Simulação recria como o Universo primitivo saiu da escuridão, mostram imagens
Um grupo internacional divulgou imagens do Lumina, simulação em supercomputador que mostra bolhas de luz se formando em torno das primeiras galáxias.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Resumo rápido
- Pesquisadores divulgaram no domingo (25) imagens que recriam como o Universo saiu da escuridão.
- As imagens vêm do Lumina, simulação feita em supercomputador por um grupo internacional.
- O modelo partiu de condições logo após o Big Bang, medidas por satélites, e aplicou as leis da física.
- Nas cenas, bolhas de luz em torno das primeiras galáxias crescem, se juntam e dissolvem a névoa de gás frio.
Um grupo internacional de astrofísicos divulgou, no domingo (25), imagens que reconstroem como o Universo deixou de ser um lugar escuro nos seus primeiros tempos. As cenas foram produzidas por uma simulação em supercomputador chamada Lumina e, segundo o g1, mostram a chamada "infância" do cosmos, quando estrelas e buracos negros ajudaram a acender o espaço.
Nas imagens, bolhas de luz aparecem ao redor das primeiras galáxias. Com o passar do tempo simulado, essas bolhas crescem, se encontram e se fundem. Aos poucos, elas eliminam a névoa de gás frio que encobria o cosmos primitivo, num processo que ajuda a entender como o espaço ficou transparente à luz.
Como a simulação foi feita
De acordo com o g1, os pesquisadores forneceram ao computador as condições do Universo logo depois do Big Bang, conforme medidas por satélites. Em seguida, deixaram que as leis da física atuassem sobre esses dados iniciais. A máquina calculou, passo a passo, como o material se organizaria e como a luz se espalharia, e o resultado foi transformado em imagens.
É importante distinguir esse tipo de trabalho de uma fotografia. As imagens do Lumina não são registros diretos do passado, e sim o produto de um modelo matemático. Simulações desse tipo servem para testar se as regras conhecidas da física, aplicadas a um ponto de partida medido, conseguem reproduzir o que os astrônomos esperam do Universo primitivo.
Por que essa fase importa
Em linhas gerais, após o Big Bang o Universo era preenchido por gás, e as primeiras estrelas e galáxias ainda estavam por se formar. A luz dessas primeiras fontes alterou o gás ao redor, e os astrônomos costumam chamar esse período de reionização. Ele é considerado uma etapa central para explicar como o cosmos passou de um ambiente escuro para o que se observa hoje.
Os textos do g1 destacam o papel de estrelas e buracos negros nessa transição. A simulação ajuda a visualizar de que forma a luz vinda dessas fontes poderia ter se espalhado, formando regiões iluminadas que se ampliam até dominar o espaço.
O que ainda não está claro
As fontes consultadas trazem apenas um resumo do trabalho. Não ficam detalhados, por exemplo, quais instituições integram o grupo, quanto tempo a simulação levou para rodar, qual o tamanho do trecho do Universo representado ou se os resultados já passaram por revisão de outros cientistas. Também não há informação sobre como as imagens serão comparadas com observações reais.
Por isso, o material deve ser lido como uma divulgação de resultados de uma simulação, e não como uma confirmação definitiva de cada detalhe de como o Universo primitivo se iluminou. Comparações com dados de telescópios costumam ser a etapa seguinte nesse tipo de pesquisa.
Perguntas frequentes
As imagens do Lumina são fotos do Universo primitivo?
Não. Segundo o g1, são imagens geradas por uma simulação em supercomputador, que aplicou as leis da física a condições iniciais medidas por satélites.
O que as imagens mostram?
Bolhas de luz que surgem em torno das primeiras galáxias, crescem, se juntam e aos poucos dissolvem a névoa de gás frio que encobria o cosmos primitivo.
Fontes
g1Comentários
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