Focus: mercado vê inflação de 5,19% em 2026 e reduz projeções de PIB e dólar
Boletim do Banco Central mostra queda leve na estimativa de inflação deste ano. Entenda como inflação, Selic e dólar projetados podem afetar crédito, preços e investimentos.
Revisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil

Resumo rápido
- O Boletim Focus reduziu a projeção de inflação de 2026 de 5,22% para 5,19%.
- A estimativa de crescimento do PIB em 2026 caiu de 1,83% para 1,80%, e a do dólar, de R$ 5,13 para R$ 5,05.
- A Selic projetada para o fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano; para 2027, caiu de 12% para 11,75%.
- Para 2027, a projeção de inflação subiu de 4,32% para 4,34%.
O mercado financeiro reduziu a projeção de inflação para 2026, de 5,22% para 5,19%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central. O documento também trouxe revisões para o crescimento da economia e para a cotação do dólar, indicadores que influenciam preços, crédito e investimentos.
O Focus é publicado toda semana e reúne as expectativas de mais de 100 instituições financeiras para variáveis como inflação, câmbio, juros e Produto Interno Bruto (PIB). O número que aparece no relatório é a mediana dessas projeções, ou seja, o valor central do conjunto de respostas. Trata-se de uma expectativa de mercado, e não de um resultado oficial.
O que o boletim projeta
Para 2026, a estimativa de crescimento do PIB, que mede a soma de tudo o que o país produz, caiu de 1,83% para 1,80%. A projeção para o dólar recuou de R$ 5,13 para R$ 5,05. Já a expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, ficou estável em 13,25% ao ano no fim de 2026.
Para 2027, a previsão de inflação subiu de 4,32% para 4,34%. A projeção da Selic caiu de 12% para 11,75%, a do PIB passou de 1,32% para 1,31%, e a do dólar foi de R$ 5,22 para R$ 5,15. Para 2028, a estimativa de inflação permaneceu em 3,75%, e para 2029, em 3,50%.
De acordo com o g1, a redução na estimativa de inflação ocorre mesmo com a continuação da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo e pode pressionar a inflação brasileira por meio dos combustíveis.
O que isso significa para o bolso
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) indica o ritmo de alta dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias. Uma projeção de 5,19% significa que o mercado espera que, em média, os preços acumulem esse avanço em 2026, o que reduz o poder de compra de salários e rendas que não sejam reajustados nessa proporção.
A Selic é a referência para os juros da economia. Em geral, quando ela está mais alta, financiamentos, empréstimos e o crédito do cartão tendem a ficar mais caros, e os títulos de renda fixa costumam render mais. A projeção de 13,25% para o fim de 2026 e de 11,75% para o fim de 2027 indica que o mercado espera juros ainda elevados, com possibilidade de queda no ano seguinte. A decisão sobre a taxa, porém, cabe ao Banco Central.
O câmbio afeta o preço de produtos importados, de insumos usados pela indústria e de viagens ao exterior. A estimativa de dólar mais baixo, de R$ 5,05 para o fim de 2026, é uma expectativa e pode mudar conforme o cenário externo e interno.
Como o Focus é atualizado semanalmente, as projeções variam de uma edição para outra. As fontes não detalham os motivos específicos das revisões desta semana, e o comportamento real de preços, juros e câmbio ao longo dos próximos meses ainda não está definido.
Perguntas frequentes
O que é o Boletim Focus?
É um relatório divulgado toda semana pelo Banco Central, com as projeções de mais de 100 instituições do mercado financeiro para inflação, câmbio, juros e crescimento da economia.
Qual é a projeção da Selic no Focus desta semana?
Para o fim de 2026, a expectativa ficou em 13,25% ao ano, sem mudança. Para o fim de 2027, a projeção caiu de 12% para 11,75%.
Fontes
Poder360Metrópolesg1Comentários
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