Quinta-feira, 29 de outubro de 2026Atualizado às 02h44
O que está bombando no Brasil, em poucas linhas
Dólar R$ 5,35 ▼0,03%Euro R$ 5,96 ▼0,12%Ibovespa 171.006 ▼2,68%Bitcoin R$ 428.968 ▼0,88%Ethereum R$ 12.426 ▼1,22%
InícioSeu Bolso

União libera R$ 950 milhões para instalar o comitê que vai gerir o novo IBS

Contrato assinado no Ministério da Fazenda financia a estrutura do órgão que cuidará do imposto que substituirá ICMS e ISS. O valor terá de ser devolvido à União.

Texto: Redação
Compartilhar
SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
União libera R$ 950 milhões para instalar o comitê que vai gerir o novo IBS
Foto: Agência Brasil Fotografias / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo rápido

  • A União vai liberar R$ 950 milhões para instalar e iniciar o funcionamento do Comitê Gestor do IBS.
  • O contrato foi assinado na terça-feira (27), no Ministério da Fazenda, e cobre recursos de 2025 e 2026.
  • O IBS vai unificar e substituir o ICMS e o ISS.
  • O comitê devolverá o valor com correção pela Selic, em 20 parcelas semestrais a partir de 2029.

A União vai liberar R$ 950 milhões para custear a instalação e o funcionamento inicial do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS). O órgão ficará responsável por administrar o IBS, tributo de competência de estados e municípios criado pela reforma tributária sobre o consumo.

O contrato de operação de crédito foi assinado na terça-feira (27), no Ministério da Fazenda. O documento autoriza o recebimento de recursos referentes aos anos de 2025 e 2026.

Para que servirá o dinheiro

Segundo a Agência Brasil, a verba será usada para montar a estrutura administrativa, tecnológica e de pessoal que o comitê precisa para funcionar. Entre as tarefas do órgão estão a arrecadação do IBS, a fiscalização e a distribuição da receita entre os estados, o Distrito Federal e os municípios.

O IBS vai unificar e substituir dois tributos já conhecidos do contribuinte: o ICMS, de competência estadual, e o ISS, cobrado pelos municípios. A estruturação do comitê é uma das etapas necessárias para que a reforma do consumo saia do papel.

Empréstimo precisa ser devolvido

A operação de crédito está prevista na Emenda Constitucional 132/2023, que reformulou a tributação sobre o consumo, e foi regulamentada pela Lei Complementar 214/2025. A legislação determina que a União financie as despesas de instalação do comitê entre 2025 e 2028, respeitados os limites definidos em lei.

O montante não é uma doação. O comitê deverá devolver integralmente o valor à União, com correção pela taxa Selic. O pagamento será feito em 20 parcelas semestrais, a partir de 2029, com recursos da própria arrecadação do IBS.

O presidente do CGIBS, Flávio César de Oliveira, afirmou que o financiamento permitirá avançar na implantação da infraestrutura tecnológica e na organização das equipes. Ele também ressaltou a importância da cooperação entre União, estados e municípios para cumprir o cronograma da reforma. A operação havia sido autorizada pelo Conselho Superior do comitê no início de outubro, e as negociações com a Secretaria do Tesouro Nacional foram conduzidas pela Diretoria Executiva e pela primeira vice-presidência do órgão.

O que ainda não está claro

As informações divulgadas tratam da estrutura do órgão e do financiamento, e não detalham efeitos diretos sobre o bolso do consumidor, como preços, alíquotas do IBS ou datas de cobrança do novo imposto. Não há, portanto, regra nova a ser cumprida pelo cidadão neste momento. Como notícia relacionada, a Agência Brasil lista a aprovação, pelo TCU, do cálculo da alíquota de referência da CBS em 11,3%.

Perguntas frequentes

O comitê terá de devolver o dinheiro?

Sim. O valor será devolvido integralmente à União, com remuneração pela taxa Selic, em 20 parcelas semestrais a partir de 2029, com recursos da arrecadação do IBS.

O que o IBS vai substituir?

O IBS vai unificar e substituir o ICMS, de competência estadual, e o ISS, cobrado pelos municípios.

Fontes

Agência Brasil

Comentários

Carregando…

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

Leia também