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Soja sem proteção contra pragas poderia perder até 55% da produção, diz estudo

Pesquisa da UFV com a Croplife Brasil estima efeitos sobre exportações e sobre o IPCA, com possível alta em óleo, leite e ovos. O Ipea aponta controvérsia no uso de agrotóxicos.

Texto: Redação
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SabrinaRevisão editorial: SabrinaEditora Sênior · ver perfil
Soja sem proteção contra pragas poderia perder até 55% da produção, diz estudo
Foto: Coloradogoias / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Resumo rápido

  • Estudo da UFV e da Croplife Brasil estima perda de até 55% na produtividade da soja sem controle de pragas, doenças e ervas daninhas.
  • A simulação aponta alta de até 49% no preço da soja e de cerca de 0,26 ponto percentual no IPCA, com efeito em óleo, leite e ovos.
  • Sem controle, a receita simulada de exportação cairia de US$ 44,2 bilhões para US$ 26,6 bilhões por safra.
  • O Ipea afirma que o uso de agrotóxicos cresceu 4,4 vezes entre 2003 e 2023 e que algumas substâncias fazem mal ao ambiente e à saúde.
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Um estudo da Universidade Federal de Viçosa (UFV), feito em parceria com a Croplife Brasil, estima que as lavouras de soja do país perderiam até 55% da produtividade se ficassem sem proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas. A Croplife Brasil é uma associação que reúne empresas de biotecnologia, melhoramento genético e defensivos agrícolas. Segundo a pesquisa, uma queda na produção afetaria a economia e os preços de produtos ao consumidor.

Como o estudo foi feito

Os pesquisadores trabalharam com simulações que envolveram quatro doenças, entre elas a ferrugem-asiática e a mancha-alvo, cinco pragas, como a mosca-branca, e nove plantas daninhas. Foram comparados três cenários: lavouras sem controle algum, com controle parcial (até 40% de proteção) e com controle ótimo (80% de proteção).

No cenário ótimo, a produtividade chegaria a 72 sacas por hectare. Com controle parcial, seriam 52 sacas, 28% a menos. Sem nenhum controle, o rendimento cairia para 32 sacas, o que representa a perda de 55%.

Efeitos estimados na economia

De acordo com o estudo, compensar essas perdas exigiria plantar mais 33,5 milhões de hectares, área próxima à do estado de Goiás. A perda média no cenário sem manejo chegaria a 121,3 milhões de toneladas, avaliadas em R$ 223,5 bilhões.

Nas exportações, a receita simulada com soja seria de US$ 44,2 bilhões com controle ótimo e de US$ 26,6 bilhões sem controle. A diferença potencial é de US$ 17,6 bilhões por safra.

O que muda na prática para o consumidor

Para o bolso, a pesquisa projeta que a menor oferta poderia elevar o preço da soja em até 49%. Isso aumentaria em cerca de 0,26 ponto percentual a inflação oficial, medida pelo IPCA, com reflexo em itens como óleo, leite e ovos. A pesquisadora da UFV Ana Carolyne Carvalho afirmou que a queda de produtividade afetaria o preço e a disponibilidade de óleo de soja e de farelo, subproduto usado na cadeia de produção. Por isso, segundo ela, também haveria mudança nos preços das carnes de porco e de frango.

Se esse cenário se confirmaria ou não, as fontes não informam. Os números são simulações e comparam situações hipotéticas. Não há orientação específica ao consumidor, nem prazos ou valores de preços atuais.

Métodos de controle e a controvérsia

O estudo considera quatro métodos de controle fitossanitário: biotecnologia, como os organismos geneticamente modificados, melhoramento genético, bioinsumos e defensivos químicos. Há ainda o manejo integrado, que combina dois ou mais desses métodos.

Os defensivos químicos, porém, são um método controverso. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que algumas substâncias usadas no manejo são nocivas ao meio ambiente e à saúde humana. Segundo o Ipea, soja, milho e cana-de-açúcar respondem juntos por 76% do consumo de agrotóxicos no país. Entre 2003 e 2023, o uso desses produtos cresceu 4,4 vezes, de 180 mil para 800 mil toneladas por ano.

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Perguntas frequentes

Como a perda na soja poderia afetar os preços?

Segundo o estudo, a menor oferta poderia elevar o preço da soja em até 49%, com aumento de cerca de 0,26 ponto percentual no IPCA e reflexo em produtos como óleo, leite e ovos.

Quem fez a pesquisa?

A Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria com a Croplife Brasil, associação que reúne empresas de biotecnologia, melhoramento genético e defensivos agrícolas.

Fontes

Agência Brasil

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Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisado pela redação. Encontrou um erro? Fale com a gente.

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