos tratamentos disponíveis nos serviços de saúde. Ela também disse que o subtipo conhecido como triplo negativo, considerado mais grave, tem incidência maior entre mulheres negras. Outro ponto citado é que o rastreamento feito sem sintomas é menos frequente nesse grupo. A análise considerou mulheres de 50 a 69 anos, faixa etária em que, segundo ela, as brancas fazem mais exames preventivos.

O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, avaliou que o levantamento indica que a mulher negra pode ter uma forma da doença biologicamente mais agressiva e, ao mesmo tempo, menor acesso aos serviços, o que leva a diagnósticos mais tardios. Ele defendeu políticas públicas com equidade, para que todas as populações tenham acesso uniforme à rede de saúde. Gil também afirmou que mulheres negras vêm consumindo mais bebidas alcoólicas do que mulheres de outras etnias, e lembrou que esse consumo tem relação com o câncer de mama.

A publicação aponta ainda que desigualdades socioeconômicas, dificuldades de acesso e situações de estresse ligadas às condições de vida podem contribuir para as disparidades. O documento destaca a importância de considerar fatores de ancestralidade e genética e recomenda fortalecer políticas de prevenção e promoção da saúde, voltadas a fatores de risco modificáveis, como obesidade e consumo de álcool, e a práticas protetoras, como alimentação saudável, atividade física e aleitamento materno.

Panorama da doença e o lançamento

O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres no Brasil, e cerca de quatro em cada cinco diagnósticos ocorrem a partir dos 50 anos. Estima-se que aproximadamente 17% dos casos possam ser prevenidos com hábitos saudáveis, entre eles atividade física, manutenção do peso adequado, evitar bebidas alcoólicas e amamentar.

A publicação foi lançada durante o evento Outubro Rosa, realizado no Inca da Praça Cruz Vermelha, no centro do Rio de Janeiro. A data também marcou o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra.

A artesã Solange Barbosa de Freitas, de 57 anos, relatou que descobriu a doença em 2019, durante uma campanha de exame de rotina do Outubro Rosa, sem apresentar sintomas. Ela contou que passou por três cirurgias, retirou uma das mamas e fez a reconstrução. Segundo Solange, ela foi a primeira da família por parte de mãe a ter câncer de mama.

Em outra reportagem, o Metropoles informou que, no Distrito Federal, 70% das mulheres com câncer de mama começam o tratamento após 60 dias. Conforme o veículo, uma lei estabelece que o atendimento oncológico deve ocorrer em até 60 dias após o diagnóstico. O material disponível não detalha o período analisado nem a origem desses números.

Questões individuais sobre exames, rastreamento e fatores de risco devem ser tratadas com um profissional de saúde.

Perguntas frequentes

Por que mulheres negras morrem mais de câncer de mama, segundo o Inca?

Segundo representantes do Inca, o dado pode estar ligado ao acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento, à maior incidência do subtipo triplo negativo, considerado mais grave, e a menor realização de exames de rastreamento. A publicação também cita fatores socioeconômicos, estresse, ancestralidade e genética.

Qual é o prazo legal para começar o tratamento oncológico?

De acordo com o Metropoles, a lei estabelece prazo de até 60 dias entre o diagnóstico e o início do tratamento.

Fontes

Agência BrasilMetrópoles

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Aviso: conteúdo informativo, baseado em fontes públicas. Não substitui consulta, diagnóstico ou orientação de um profissional de saúde.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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