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Kolmanskop, na Namíbia, viveu a corrida do diamante e hoje é só areia

Cidade no deserto namibiano surgiu após a descoberta de diamantes por um trabalhador ferroviário e reuniu luxos raros para a época, segundo o UOL.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Kolmanskop, na Namíbia, viveu a corrida do diamante e hoje é só areia
Foto: Uploaded on April 24, 2006 by SqueakyMarmot / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Resumo rápido

  • Kolmanskop, na Namíbia, surgiu após a descoberta de diamantes por Zacharias Lewala, trabalhador ferroviário, segundo o UOL.
  • August Stauch comprou os direitos de mineração e, um mês depois, a corrida pelas pedras já atraía trabalhadores.
  • A cidade tinha clínica, escola, cassino, boliche e um sistema rudimentar de ar-condicionado.
  • A região era uma área proibida, com exploração restrita a cinco empresas e controle por raio X ao fim dos contratos.
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Kolmanskop, localizada no sul da Namíbia, perto das coordenadas 26°42' S e 15°13' L, já foi descrita como a cidade mais rica do mundo. De acordo com reportagem do UOL, hoje restam ali apenas a areia e a lembrança de um período de prosperidade curto e pouco conhecido.

Um começo ligado a um genocídio

A origem da cidade está ligada a um momento sombrio da história do país. Em 1908, segundo o UOL, os alemães concluíam o que é considerado o primeiro genocídio do século 20, o massacre dos hereros e dos namas, que deixou cerca de 75 mil mortos. O texto afirma que o episódio teria servido como treino para o Holocausto.

O Império Alemão controlava desde 1892 o Sudoeste Africano Alemão, colônia que corresponde à atual Namíbia. Em quatro anos, conforme a reportagem, os alemães exterminaram 80% dos hereros em marchas da morte e outras atrocidades. Só no campo de concentração da Ilha do Tubarão, também chamado de Ilha da Morte, cerca de 3 mil pessoas foram mortas.

A descoberta dos diamantes

Pouco depois do fechamento do campo, a cerca de 10 quilômetros dali, começou outra história. Zacharias Lewala, trabalhador da companhia ferroviária da região, varria a areia que cobria os dormentes quando notou pedras incomuns. Ele já havia atuado em uma mina de diamantes na Colônia do Cabo, na atual África do Sul, e desconfiou do achado.

Lewala mostrou as pedras ao chefe, o alemão August Stauch, que também tinha algum conhecimento do assunto. Stauch orientou os demais empregados a procurar no chão e logo adquiriu os direitos de mineração da área. Segundo o UOL, pouco se sabe sobre Lewala, que desapareceu depois do episódio.

Um mês depois, a corrida pelos diamantes já era realidade e uma nova cidade surgiu. Os trabalhadores procuravam as pedras deitados no chão, com panos no rosto, sem precisar cavar. De acordo com a reportagem, eventos geológicos deixaram a mina logo abaixo da superfície.

Luxo e controle no deserto

Os trabalhadores cumpriam contratos de dois anos. Kolmanskop tinha clínica, escola, delegacia, restaurante, telefone, hidrantes e abastecimento de água. Ninguém podia deixar a Sperrgebiet, termo alemão para área proibida, criada para limitar a exploração a cinco empresas. Ao fim do contrato, o trabalhador passava por um aparelho de raio X. Diante de suspeita, podia ser levado a tomar laxante para eliminar eventuais pedras escondidas.

Os engenheiros alemães viviam com conforto incomum para o deserto, inclusive com um sistema rudimentar de ar-condicionado. Uma merceeira distribuía toda manhã pães, limonada, água e blocos de gelo, colocados em compartimentos refrigerados. Dutos sopravam o ar sobre o gelo e o levavam aos cômodos vizinhos. Ela também vendia champanhe, caviar e produtos típicos alemães, e às vezes era paga em diamantes.

A cidade ainda tinha cassino, boliche, academia de ginástica e salões de champanhe para as damas, segundo o UOL.

O que ainda não foi informado

O trecho da reportagem disponível não detalha como e quando a cidade foi abandonada, nem traz informações práticas para quem pretende visitar o local, como horários, preços ou regras de acesso. Esses dados não constam nas fontes consultadas.

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Perguntas frequentes

Quem descobriu os diamantes em Kolmanskop?

Segundo o UOL, foi Zacharias Lewala, que trabalhava na companhia ferroviária e notou as pedras ao varrer a areia dos trilhos. Ele avisou o patrão, August Stauch.

Por que a cidade era considerada rica?

De acordo com a reportagem, os diamantes ficavam logo abaixo da superfície, e a cidade oferecia serviços e luxos como cassino, boliche, champanhe, caviar e um tipo de ar-condicionado.

Fontes

UOL

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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