Quarta-feira, 4 de novembro de 2026Atualizado às 19h57
O que está bombando no Brasil, em poucas linhas
Dólar R$ 5,46 ▼0,55%Euro R$ 6,13 ▼0,30%Ibovespa 167.563 ▲1,23%Bitcoin R$ 440.624 ▲3,22%Ethereum R$ 13.306 ▲5,84%
InícioSaúde

Rabdomiólise: o que se sabe sobre a condição citada na morte de corredora em Nova York

Rachel Apa, de 24 anos, desmaiou perto da chegada da Maratona de Nova York. A família atribui a morte à rabdomiólise; especialistas explicam a condição.

Texto: Redação
Compartilhar
SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Rabdomiólise: o que se sabe sobre a condição citada na morte de corredora em Nova York
Foto: Adjoajo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Resumo rápido

  • Rachel Apa, de 24 anos, desmaiou a pouco mais de 3 km da chegada da Maratona de Nova York, no domingo (1º), e morreu.
  • Segundo a família, a causa foi rabdomiólise, lesão muscular aguda associada a esforço físico muito intenso.
  • Especialistas ouvidos pelo g1 e pela Folha dizem que a condição pode afetar iniciantes e também atletas, em várias modalidades.
  • Dor intensa, fraqueza, inchaço e urina escura estão entre os sinais citados.
Publicidade

A norte-americana Rachel Apa, de 24 anos, morreu após passar mal durante a Maratona de Nova York, no domingo (1º). Ela disputava a primeira prova de 42 km da vida e desmaiou a pouco mais de 3 km da linha de chegada. De acordo com a família, a causa da morte foi a rabdomiólise, condição que pode surgir após um esforço físico muito intenso.

A corredora foi socorrida e passou por reanimação, mas não resistiu. O g1 informa que a morte ocorreu horas depois do desmaio. Segundo a Folha, que cita informações do jornal New York Times, ela havia se preparado durante meses para a prova. O g1 relata que Rachel corria para arrecadar dinheiro para pesquisas sobre a doença de Parkinson, em memória do avô. As fontes atribuem a causa da morte à família e não mencionam laudo oficial.

O que é a rabdomiólise

A médica do esporte Karina Hatano, do Espaço Einstein - Esporte e Reabilitação, explica que qualquer exercício provoca microlesões nas fibras musculares. Esse desgaste é uma resposta normal ao esforço e, em condições habituais, o organismo consegue lidar com ele. Na rabdomiólise, a destruição das fibras é tão extensa que as substâncias liberadas se acumulam no sangue. O g1 descreve o quadro como aquele em que a quantidade de enzimas produzidas supera a capacidade do corpo de processá-las.

Uma dessas substâncias é a mioglobina, proteína que ajuda os músculos a armazenar oxigênio. Em excesso, ela pode prejudicar o trabalho dos rins, responsáveis por filtrar o sangue. Segundo Hatano, a falha desses órgãos leva à insuficiência renal aguda, situação considerada muito perigosa. A Folha acrescenta que a destruição muscular também libera potássio, que, em concentrações elevadas, pode alterar o funcionamento do coração. Nos casos mais graves, as complicações podem levar à morte.

Quem pode ser afetado e quais os sinais de alerta

De acordo com a Folha, o risco está ligado principalmente à intensidade do esforço em relação à capacidade do corpo de suportá-lo. O médico Fabrício Buzatto, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), afirma ao g1 que sedentários e iniciantes ficam mais expostos, pois atletas costumam ter acompanhamento do desgaste do corpo. A Folha ressalta que a condição não é exclusiva desse grupo: atletas e praticantes regulares também podem desenvolvê-la, principalmente ao aumentar muito a carga de treino ou se exercitar em condições desfavoráveis.

As duas reportagens indicam que o problema não depende da modalidade, e sim da sobrecarga muscular. Podem estar envolvidos corrida, musculação, crossfit, spinning, funcional e futebol. Hatano observa que o quadro tende a aparecer em atividades que entram na moda, porque muitas pessoas sem preparo as começam e se expõem a uma intensidade para a qual o corpo não estava pronto. A Folha lista ainda outros possíveis gatilhos: traumatismos, infecções, exposição prolongada ao calor e o uso de certos medicamentos, como as estatinas.

Entre os sintomas citados estão dor muscular intensa, fraqueza, inchaço e urina escura, com cor semelhante à de chá ou refrigerante de cola. Nem todos os pacientes apresentam esses sinais, e a dor é comum após o exercício, o que dificulta a identificação. A Folha informa que dor persistente ou de intensidade incomum, fraqueza acentuada e mudança na cor da urina são motivos para buscar atendimento médico. Os sintomas podem surgir durante a atividade ou horas e dias depois, e a avaliação médica inclui exames de sangue.

As fontes não detalham as condições de saúde de Rachel antes da prova nem o resultado de exames. Para qualquer dúvida sobre sintomas ou sobre a prática de exercícios, a orientação individual deve vir de um profissional de saúde.

Publicidade

Perguntas frequentes

O que é rabdomiólise?

Segundo as fontes, é uma condição em que a destruição das fibras musculares é tão extensa que substâncias como a mioglobina se acumulam no sangue e podem prejudicar os rins e, em casos graves, o coração.

Quais são os sinais de alerta?

A Folha cita dor muscular intensa, fraqueza, inchaço e urina escura. Dor persistente ou incomum, fraqueza acentuada e mudança na cor da urina são motivos para procurar atendimento médico.

Fontes

Folhag1

Comentários

Carregando…

Aviso: conteúdo informativo, baseado em fontes públicas. Não substitui consulta, diagnóstico ou orientação de um profissional de saúde.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

Leia também