Sexta-feira, 30 de outubro de 2026Atualizado às 12h40
O que está bombando no Brasil, em poucas linhas
Dólar R$ 5,42 ▲0,68%Euro R$ 6,05 ▲0,54%Ibovespa 167.534 ▼0,98%Bitcoin R$ 420.115 ▼4,19%Ethereum R$ 12.081 ▼4,90%
InícioSaúde

Família de goleiro de 14 anos doa órgãos do adolescente; saiba como ser doador

Miguel Meneses, do sub-15 do São José, teve morte encefálica. Coração, córneas, rins e fígado foram captados e devem beneficiar ao menos seis pessoas.

Texto: Redação
Compartilhar
SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Família de goleiro de 14 anos doa órgãos do adolescente; saiba como ser doador
Foto: Scottish Government / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo rápido

  • A família do goleiro Miguel Meneses, de 14 anos, doou os órgãos após a morte encefálica.
  • Coração, córneas, rins e fígado foram captados e devem beneficiar ao menos seis pessoas.
  • Segundo o Ministério da Saúde, quase 50 mil pessoas aguardam um órgão no país.
  • É possível registrar a vontade de doar na nova identidade ou por autorização eletrônica gratuita.

A família do goleiro Miguel Meneses, de 14 anos, do time sub-15 do São José, decidiu doar os órgãos do adolescente após a constatação da morte encefálica. De acordo com o g1, foram captados o coração, as córneas, os rins e o fígado, que devem ajudar a salvar a vida de, no mínimo, seis pessoas.

Uma chamada de matéria relacionada, citada pelo g1, menciona que o jovem morreu em um acidente. As fontes consultadas não detalham as circunstâncias, nem a data do episódio.

Prazos para o transplante

Karina Higa, enfermeira da Comissão de Doação e Transplantes do Hospital Municipal de São José, afirmou que até seis pessoas foram beneficiadas. Ela explicou que o coração precisa ser transplantado em até quatro horas e que os demais órgãos admitem um intervalo um pouco maior. Segundo o g1, a córnea é o único órgão que não exige coração batendo para ser transplantado.

O especialista Gustavo Fernandes Ferreira, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), explica que apenas pessoas com morte encefálica podem doar órgãos sólidos.

A fila de espera no país

De acordo com dados do Ministério da Saúde, quase 50 mil pessoas aguardam por um órgão no Brasil. A maior parte espera por um rim, pouco mais de 46 mil pacientes. Em seguida aparecem a fila do fígado, com 2.377 pessoas, e a do coração, com 516. Para córneas, a espera reúne pouco mais de 38 mil pessoas. O g1 afirma que o país é referência mundial em transplantes, mas enfrenta dificuldade para conseguir doadores, e dezenas de pessoas morrem na fila.

No Brasil, a doação depende da decisão da família. Por isso, a recomendação é que a pessoa comunique em vida o seu desejo aos parentes.

Como formalizar a vontade de doar

Hoje há duas formas de registrar o interesse. A primeira é pela nova Carteira de Identidade, que traz no verso a informação de doador de órgãos após a morte. Para isso, a pessoa deve pedir a inclusão do dado na hora de emitir o documento. A equipe médica, ao consultar a identidade, saberá do desejo e poderá comunicá-lo à família antes da decisão. O documento também informa o tipo sanguíneo e o fator RH. Quem já se declarou doador na identidade antiga continua com o registro válido até 2032, e quem não tem essa indicação pode emitir uma nova carteira.

A segunda forma é a autorização eletrônica, disponível desde abril deste ano. O processo é digital, feito pelo site www.aedo.org.br, com preenchimento e envio de formulário. Um cartório então contata o interessado por chamada de vídeo para confirmar os dados. A declaração não tem custo. Depois disso, a Central Nacional de Doadores de Órgãos passa a identificar o doador pela consulta ao CPF e avisa a família antes da decisão.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça, responsável pela iniciativa, mais de 4 mil pessoas fizeram o registro em um mês. Dúvidas individuais sobre doação e transplante devem ser esclarecidas com profissionais de saúde.

Perguntas frequentes

Como declarar que quero ser doador de órgãos?

Segundo o g1, é possível incluir a informação na nova Carteira de Identidade ou fazer a autorização eletrônica pelo site www.aedo.org.br, que é gratuita e confirmada por cartório em chamada de vídeo. A doação, no entanto, depende da decisão da família, por isso é importante avisar os parentes.

Quem pode doar órgãos sólidos?

De acordo com Gustavo Fernandes Ferreira, da ABTO, apenas pessoas com morte encefálica podem doar órgãos sólidos.

Fontes

g1

Comentários

Carregando…

Aviso: conteúdo informativo, baseado em fontes públicas. Não substitui consulta, diagnóstico ou orientação de um profissional de saúde.

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

Leia também