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Mais de 3 milhões de adolescentes não completaram a vacinação contra a dengue

Dados apresentados pelo diretor do PNI mostram que a segunda dose, aplicada três meses após a primeira, ainda não foi tomada por parte do público-alvo.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Mais de 3 milhões de adolescentes não completaram a vacinação contra a dengue
Foto: Agência Brasília from Brasília, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo rápido

  • Mais de 3 milhões de adolescentes tomaram a primeira dose da vacina contra a dengue e ainda não completaram o esquema.
  • Segundo o PNI, mais de 11,8 milhões de doses foram aplicadas no país, sendo 7,6 milhões de primeira dose e 4,2 milhões de segunda.
  • Quase 4 milhões de doses enviadas aos municípios ainda não foram aplicadas.
  • A vacina do Butantan segue suspensa desde junho, após três casos graves e dois óbitos entre mais de 500 mil vacinados, sem confirmação de relação de causa.

Mais de 3 milhões de adolescentes que receberam a primeira dose da vacina contra a dengue ainda não voltaram aos postos de saúde para completar o esquema. A imunização é feita em duas doses, e a proteção completa só é obtida depois da segunda, que deve ser aplicada três meses após a primeira, segundo informações divulgadas pela Agência Brasil.

Os números foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, durante a 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, realizada no Rio de Janeiro. De acordo com ele, mais de 11,8 milhões de doses já foram aplicadas no país: 7,6 milhões como primeira dose e 4,2 milhões como segunda. Além disso, quase 4 milhões de doses enviadas aos municípios ainda não foram utilizadas.

Período de maior circulação e dificuldade de adesão

Gatti lembrou que os casos de dengue costumam aumentar no verão no Brasil e que, nesta temporada, o aumento pode ser mais intenso por causa do fenômeno El Niño. Ele afirmou que vacinar adolescentes é complicado porque eles tendem a não perceber o risco da doença. Por isso, segundo o diretor, o ideal é vacinar no período intersazonal, quando a incidência é menor, para que a pessoa chegue à temporada de alta já protegida.

A vacina usada na rede pública é a Qdenga, fabricada pela farmacêutica japonesa Takeda. Gatti reconheceu que a capacidade de produção da empresa não atende a toda a população brasileira, mas afirmou que o fornecimento para o público-alvo está garantido. Além das doses entregues em 2024 e 2025, há contrato vigente para a entrega de 9 milhões de doses neste ano e de outras 9 milhões em 2027.

Público-alvo e vacina do Butantan

A vacinação começou pelos municípios mais afetados pela doença, avançou de forma gradual e hoje ocorre em todo o país. O público-alvo é formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Segundo Gatti, quando o imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), os dados de segurança eram mais robustos para a faixa de 4 a 16 anos, e, dentro dela, o risco de adoecer com gravidade é maior entre 10 e 14 anos. Ele disse que já existem mais dados de segurança e que ampliar a vacinação para faixas etárias mais velhas é uma possibilidade, mas que isso exige cautela em aspectos operacionais, orçamentários e de segurança.

O diretor também informou que a aplicação da vacina produzida pelo Instituto Butantan segue suspensa. A medida foi tomada em junho pelo Ministério da Saúde, depois da identificação de três casos de dengue grave após a vacinação, com dois óbitos, entre mais de 500 mil pessoas vacinadas. Ainda não está confirmado que o imunizante tenha causado a doença, mas a coincidência no tempo foi tratada pela pasta como um sinal de segurança.

Segundo Gatti, a suspensão não significa o cancelamento da vacina, e são necessários estudos complementares para avaliar se o sinal compromete a segurança do produto. Ele descreveu o imunizante como uma grande esperança para o país, por ser tecnologia nacional, e disse que a meta era vacinar de 40 a 60 milhões de pessoas por ano, alcançando em três anos toda a população elegível. Antes disso, afirmou, é preciso esclarecer as lacunas surgidas com o sinal de segurança.

A orientação individual sobre vacinação, incluindo a data da segunda dose, deve ser buscada com profissionais de saúde ou nos postos de saúde.

Perguntas frequentes

Quando deve ser tomada a segunda dose da vacina contra a dengue?

Segundo a Agência Brasil, a segunda dose deve ser aplicada três meses depois da primeira, e a proteção completa só ocorre após ela.

Quem é o público-alvo da vacinação contra a dengue no SUS?

De acordo com a reportagem, são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, e a vacinação já é feita em todo o país.

Fontes

Agência Brasil

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Aviso: conteúdo informativo, baseado em fontes públicas. Não substitui consulta, diagnóstico ou orientação de um profissional de saúde.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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