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Textura vira aposta da indústria de alimentos, e artigo cobra regras sem interferência

Texto na Folha cita aumento da procura por snacks pela textura e defende que diretrizes alimentares sejam definidas sem peso igual para a indústria.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Textura vira aposta da indústria de alimentos, e artigo cobra regras sem interferência
Foto ilustrativa · Foto: Haberdoedas / Unsplash · Fotos do Unsplash

Resumo rápido

  • Artigo na Folha diz que a textura é a nova aposta da indústria de alimentos para estimular o consumo.
  • Estimativa da Mintel citada no texto aponta alta de 28% em dois anos na procura por snacks pela textura, ante 8% de aumento da oferta.
  • Experimento com 50 adultos mostrou ingestão de energia 26% menor com alimentos duros do que com macios, mas os estudos são curtos e de laboratório.
  • O autor defende que a indústria não tenha o mesmo peso da ciência na definição de diretrizes alimentares.

Um artigo de opinião publicado pela Folha em 27 de outubro de 2026 discute o interesse da indústria alimentícia pela textura dos produtos e defende que o setor privado não tenha o mesmo peso da ciência na formulação de diretrizes alimentares. O texto é assinado por um professor do Centro de Medicina do Estilo de Vida da Faculdade de Medicina da USP, que também é autor do livro 'Bel, a Experimentadora'.

O que a indústria busca com a textura

O autor parte de uma reportagem da revista The Economist, republicada pela Folha, segundo a qual a textura é a mais recente aposta das empresas do setor. Ele lembra que as fabricantes já ajustam diversos aspectos dos produtos para torná-los atraentes, como as cores da embalagem, o aroma e o marketing.

De acordo com estimativa da consultoria Mintel, baseada em conversas em redes sociais nos Estados Unidos, a procura por snacks que prometem prazer ligado à textura cresceu 28% em dois anos. A oferta, no mesmo período, avançou 8%. Segundo a reportagem citada, uma das explicações seria o uso das canetas emagrecedoras, que reduzem o apetite e levam quem vai petiscar a pensar duas vezes. Outra seria a influência de vídeos em que criadores de conteúdo mastigam alimentos com o som amplificado, associados à sensação conhecida como resposta sensorial meridiana autônoma (ASMR). O texto afirma que empresas já produzem anúncios para provocar essa sensação.

O que a ciência observou até agora

O artigo também menciona pesquisas sobre o efeito da textura no consumo. Alimentos que pedem mais mastigação tendem a ser ingeridos de forma mais lenta e em menor quantidade. Em um experimento com 50 adultos, refeições feitas com alimentos duros resultaram em ingestão de energia 26% menor do que as de consistência macia.

A característica é apontada como possível fator no consumo excessivo de ultraprocessados, categoria que reúne produtos feitos com formulações industriais e vários aditivos. O texto ressalta, porém, que o efeito não se limita a eles, já que alimentos macios pouco processados também foram mais consumidos. O autor faz uma ressalva: quase todo o conhecimento disponível vem de estudos de laboratório, de curta duração e com adultos jovens sem obesidade.

Argumento sobre políticas públicas

Para o autor, indústria e ciência independente fazem a mesma pergunta, sobre como a textura influencia o quanto se come, mas têm objetivos opostos: a primeira procura ampliar o consumo, e a segunda, evitar o excesso. Ele sustenta que políticas públicas não devem ser elaboradas para atender a interesses privados e afirma que o compromisso das empresas é com os acionistas, sem que isso signifique, segundo ele, atribuir vilania ao setor.

O texto cita uma série da revista The Lancet, de 2025, segundo a qual a lucratividade dos ultraprocessados impulsiona a expansão da indústria, que atuaria junto ao poder público para dificultar a regulação por meio de lobby, litígio e criação de dúvidas científicas. Em uma revisão de 76 documentos de 24 países da América Latina e do Caribe, 69 descreviam estratégias para influenciar quem formula políticas.

O artigo menciona ainda o caso do Chile, que adotou a rotulagem frontal, informação nutricional exibida na parte da frente das embalagens, mesmo diante de pressão. Entre 2014 e 2022, um registro público de lobby apontou 237 reuniões de indústrias de alimentos e bebidas açucarados com autoridades. Dúvidas sobre alimentação e saúde devem ser levadas a um profissional de saúde, que pode orientar cada caso.

Perguntas frequentes

O que o experimento citado mostrou sobre a textura dos alimentos?

Segundo o artigo, em um estudo com 50 adultos, refeições com alimentos duros reduziram em 26% a ingestão de energia em relação às de consistência macia. O autor ressalta que quase tudo o que se sabe vem de estudos de laboratório, de curta duração e com adultos jovens sem obesidade.

Quem assina o artigo?

O texto é de um professor do Centro de Medicina do Estilo de Vida da Faculdade de Medicina da USP, autor do livro 'Bel, a Experimentadora'. O nome não consta no material disponível.

Fontes

Folha

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Aviso: conteúdo informativo, baseado em fontes públicas. Não substitui consulta, diagnóstico ou orientação de um profissional de saúde.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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