Segunda-feira, 26 de outubro de 2026Atualizado às 10h34
O que está bombando no Brasil, em poucas linhas
Dólar R$ 5,58 ▲12,40%Euro R$ 5,60 ▲0,69%Ibovespa 205.083 0,00%Bitcoin R$ 396.583 ▼0,66%Ethereum R$ 11.477 ▼0,85%
InícioEconomia

Dólar abre em alta de mais de 8% após reeleição de Lula; entenda o efeito no bolso

Moeda passou de R$ 5,40, juros futuros subiram e a Bolsa tinha queda indicada. Veja o que os termos significam para crédito, inflação e investimentos.

Texto: Redação
Compartilhar
SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Dólar abre em alta de mais de 8% após reeleição de Lula; entenda o efeito no bolso
Foto: Alexander-93 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Resumo rápido

  • O dólar abriu em alta de cerca de 8,7%, a R$ 5,424, na primeira sessão após a reeleição de Lula.
  • Os juros futuros subiram, com o DI para janeiro de 2031 avançando 182 pontos-base, a 14,460%, segundo a Folha.
  • Indicadores no exterior sinalizavam queda forte da Bolsa e possível acionamento do circuit breaker, que ocorre com queda de 10% do Ibovespa.
  • Analistas apontam risco de menos espaço para cortes da Selic e de crédito mais caro, diante da incerteza fiscal.

O dólar abriu em forte alta frente ao real nesta segunda-feira (26), primeiro dia de negócios após a reeleição do presidente Lula (PT). Por volta das 9h10, segundo a Folha, a moeda avançava 8,71%, cotada a R$ 5,424. O UOL registrou, nos primeiros minutos, variação de 8,65% sobre o fechamento de sexta-feira, quando a divisa havia recuado 0,9%. A diferença se explica pelo horário de cada medição.

Lula venceu o segundo turno, no domingo (25), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL). No primeiro turno, Flávio havia terminado na frente, com 47,03%, ante 45,16% de Lula. Analistas citados pelo UOL afirmam que o resultado contrariou o que predominava no mercado, já que as pesquisas consideradas apontavam o senador à frente.

Juros futuros e Bolsa sob pressão

Os juros futuros também subiram. Segundo a Folha, a taxa DI para janeiro de 2027 avançava 52 pontos-base, a 13,983%, e a de janeiro de 2031 subia 182 pontos-base, a 14,460%. A Exame informou alta de 1,93 ponto percentual na taxa de janeiro de 2033, a 14,58% ao ano. A taxa DI vem dos contratos de depósito interfinanceiro e serve de referência para o que o mercado espera de juros no futuro. Um ponto-base equivale a 0,01 ponto percentual.

Na Bolsa, os sinais eram negativos. De acordo com o UOL, o EWZ, fundo de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, caía 26,74% na pré-abertura em Nova York. A Exame noticiou queda de 15% no Ibovespa futuro. O circuit breaker é o mecanismo que interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa cai 10% em relação ao fechamento anterior. A B3 ampliou, só para esta sessão, o limite superior de oscilação diária dos contratos futuros de dólar, de 6% para 8,4%, e ajustou também os limites dos contratos de DI.

O movimento foi mais forte no Brasil do que no exterior: o índice DXY, que mede o dólar frente a outras moedas, subia 0,12% no mesmo horário, segundo a Folha. Depois do primeiro turno, a Bolsa tinha subido 7,70%, aos 206.911 pontos, e o dólar caíra 4,11%, a R$ 5,001. Desde agosto, a moeda recuava cerca de 2% e a Bolsa subia 15,3%. Uma pesquisa do Citibank com 73 gestores indicou que 80% esperavam queda superior a 5% do Ibovespa nesta segunda.

O que pode mudar no bolso

Segundo a Folha, investidores temem que não haja medidas suficientes para ajustar as contas públicas. Isso tende a elevar o prêmio de risco, ou seja, o retorno extra que o mercado exige para financiar o governo. Com juros mais altos, o crédito pode ficar mais caro para as empresas e as perspectivas de lucro podem diminuir, o que pressiona as ações.

Para o consumidor, o ponto de atenção é a taxa Selic, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central, que influencia financiamentos e rendimentos. Profissionais ouvidos pelo UOL dizem que um real mais fraco pode elevar as expectativas de inflação e reduzir o espaço para cortes de juros. O analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, afirmou que parte das projeções ainda prevê corte em novembro, mas a continuidade do ciclo em dezembro ficou mais incerta. Em termos gerais, um dólar mais alto tende a encarecer produtos e insumos importados, embora as fontes não detalhem esse efeito.

O economista Leonardo Mendes, da Manchester Investimentos, disse que o mercado deve reavaliar o prêmio de risco exigido para investir no Brasil. Ele avalia que a combinação de incerteza fiscal e institucional pode causar uma reprecificação mais intensa e duradoura dos ativos. Analistas também citam a decisão do STF de prorrogar a votação até as 19h, que, segundo eles, levanta dúvidas sobre previsibilidade das regras e possíveis contestações.

Ainda não está claro por quanto tempo as oscilações vão durar. A Exame registra que especialistas veem o dólar voltando à faixa de R$ 5,20 a R$ 5,30. Também não está definido se o Banco Central interromperá o ciclo de cortes da Selic. Os números citados são do início do pregão e podem mudar ao longo do dia.

Perguntas frequentes

O que é o circuit breaker da Bolsa?

Segundo a Folha, é o mecanismo que interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa cai 10% em relação ao fechamento do pregão anterior.

Por que juros futuros mais altos importam para o crédito?

De acordo com a Folha, taxas mais altas podem encarecer o crédito para as empresas e reduzir as perspectivas de lucro, o que pressiona o mercado de ações.

Fontes

UOLInfoMoneyExame

Comentários

Carregando…

Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

Leia também