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Ultraprocessados: debate científico e político segue aberto, diz pesquisador

Em artigo publicado pela Folha, o professor Garrett M. Broad afirma que a discussão sobre esses alimentos é menos encerrada do que parece e que até a definição do termo é contestada.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Ultraprocessados: debate científico e político segue aberto, diz pesquisador
Foto ilustrativa · Foto: Valeriano Escobar / Unsplash · Fotos do Unsplash

Resumo rápido

  • Artigo na Folha, de Garrett M. Broad, da Rowan University, diz que o debate sobre ultraprocessados está longe de encerrado.
  • Estudos associam esses alimentos a doenças crônicas, e alguns especialistas defendem suspender sua produção e consumo no mundo.
  • Céticos falam em pânico moral e dizem que alguns ultraprocessados podem integrar uma alimentação saudável.
  • O autor afirma que a própria definição de ultraprocessado é altamente contestada.

Um artigo publicado pela Folha em 27 de outubro de 2026 analisa a ciência e a política por trás da forte rejeição aos alimentos ultraprocessados. O texto é assinado por Garrett M. Broad, professor de estudos da comunicação da Rowan University, nos Estados Unidos. Segundo ele, esses produtos têm hoje uma reputação muito negativa, mas a discussão sobre eles está longe de ser consensual.

O que está em debate

De acordo com o autor, estudos já associaram os ultraprocessados a diversas doenças crônicas. Ele afirma que jornalistas e influenciadores da área da saúde chegam a tratá-los como veneno e que alguns especialistas em saúde pública defendem a suspensão mundial da produção e do consumo. Broad, porém, avalia que o assunto é mais controverso do que aparenta. Ele diz pesquisar movimentos sociais ligados à alimentação saudável e sustentável e relata que vem documentando a história dos alimentos processados e os debates sobre o ultraprocessamento.

Para explicar o conceito, o professor descreve os ultraprocessados como formulações industriais feitas em larga escala. Eles usam ingredientes que normalmente não aparecem na cozinha de uma casa e, em geral, têm pouco ou nenhum alimento integral em sua composição. Ainda assim, ele ressalta que a própria definição do termo é bastante contestada.

Segundo o artigo, há um grupo crescente de pessoas que considera o ultraprocessamento um risco à saúde pública. Do outro lado, céticos argumentam que o fervor em torno do tema virou um pânico moral e sustentam que certos ultraprocessados podem ser parte de uma alimentação saudável. O texto apresenta as duas posições como parte de uma disputa ainda em andamento.

Do cozimento à era industrial

O autor lembra que a humanidade processa alimentos desde sempre, transformando plantas e animais em ingredientes e produtos. Historiadores costumam apontar o cozimento como a primeira forma de processamento, com origem que remonta a até 2 milhões de anos. Com o passar do tempo, surgiram outras técnicas tradicionais, como moagem, fermentação, secagem e prensagem.

Na era industrial, a partir de meados do século 18, vieram novos métodos, entre eles o enlatamento, a pasteurização e a refrigeração. Segundo Broad, essas inovações mudaram não só a forma de comer, mas a sociedade como um todo. Antes delas, quase tudo era produzido localmente, num raio de poucas dezenas de quilômetros, e os alimentos frescos eram consumidos rapidamente para não estragar. O processamento prometia mais segurança alimentar, maior durabilidade, qualidade, praticidade, sabor e benefícios à saúde, e o mundo se urbanizou à medida que cadeias de abastecimento regionais e internacionais se formaram.

De meados do século 20 até o século 21, de acordo com o texto, os fabricantes incorporaram tecnologias cada vez mais complexas, tornando os produtos mais padronizados para o mercado de massa e mais práticos para o consumidor. Especialistas em saúde pública passaram a alertar que os itens menos saudáveis continham muito sal, açúcar e gordura saturada, nutrientes associados à obesidade, ao diabetes e a outras doenças relacionadas à alimentação.

O que ainda não está claro

O trecho do artigo disponível para esta reportagem é interrompido quando o autor começa a tratar de meados dos anos 2000. Por isso, os argumentos seguintes, inclusive sobre a política do tema, não puderam ser detalhados aqui. Também não constam no material dados específicos sobre o grau de risco dos ultraprocessados. Dúvidas sobre a alimentação de cada pessoa devem ser levadas a um profissional de saúde.

Perguntas frequentes

O que são alimentos ultraprocessados, segundo o artigo?

São formulações industriais produzidas em massa, com ingredientes que normalmente não estão na cozinha doméstica e, em geral, pouco ou nenhum alimento integral. O autor ressalta que a definição é muito contestada.

Há consenso sobre os riscos desses alimentos?

Segundo o artigo, não. Estudos os associam a doenças crônicas e alguns especialistas pedem sua suspensão global, mas céticos falam em pânico moral e dizem que alguns podem fazer parte de uma alimentação saudável.

Fontes

Folha

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Aviso: conteúdo informativo, baseado em fontes públicas. Não substitui consulta, diagnóstico ou orientação de um profissional de saúde.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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