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Juiz rejeita de forma definitiva ação de Trump contra o Wall Street Journal

Magistrado da Flórida entendeu que o presidente não comprovou dolo efetivo em reportagem sobre suposta carta a Jeffrey Epstein. Equipe de Trump diz que vai seguir com o caso.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Juiz rejeita de forma definitiva ação de Trump contra o Wall Street Journal
Foto: The White House from Washington, DC / Wikimedia Commons (Public domain)

Resumo rápido

  • Um juiz federal rejeitou neste sábado (31) a ação por difamação de Trump contra o Wall Street Journal.
  • O magistrado Darrin P. Gayles concluiu que Trump não provou dolo efetivo e arquivou o caso em caráter definitivo.
  • Trump pedia US$ 10 bilhões por reportagem de 2025 sobre suposta carta a Jeffrey Epstein, cuja autoria ele nega.
  • A equipe jurídica do presidente diz que seguirá com a ação; a Dow Jones afirmou estar satisfeita com a decisão.
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Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou, neste sábado (31), a ação por difamação movida pelo presidente Donald Trump contra o jornal The Wall Street Journal. Segundo a Folha, é a segunda vez que o processo é rejeitado. O caso trata de uma reportagem que associava Trump ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

O responsável pela decisão é Darrin P. Gayles, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos do Sul da Flórida, com sede em Miami. De acordo com o g1, o processo também tinha como réu o magnata da mídia Rupert Murdoch. O magistrado arquivou a ação em caráter definitivo, o que, conforme a Folha, impede que a mesma reivindicação seja apresentada novamente.

O que decidiu o juiz

Gayles acolheu o pedido do jornal para encerrar o caso. Ele concluiu que Trump não conseguiu demonstrar que o veículo agiu com dolo efetivo. Esse é um critério jurídico exigido de figuras públicas em ações por difamação: é preciso provar que os réus sabiam que a informação era falsa ou que agiram com desprezo imprudente pela verdade.

Na decisão de 20 páginas, o juiz afirmou que a tese do presidente não se sustenta. Trump argumentava que, depois de declarar que a carta era falsa, os repórteres deveriam ter ignorado o restante do material apurado e deixado de publicar o texto. Para o magistrado, o critério do dolo efetivo não exige isso, e o argumento contraria a Primeira Emenda, que protege a liberdade de imprensa. Segundo o g1, a decisão também afirma que a ação se apegava a qualquer elemento para tentar sustentar a acusação.

A reportagem e o histórico de processos

Trump entrou com a ação um dia depois da publicação, em 17 de julho de 2025, de uma reportagem sobre cartas enviadas a Epstein para um álbum de 50 anos, preparado em 2003. Uma das mensagens seria de Trump, segundo o jornal. A reportagem descrevia um texto de teor obsceno, acompanhado de um desenho e de uma assinatura atribuída ao presidente. O Wall Street Journal registrou na matéria que Trump negava ter escrito a carta ou feito o desenho.

O presidente sustentou que o jornal prejudicou seu caráter e sua integridade e pediu indenização de US$ 10 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 54 bilhões, segundo a conversão citada pela Folha. Trump nega a autoria da mensagem.

A Folha lembra que o presidente tem histórico de embates com a imprensa e costuma recorrer à Justiça contra veículos por coberturas que considera críticas ou injustas. Nos últimos anos, ele moveu ações contra The New York Times, BBC e CNN.

Reações e pontos em aberto

Um porta-voz da equipe jurídica de Trump disse, em nota, que o presidente continuará com a ação contra o jornal e os demais réus. Ele afirmou ainda que Trump seguirá cobrando responsabilidade de quem, segundo essa versão, engana o público com notícias falsas e difamações. Já um porta-voz da Dow Jones, empresa que publica o Wall Street Journal, disse estar satisfeito com a decisão do tribunal.

As fontes consultadas não detalham de que forma a defesa de Trump pretende dar continuidade ao caso, nem se um recurso já foi apresentado. Também não informam prazos para eventuais novas medidas judiciais.

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Perguntas frequentes

O que é dolo efetivo?

É um critério jurídico que figuras públicas precisam comprovar em ações por difamação: que os réus sabiam que a informação era falsa ou agiram com desprezo imprudente pela verdade.

Trump pode apresentar a mesma ação novamente?

Segundo a Folha, não. O juiz rejeitou o caso em caráter definitivo, o que impede que a mesma reivindicação seja apresentada de novo.

Fontes

Folhag1

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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